A antecipação do aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel,
de 2013 para 2010, é motivo de preocupação para o Sindicato Nacional
das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom).
A antecipação do aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, de 2013 para 2010, é motivo de preocupação para o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Com o acréscimo de um ponto percentual (de 4 para 5%), a necessidade de coleta será de mais 470 milhões de litros por ano. “Isso nos preocupa, pois vai demandar mais caminhões e gerar mais problemas na cadeia de coleta”, diz Fábio Marcondes, diretor de Abastecimento e Regulamentação da entidade.
As más condições das estradas brasileiras e a restrição de tráfego em grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são fatores que impactam nos custos de logística. “Em um país com dimensões continentais como o nosso, a logística para qualquer indústria é complicada”, diz Marcondes. No caso da coleta de biodiesel junto às usinas, feito exclusivamente por rodovias, é um fator que tira a competitividade do biocombustível em relação ao diesel de petróleo e ainda prejudica o balanço das emissões de CO2 na cadeia.
Uma questão que pesa na conta das distribuidoras é a concentração das usinas de biodiesel no Centro-Oeste – responsável por 45% da produção nacional – e centralização da demanda no Sudeste. A região é responsável por 44,3% do consumo brasileiro de biodiesel e produz apenas 15,9%. A problemática foi apresentada pelo Sindicom na última reunião da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, realizada esta semana em Brasília. “Trouxemos para mesa esses assuntos para ver se encontramos algumas ações que minimizem os efeitos da logística do biodiesel”, diz o diretor. Uma das soluções, segundo Marcondes, é incentivar a localização dos novos investimentos em usinas nas regiões Sudeste e Norte, onde a demanda não é suprida.
O biodiesel ainda tem que disputar estradas e caminhões com o etanol, cuja demanda vem crescendo e tanto a coleta como o transporte também são rodoviários. O Sindicom tem uma agenda de discussões com a Petrobras e a Transpetro para liberar os dutos – usados para transportar gasolina e diesel – também para escoar biocombustíveis. “As condições das nossas estradas são muito ruins, o que afeta o preço do frete. Se aumentarmos o escoamento do etanol por dutos, iríamos liberar mais caminhões para o biodiesel”, propõe Marcondes.
A migração do transporte rodoviário para dutos ou ferrovias necessita de grandes investimentos federais, ação que vem sendo adiada governo após governo. “Na Câmara Setorial sugerimos que os recursos do PAC sejam utilizados para melhorar as estradas, principalmente no Centro-Oeste”, diz.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
A antecipação do aumento da mistura obrigatória de biodiesel no diesel, de 2013 para 2010, é motivo de preocupação para o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom). Com o acréscimo de um ponto percentual (de 4 para 5%), a necessidade de coleta será de mais 470 milhões de litros por ano. “Isso nos preocupa, pois vai demandar mais caminhões e gerar mais problemas na cadeia de coleta”, diz Fábio Marcondes, diretor de Abastecimento e Regulamentação da entidade.
As más condições das estradas brasileiras e a restrição de tráfego em grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília são fatores que impactam nos custos de logística. “Em um país com dimensões continentais como o nosso, a logística para qualquer indústria é complicada”, diz Marcondes. No caso da coleta de biodiesel junto às usinas, feito exclusivamente por rodovias, é um fator que tira a competitividade do biocombustível em relação ao diesel de petróleo e ainda prejudica o balanço das emissões de CO2 na cadeia.
Uma questão que pesa na conta das distribuidoras é a concentração das usinas de biodiesel no Centro-Oeste – responsável por 45% da produção nacional – e centralização da demanda no Sudeste. A região é responsável por 44,3% do consumo brasileiro de biodiesel e produz apenas 15,9%. A problemática foi apresentada pelo Sindicom na última reunião da Câmara Setorial de Oleaginosas e Biodiesel, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, realizada esta semana em Brasília. “Trouxemos para mesa esses assuntos para ver se encontramos algumas ações que minimizem os efeitos da logística do biodiesel”, diz o diretor. Uma das soluções, segundo Marcondes, é incentivar a localização dos novos investimentos em usinas nas regiões Sudeste e Norte, onde a demanda não é suprida.
O biodiesel ainda tem que disputar estradas e caminhões com o etanol, cuja demanda vem crescendo e tanto a coleta como o transporte também são rodoviários. O Sindicom tem uma agenda de discussões com a Petrobras e a Transpetro para liberar os dutos – usados para transportar gasolina e diesel – também para escoar biocombustíveis. “As condições das nossas estradas são muito ruins, o que afeta o preço do frete. Se aumentarmos o escoamento do etanol por dutos, iríamos liberar mais caminhões para o biodiesel”, propõe Marcondes.
A migração do transporte rodoviário para dutos ou ferrovias necessita de grandes investimentos federais, ação que vem sendo adiada governo após governo. “Na Câmara Setorial sugerimos que os recursos do PAC sejam utilizados para melhorar as estradas, principalmente no Centro-Oeste”, diz.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
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