
Mesmo sem uma política que dê solidez ao consumo de biodiesel, a China vem importando quantidades crescentes do biocombustível graças a regras aduaneiras que beneficiam o produto.
Graças a incentivos oferecidos pelo governo chinês, as importações do biocombustível estão aumentando. A entrada do produto no país é facilitada pela flexibilidade de regras e pelo fato do biodiesel oriundo de países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) ser isento de taxas de importação. A China é o segundo maior consumidor de petróleo e derivados do mundo – atrás apenas dos Estados Unidos.
A edição de 2012 da legislação aduaneira da China classifica com mistura maior do que a 30% de biodiesel como "produtos químicos diversos" o que permite contornar as regras mais rígidas para a importação aplicadas para a importação de derivados do petróleo e, também, taxa de 940 yuans (cerca de R$ 340) por tonelada. Pelo menos uma refinaria estatal já se queixou que as importadoras estão aproveitando essa brecha para importar misturar menores do que B30.
Mesmo na falta de políticas firmes de incentivo à mistura de combustíveis renováveis aos derivados do petróleo, graças à econômica com as taxas de importação as misturas de biodiesel conseguem ser vendidas no mercado chinês pelos importadores como se fossem diesel comum.
Dados obtidos pela agência de notícias Reuters – a China não possui dados oficiais sobre as importações – indicam que as importações mensais de diesel misturado com biodiesel estão entre 200 mil e 300 mil toneladas. A maior parte desse produto vem da Malásia e Indonésia.
É possível que os números caiam em função do inverno no hemisfério norte. O biodiesel – especialmente o feito com óleo de palma – não se dá particularmente bem climas mais frios.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Reuters
Graças a incentivos oferecidos pelo governo chinês, as importações do biocombustível estão aumentando. A entrada do produto no país é facilitada pela flexibilidade de regras e pelo fato do biodiesel oriundo de países membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean) ser isento de taxas de importação. A China é o segundo maior consumidor de petróleo e derivados do mundo – atrás apenas dos Estados Unidos.
A edição de 2012 da legislação aduaneira da China classifica com mistura maior do que a 30% de biodiesel como "produtos químicos diversos" o que permite contornar as regras mais rígidas para a importação aplicadas para a importação de derivados do petróleo e, também, taxa de 940 yuans (cerca de R$ 340) por tonelada. Pelo menos uma refinaria estatal já se queixou que as importadoras estão aproveitando essa brecha para importar misturar menores do que B30.
Mesmo na falta de políticas firmes de incentivo à mistura de combustíveis renováveis aos derivados do petróleo, graças à econômica com as taxas de importação as misturas de biodiesel conseguem ser vendidas no mercado chinês pelos importadores como se fossem diesel comum.
Dados obtidos pela agência de notícias Reuters – a China não possui dados oficiais sobre as importações – indicam que as importações mensais de diesel misturado com biodiesel estão entre 200 mil e 300 mil toneladas. A maior parte desse produto vem da Malásia e Indonésia.
É possível que os números caiam em função do inverno no hemisfério norte. O biodiesel – especialmente o feito com óleo de palma – não se dá particularmente bem climas mais frios.
Cátia Franco – BiodieselBR.com
Com informações Reuters