Refinaria nos EUA começa a processar petróleo renovável
A Tesoro fechou acordo com a Fulcrum BioEnergy e deve passar a processar petróleo renovável em uma de suas refinarias.
BiodieselBR.com ··2 min de leitura
Texto
A Tesoro anunciou essa semana que vai passar a processar o chamado biocru – um equivalente renovável do petróleo produzido a partir de biomassa – em suas refinarias. A empresa é dona de seis plantas nos Estados Unidos totalizando uma capacidade diária de processamento equivalente a 875 mil barris de petróleo.
A Tesoro anunciou essa semana que vai passar a processar o chamado biocru – um equivalente renovável do petróleo produzido a partir de biomassa – em suas refinarias. A empresa é dona de seis plantas nos Estados Unidos totalizando uma capacidade diária de processamento equivalente a 875 mil barris de petróleo.
Inicialmente a ideia é refinar 800 barris diários de biocru que serão produzidos a partir do processamento de resíduos sólidos municipais na planta que a Fulcrum BioEnergy está construindo na cidade de Reno, estado de Nevada. O material será, então, adicionado à carga processada na unidade da Tesoro em Martinez.
Além desse acordo inicial, a Tesor também está trabalhando com outras duas empresas – a Virent e a Ensyn – no sentido de acelerar o desenvolvimento tecnológico e o ganho de escala.
Biocrude
Ao contrário de outras rotas tecnológicas que fabricam biocombustíveis já acabados, o foco dos proponentes do biocrude é substituir o petróleo em si, de forma que seu produto se integre à atual infraestrutura de refino e distribuição. Isso permitiria a produção de combustíveis e petroquímicos renováveis sem a necessidade de que toda a indústria tenha que recomeçar do zero.
Os biocombustíveis fabricados dessa forma também teriam a vantagem de serem quimicamente idênticos à suas contrapartes fósseis. O que permitiria seu uso em motores sem modificações.
Para a Tesoro, a vantagem seria fabricar produtos que já saem de fábrica atendendo aos mandatos do governo norte-americano sem a necessidade de misturá-los com biocombustíveis convencionais como etanol e/ou biodiesel.
“Estamos estabelecendo parcerias como estas para que tecnologias que possam ser integradas em nossa estrutura de produção sejam desenvolvidas e possam nos ajudar a atender a demanda por biocombustíveis avançados de baixo carbono”, resumiu o vice-presidente de estratégia e desenvolvimento de negócios da Tesoro, CJ Warner.