Nada menos que 15 grupos com atuação no setor de biodiesel estão no ranking das 1000 maiores empresas do país elaborado pelo Valor Econômico.
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Dos 1000 maiores grupos empresarias do Brasil em termos de receita medidos pelo ranking elaborado pelo Valor Econômico – principal diário especializado em economia do país –, 15 possuem um pé no setor de biodiesel.
As receitas combinadas destes grupos ultrapassam os R$ 480 bilhões, praticamente 10% do PIB brasileiro no ano passado que, segundo o IBGE, somou R$ 4,84 trilhões.
Dos 1000 maiores grupos empresarias do Brasil em termos de receita medidos pelo ranking elaborado pelo Valor Econômico – principal diário especializado em economia do país –, 15 possuem um pé no setor de biodiesel. As receitas combinadas destes grupos ultrapassam os R$ 480 bilhões, praticamente 10% do PIB brasileiro no ano passado que, segundo o IBGE, somou R$ 4,84 trilhões.
Eles também formam a base de sustentação do programa do biodiesel. Usinas pertencentes aos 15 grupos foram responsáveis pela produção de nada menos de 2,1 bilhões de litros de biodiesel – cerca de 75% dos 2,9 bilhões de litros produzidos no país no ano passado.
No topo do ranking (veja tabela) nenhuma grande surpresa. Com R$ 304,9 bilhões em receitas, a Petrobras tem uma liderança bastante folgada tanto em relação ao segundo colocado no ranking do biodiesel que coube a JBS – que, com receita de R$ 92,9 bilhões, ficou com a terceira colocação do ranking geral.
Bunge e Cargill completam o grupo de elite com atuação no setor de biodiesel. Com faturamentos de, respectivamente, R$ 33,1 bi e R$ 24,8 bi elas são a 12ª e 18ª empresas do ranking Valor. Depois delas, a mais bem colocada é a Minerva que teve receita de R$ 5,4 bi e está na 83ª posição do ranking geral subindo 9 posições em relação à sua colocação em 2012.
Curiosamente, outra gigante do setor de trading, a ADM, não aparece na lista do Valor.
A 3Tentos foi a que mais galgou posições entre 2012 e o ano passado indo do 723º posto para o 481º lugar. Isso aconteceu porque, em 2013, as receitas da empresa deram um salto de 87,5% superando a marca dos R$ 901,7 milhões. Esse foi o maior avanço conhecido para um grupo do setor de biodiesel (o da Fiagril não está disponível).
Aliás, em termos de receita, os grupos que atuam no setor parecerem ter se saído relativamente bem em 2013. Dos 15, apenas a Oleoplan viu suas receitas encolherem 7,9% fechando o ano passado com R$ 1,2 bi.
Lucratividade Já em termos de lucratividade, o grupo não se sai tão bem. Noble, Minerva e BSBios perderam dinheiro no ano passado (a Fiagril não declarou o resultado).
Destas, a chinesa Noble parece estar enfrentando dificuldades mais sérias. Ela perdeu R$ 1,1 bilhão com uma piora de impressionantes 560% no resultado anula. A trading também é, de longe, a que apresenta o pior nível de endividamento do grupo. Com dívidas que superam R$ 2,6 bilhões e um patrimônio líquido inferior a R$ 160 milhões, o nível de endividamento chega a surpreendente 1.630%.
Veja abaixo a tabela completa com o resultado das empresas em 2013: