Preços altos das commodities, a falta de infra-estrutura e falta de
capital estão assombrando a indústria de biodiesel. As matérias-primas
soja, óleo de palma e gordura animal ficaram cada vez mais caras,
derrubando as margens de lucro.
A indústria de biodiesel norte-americana está antecipando uma rodada de consolidação nos próximos 18 meses, disseram importantes executivos da indústria e investidores. Depois de uma euforia inicial de investimento em biodiesel, muitas novas companhias do setor são agora incapazes de conseguir financiamento adequado.
“O fechamento de usinas, consolidação e uma chacoalhada na indústria, junto com a possibilidade de aquisições por ‘fundos de rapina’, podem continuar”, diz James Eiler, da Eiler Capital no recente Biodiesel Finance & Investment Summit (Cúpula de Finanças e Investimento em Biodiesel) em Nova Iorque. Daniel Oh, CEO da Renewable Energy Group (REG), disse que as pequenas usinas podem se beneficiar com as fusões para criar economia de escala.
Usinas de biodiesel de médio porte serão as mais atingidas, já que elas não têm nem a economia de escala das usinas maiores nem os contatos locais das pequenas plantas, disse Chris Sorrells da NGP Energy Partners. Ele disse acreditar que estas plantas podem ganhar mais com as fusões.
Algumas das empresas maiores e mais estabelecidas, como a REG, que tem uma fatia de mercado de aproximadamente 27%, podem comandar a consolidação destas plantas médias, segundo Daniel Oh.
Pequenos produtores como a Tri-State Biodiesel reconhecem os desafios da indústria, e podem considerar uma fusão com a Connecticut Biofuels.
Preços altos das commodities, a falta de infra-estrutura e falta de capital estão assombrando a indústria de biodiesel. As matérias-primas soja, óleo de palma e gordura animal ficaram cada vez mais caras, derrubando as margens de lucro. Até mesmo o subsídio da Taxa de Mistura (Blender Tax) não levou os preços de biodiesel para a paridade com o diesel, de acordo com Eiler.
A distribuição e infra-estrutura são problemas, concorda Daniel Oh. Empresas privadas como Alternegy e REG co-localizaram suas usinas de produção perto de terminais a fim de aproveitarem a infra-estrutura existente do diesel, mas as plantas do meio-oeste podem ser afetadas pela sua dependência de frete e transporte para distribuir seu combustível.
A baixa demanda também é um problema, disse Eiler, citando uma capacidade de produção 8x maior que a demanda. Daniel Oh espera que a demanda siga a produção, dizendo, “Se você fizer o combustível, será comprado.” Eiler disse que contratos futuros, padronização e apoio do governo poderiam ajudar, mas podem demorar para chegar, e empresas iniciando produção no próximo ano podem ser incapazes de vender seu combustível.
Jerry Peters, SVP (Vice-Presidente Sênior) de Financiamento de Projetos da TD Banknorth, afirma que a produção de biodiesel exige uma grande quantia de capital de giro após o investimento inicial. O interesse minguante do investidor contribuiu para falências na indústria do etanol e alguns temem uma situação semelhante com o biodiesel. A empresa de etanol E3 Biofuels entrou em falência depois que uma falha técnica deixou a planta improdutiva e sem fluxo de caixa ou financiamento suficiente.
A falta de infra-estrutura local também está resultando em exportações de etanol baseado em milho, e pode levar a mais fusões também nessa área, disse Jeff Kistner, VP de Financiamento de Projetos da BBI International, na recente conferência Ethanol Finance Americas. Ele notou que houve investimentos de 15 bilhões de dólares na indústria de etanol, mas não está entrando mais capital. Os investidores precisam diminuir a velocidade e conseguir seu retorno, disse.
Enquanto isso, compradores internacionais também estão mantendo distância. Peters, da TD Banknorth, disse que há dois ou três anos atrás era fácil levantar dinheiro no Reino Unido e na Austrália, porque em ambos os biocombustíveis estavam em alta. “Eu vi essa mudança significativa,” ele disse. “Eu não acho que existam quaisquer chances reais no futuro de que essa falta de financiamento nos EUA seja resolvida por investidores estrangeiros por causa de um dólar baixo.” Sorrells da NGP concordou, notando que ele não tem visto muita moeda estrangeira fluindo para o biodiesel.
Os mercados públicos também não parecem ser um refúgio. Os lançamentos em bolsa estão mais baixos agora do que há alguns anos, disse John McKenna da Hamilton Clark & Co. A Imperium Renewables, por exemplo, recentemente cancelou seus planos de IPO, citando condições desfavoráveis de mercado.
