“Os critérios da ANP deveriam ser discutidos com todo o
mercado. O preço de referência ficou muito apertado e com isso o setor
vai viver uma situação perigosa no próximo trimestre."
O preço máximo de referência fixado pela ANP foi considerado baixo por muitas usinas, que vão ter que trabalhar com margens de lucro mais apertadas para o primeiro trimestre de 2009, período de entrega do biodiesel comercializado no décimo segundo leilão.
As usinas querem saber exatamente como é feita essa conta que define o valor de referência. O superintendente de Abastecimento da ANP, Edson Silva, informou que há uma planilha com as variáveis consideradas, mas o setor reclama que falta transparência. “Acho que os critérios da ANP deveriam ser discutidos com todo o mercado. O preço de referência ficou muito apertado e com isso o setor vai viver uma situação perigosa no próximo trimestre. Nós estamos vendendo agora para entregar em março. Daqui quatro meses ninguém sabe como vai estar a economia mundial”, disse João Batista, diretor da Binatural.
Para o preço de referência, a agência precisou levar em conta, entre outras coisas, a queda no preço das commodities, a variação cambial, o aumento dos custos financeiros (taxas de hedge), e a escassez de matéria-prima na entressafra (entre janeiro e março).
Cerca de 80% do preço final do biodiesel é formado pelo custo do óleo que chega na usina. Como no Brasil existem muitas opções de matérias-primas para a produção de biodiesel, que variam muito nas cinco regiões do país (principalmente em preço), encontrar a fórmula certa para formar um valor teto nos leilões, que seja justo para todos, é algo complicado.
As usinas parecem ter consciência disso, no entanto não concordam com a posição da ANP de manter os critérios fechados.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
O preço máximo de referência fixado pela ANP foi considerado baixo por muitas usinas, que vão ter que trabalhar com margens de lucro mais apertadas para o primeiro trimestre de 2009, período de entrega do biodiesel comercializado no décimo segundo leilão.
As usinas querem saber exatamente como é feita essa conta que define o valor de referência. O superintendente de Abastecimento da ANP, Edson Silva, informou que há uma planilha com as variáveis consideradas, mas o setor reclama que falta transparência. “Acho que os critérios da ANP deveriam ser discutidos com todo o mercado. O preço de referência ficou muito apertado e com isso o setor vai viver uma situação perigosa no próximo trimestre. Nós estamos vendendo agora para entregar em março. Daqui quatro meses ninguém sabe como vai estar a economia mundial”, disse João Batista, diretor da Binatural.
Para o preço de referência, a agência precisou levar em conta, entre outras coisas, a queda no preço das commodities, a variação cambial, o aumento dos custos financeiros (taxas de hedge), e a escassez de matéria-prima na entressafra (entre janeiro e março).
Cerca de 80% do preço final do biodiesel é formado pelo custo do óleo que chega na usina. Como no Brasil existem muitas opções de matérias-primas para a produção de biodiesel, que variam muito nas cinco regiões do país (principalmente em preço), encontrar a fórmula certa para formar um valor teto nos leilões, que seja justo para todos, é algo complicado.
As usinas parecem ter consciência disso, no entanto não concordam com a posição da ANP de manter os critérios fechados.
Alice Duarte - BiodieselBR.com