A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, disse que não vai causar
danos à floresta Amazônica para colocar em prática seu projeto de biodiesel
A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, disse que não vai causar danos à floresta Amazônica para colocar em prática seu projeto de se tornar a maior produtora de óleo de palma das Américas. Em consórcio com a Biopalma da Amazônia S/A, pretende plantar 60 mil hectares de dendê em regiões de desmatamento ou degradação próximas a Belém, no Pará. Segundo Silvio Maia, diretor do consórcio Vale-Biopalma, tudo será feito respeitando a legislação ambiental em vigor. “O projeto é extremamente consistente na questão social e ambiental”, garantiu o executivo durante coletiva na última quarta-feira (24). O investimento total será de US$ 500 milhões, sendo US$ 305 milhões de responsabilidade da Vale e US$ 195 milhões de contrapartida da Biopalma.
O projeto está considerando a conservação de uma área superior ao limite de 50% a 80% de Reserva Legal para a região da Amazônia. Vânia Somavilla, diretora da área de energia da Vale, reiterou que não haverá desmatamento para o plantio. “Ao contrário, vamos preservar uma área de 70 mil hectares para a composição da Reserva Legal”.
O projeto de plantio do consórcio Vale-Biopalma ainda pode sofrer sanções ambientais caso sejam aprovadas as mudanças no Código Florestal de 1965. A proposta do novo texto proíbe a recomposição de áreas degradadas da Amazônica com espécies exóticas à floresta. A palma é originária da África.
A área de plantio será feita em cinco municípios que tem um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país: Moju, Tomé Açu, Acará, Concórdia do Pará e Abaetetuba, todos localizados em um raio de 200 quilômetros de Belém. Segundo Vânia, o empreendimento vai gerar seis mil empregos diretos e beneficiar duas mil famílias de agricultores familiares da região. “Um dos impactos é a inclusão social e a diminuição do êxodo rural, criando um ciclo econômico sustentável”, disse a diretora.
O consórcio Vale-Biopalma é referente à etapa de produção de óleo de palma. Já a produção de biodiesel será exclusiva da Vale. A parceria antecipou em dois anos o antigo projeto da Vale de produzir biodiesel.
Monocultura
Quando se fala em produção de dendê em larga escala, imagens de países como Malásia e Indonésia sempre assombram ambientalistas. A Malásia possui 4,2 milhões de hectares de palma cultivados e a floresta primária foi retirada para dar lugar à monocultura, acabando com o habitat natural dos orangotangos. Caso não haja diminuição do desmatamento, especialistas prevêem a completa extinção da espécie em uma década. “Apesar de muitas críticas, a maioria infundadas, a Malásia saiu de uma situação de mais de 80% de miseráveis há 40 anos, quando deixou de ser colônia inglesa, para estar hoje na porta do primeiro mundo”, disse Maia.
Alice Duarte – BiodieselBR.com
A Vale, uma das maiores mineradoras do mundo, disse que não vai causar danos à floresta Amazônica para colocar em prática seu projeto de se tornar a maior produtora de óleo de palma das Américas. Em consórcio com a Biopalma da Amazônia S/A, pretende plantar 60 mil hectares de dendê em regiões de desmatamento ou degradação próximas a Belém, no Pará. Segundo Silvio Maia, diretor do consórcio Vale-Biopalma, tudo será feito respeitando a legislação ambiental em vigor. “O projeto é extremamente consistente na questão social e ambiental”, garantiu o executivo durante coletiva na última quarta-feira (24). O investimento total será de US$ 500 milhões, sendo US$ 305 milhões de responsabilidade da Vale e US$ 195 milhões de contrapartida da Biopalma.
O projeto está considerando a conservação de uma área superior ao limite de 50% a 80% de Reserva Legal para a região da Amazônia. Vânia Somavilla, diretora da área de energia da Vale, reiterou que não haverá desmatamento para o plantio. “Ao contrário, vamos preservar uma área de 70 mil hectares para a composição da Reserva Legal”.
O projeto de plantio do consórcio Vale-Biopalma ainda pode sofrer sanções ambientais caso sejam aprovadas as mudanças no Código Florestal de 1965. A proposta do novo texto proíbe a recomposição de áreas degradadas da Amazônica com espécies exóticas à floresta. A palma é originária da África.
A área de plantio será feita em cinco municípios que tem um dos mais baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país: Moju, Tomé Açu, Acará, Concórdia do Pará e Abaetetuba, todos localizados em um raio de 200 quilômetros de Belém. Segundo Vânia, o empreendimento vai gerar seis mil empregos diretos e beneficiar duas mil famílias de agricultores familiares da região. “Um dos impactos é a inclusão social e a diminuição do êxodo rural, criando um ciclo econômico sustentável”, disse a diretora.
O consórcio Vale-Biopalma é referente à etapa de produção de óleo de palma. Já a produção de biodiesel será exclusiva da Vale. A parceria antecipou em dois anos o antigo projeto da Vale de produzir biodiesel.
Monocultura
Quando se fala em produção de dendê em larga escala, imagens de países como Malásia e Indonésia sempre assombram ambientalistas. A Malásia possui 4,2 milhões de hectares de palma cultivados e a floresta primária foi retirada para dar lugar à monocultura, acabando com o habitat natural dos orangotangos. Caso não haja diminuição do desmatamento, especialistas prevêem a completa extinção da espécie em uma década. “Apesar de muitas críticas, a maioria infundadas, a Malásia saiu de uma situação de mais de 80% de miseráveis há 40 anos, quando deixou de ser colônia inglesa, para estar hoje na porta do primeiro mundo”, disse Maia.
Alice Duarte – BiodieselBR.com
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