Por Hana Askren e Heather West em Nova Iorque
Financial Times
Tradução e adaptação: BiodieselBR.com
A indústria de biodiesel norte-americana está antecipando uma rodada de consolidação nos próximos 18 meses, disseram importantes executivos da indústria e investidores. Depois de uma euforia inicial de investimento em biodiesel, muitas novas companhias do setor são agora incapazes de conseguir financiamento adequado.
“O fechamento de usinas, consolidação e uma chacoalhada na indústria, junto com a possibilidade de aquisições por ‘fundos de rapina’, podem continuar”, diz James Eiler, da Eiler Capital no recente Biodiesel Finance & Investment Summit (Cúpula de Finanças e Investimento em Biodiesel) em Nova Iorque. Daniel Oh, CEO da Renewable Energy Group (REG), disse que as pequenas usinas podem se beneficiar com as fusões para criar economia de escala.
Usinas de biodiesel de médio porte serão as mais atingidas, já que elas não têm nem a economia de escala das usinas maiores nem os contatos locais das pequenas plantas, disse Chris Sorrells da NGP Energy Partners. Ele disse acreditar que estas plantas podem ganhar mais com as fusões.
Algumas das empresas maiores e mais estabelecidas, como a REG, que tem uma fatia de mercado de aproximadamente 27%, podem comandar a consolidação destas plantas médias, segundo Daniel Oh.
Pequenos produtores como a Tri-State Biodiesel reconhecem os desafios da indústria, e podem considerar uma fusão com a Connecticut Biofuels.
Preços altos das commodities, a falta de infra-estrutura e falta de capital estão assombrando a indústria de biodiesel. As matérias-primas soja, óleo de palma e gordura animal ficaram cada vez mais caras, derrubando as margens de lucro.
Preços altos das commodities, a falta de infra-estrutura e falta de capital estão assombrando a indústria de biodiesel. As matérias-primas soja, óleo de palma e gordura animal ficaram cada vez mais caras, derrubando as margens de lucro. Até mesmo o subsídio da Taxa de Mistura (Blender Tax) não levou os preços de biodiesel para a paridade com o diesel, de acordo com Eiler.
A distribuição e infra-estrutura são problemas, concorda Daniel Oh. Empresas privadas como Alternegy e REG co-localizaram suas usinas de produção perto de terminais a fim de aproveitarem a infra-estrutura existente do diesel, mas as plantas do meio-oeste podem ser afetadas pela sua dependência de frete e transporte para distribuir seu combustível.
A baixa demanda também é um problema, disse Eiler, citando uma capacidade de produção 8x maior que a demanda. Daniel Oh espera que a demanda siga a produção, dizendo, “Se você fizer o combustível, será comprado.” Eiler disse que contratos futuros, padronização e apoio do governo poderiam ajudar, mas podem demorar para chegar, e empresas iniciando produção no próximo ano podem ser incapazes de vender seu combustível.
Jerry Peters, SVP (Vice-Presidente Sênior) de Financiamento de Projetos da TD Banknorth, afirma que a produção de biodiesel exige uma grande quantia de capital de giro após o investimento inicial. O interesse minguante do investidor contribuiu para falências na indústria do etanol e alguns temem uma situação semelhante com o biodiesel. A empresa de etanol E3 Biofuels entrou em falência depois que uma falha técnica deixou a planta improdutiva e sem fluxo de caixa ou financiamento suficiente.
A falta de infra-estrutura local também está resultando em exportações de etanol baseado em milho, e pode levar a mais fusões também nessa área, disse Jeff Kistner, VP de Financiamento de Projetos da BBI International, na recente conferência Ethanol Finance Americas. Ele notou que houve investimentos de 15 bilhões de dólares na indústria de etanol, mas não está entrando mais capital. Os investidores precisam diminuir a velocidade e conseguir seu retorno, disse.
Enquanto isso, compradores internacionais também estão mantendo distância. Peters, da TD Banknorth, disse que há dois ou três anos atrás era fácil levantar dinheiro no Reino Unido e na Austrália, porque em ambos os biocombustíveis estavam em alta. “Eu vi essa mudança significativa,” ele disse. “Eu não acho que existam quaisquer chances reais no futuro de que essa falta de financiamento nos EUA seja resolvida por investidores estrangeiros por causa de um dólar baixo.” Sorrells da NGP concordou, notando que ele não tem visto muita moeda estrangeira fluindo para o biodiesel.
Os mercados públicos também não parecem ser um refúgio. Os lançamentos em bolsa estão mais baixos agora do que há alguns anos, disse John McKenna da Hamilton Clark & Co. A Imperium Renewables, por exemplo, recentemente cancelou seus planos de IPO, citando condições desfavoráveis de mercado.
Por Hana Askren e Heather West em Nova Iorque
Financial Times
Tradução e adaptação: BiodieselBR.com