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Frete rodoviário sobe em setembro por pressão do diesel, aponta Edenred Mobilidade

Levantamento da Edenred Mobilidade aponta que demanda ligada ao agronegócio vem pressionando preço dos fretes

Reuters 2 min de leitura

O custo do transporte rodoviário de cargas no Brasil subiu em setembro, pressionado pela alta do diesel e pela atualização da tabela dos pisos mínimos de frete pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), segundo dados divulgados nesta terça-feira, 20, pela Edenred Mobilidade.

O preço médio do frete por quilômetro rodado avançou 0,57% na comparação com agosto, para R$ 8,77, de acordo com o Índice de Frete Rodoviário (IFR), calculado com base nas transações de frete e vale-pedágio administradas pela companhia.

A alta ocorreu em um contexto de combustíveis mais caros e maior demanda por transporte ligada ao agronegócio. Segundo a Edenred, o diesel S-10 subiu 2,7% em setembro, para uma média nacional de R$ 7,24 por litro, enquanto o diesel comum avançou 1,33%, para R$ 6,84.

No fim do mês, a ANTT atualizou os valores de referência usados no cálculo dos pisos mínimos de frete após a alta acumulada do diesel superar o limite previsto em lei para revisão extraordinária da tabela.

“Com a fiscalização mais rigorosa do cumprimento dos pisos e da emissão do CIOT, o mercado de fretes incorporou esses ajustes”, afirmou o diretor de unidades de negócios da Edenred Mobilidade, Vinicios Fernandes, em nota.

Para outubro, a empresa vê possibilidade de pressão adicional sobre os fretes, refletindo os efeitos da atualização da tabela e o avanço do escoamento da produção agrícola.

Marta Nogueira - Reuters

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