Por mais de uma década, desde que a administração Clinton cortou as
verbas destinadas a pesquisas com algas no Laboratório Nacional de
Energias Renováveis dos Estados Unidos, elas foram ignoradas e deixadas
de lado.
Por mais de uma década, desde que a administração Clinton cortou as
verbas destinadas a pesquisas com algas no Laboratório Nacional de
Energias Renováveis dos Estados Unidos, elas foram ignoradas e deixadas
de lado. Mas será que essas plantas minúsculas e onipresentes, de
variadas cores e espécies, podem um dia livrar o mundo de sua
dependência de petróleo?
Por mais de uma década, desde que a administração Clinton cortou as verbas destinadas a pesquisas com algas no Laboratório Nacional de Energias Renováveis dos Estados Unidos, elas foram ignoradas e deixadas de lado. Mas será que essas plantas minúsculas e onipresentes, de variadas cores e espécies, podem um dia livrar o mundo de sua dependência de petróleo?
“Um dos grandes desafios: preço, preço, preço”, diz Michael Weber, professor da Universidade do Texas. Neste momento, segundo ele, é possível obter combustível de algas ao custo de US$ 10 o galão (ou US$ 2,65 por litro) e o objetivo é reduzir esse custo para 10% do valor atual.
A Universidade do Texas abriga aquele que talvez seja o maior acervo de algas do mundo, com cerca de três mil espécies diferentes. Muitas não passam de pequenas plumas verdes ou vermelhas em tubos; outras estão imersas em freezers de nitrogênio líquido – cuja temperatura é tão baixa que poderia fazer seu dedo cair se você o mergulhasse no nitrogênio por alguns segundos e depois o batesse, de acordo com Jerry Brand, o diretor do acervo.
As algas – que ajudaram a criar o petróleo há milhões de anos – já são usadas em vitaminas e outros suplementos nutricionais. Mas seu preço ainda é muito alto e sua escala de produção muito pequena para suprir a necessidade energética do país.
“O segredo da utilização de algas na geração de energia é transformar tudo o que já sabemos sobre elas em custos menores e escalas maiores. Isso está apenas começando a acontecer”, diz Webber. Além disso, o impacto do uso de terras e água também vai precisar de um estudo mais aprofundado.
As algas podem ser mais vantajosas que o etanol como combustível porque sua pegada de carbono ao longo do ciclo de vida – a energia e as emissões necessárias para seu cultivo – parece ser menor, já que elas crescem com facilidade. Outra vantagem é que o biodiesel derivado de algas normalmente pode ser transportado em dutos, ao contrário do etanol, que geralmente precisa ser transportado em caminhões.
Webber argumenta que o Texas é um lugar adequado para a produção de algas porque possui três ingredientes em abundância: gás carbônico (o Texas é o maior emissor dos Estados Unidos, ironicamente uma vantagem aqui), luz solar e água salobra ou salina.
Usinas de biodiesel de algas podem ser instaladas próximas a estações de tratamento de esgoto, possibilitando a limpeza da água e a fabricação de combustível ao mesmo tempo, complementa Weber.
O biodiesel de algas ainda está engatinhando, mas o interesse que desperta tem aumentado. Sinal dos tempos, o Departamento de Energia americano está sediando um workshop esta semana para discutir como acelerar as pesquisas na área.
Kate Galbraith
The New York Times
Por mais de uma década, desde que a administração Clinton cortou as verbas destinadas a pesquisas com algas no Laboratório Nacional de Energias Renováveis dos Estados Unidos, elas foram ignoradas e deixadas de lado. Mas será que essas plantas minúsculas e onipresentes, de variadas cores e espécies, podem um dia livrar o mundo de sua dependência de petróleo?
“Um dos grandes desafios: preço, preço, preço”, diz Michael Weber, professor da Universidade do Texas. Neste momento, segundo ele, é possível obter combustível de algas ao custo de US$ 10 o galão (ou US$ 2,65 por litro) e o objetivo é reduzir esse custo para 10% do valor atual.
A Universidade do Texas abriga aquele que talvez seja o maior acervo de algas do mundo, com cerca de três mil espécies diferentes. Muitas não passam de pequenas plumas verdes ou vermelhas em tubos; outras estão imersas em freezers de nitrogênio líquido – cuja temperatura é tão baixa que poderia fazer seu dedo cair se você o mergulhasse no nitrogênio por alguns segundos e depois o batesse, de acordo com Jerry Brand, o diretor do acervo.
As algas – que ajudaram a criar o petróleo há milhões de anos – já são usadas em vitaminas e outros suplementos nutricionais. Mas seu preço ainda é muito alto e sua escala de produção muito pequena para suprir a necessidade energética do país.
“O segredo da utilização de algas na geração de energia é transformar tudo o que já sabemos sobre elas em custos menores e escalas maiores. Isso está apenas começando a acontecer”, diz Webber. Além disso, o impacto do uso de terras e água também vai precisar de um estudo mais aprofundado.
As algas podem ser mais vantajosas que o etanol como combustível porque sua pegada de carbono ao longo do ciclo de vida – a energia e as emissões necessárias para seu cultivo – parece ser menor, já que elas crescem com facilidade. Outra vantagem é que o biodiesel derivado de algas normalmente pode ser transportado em dutos, ao contrário do etanol, que geralmente precisa ser transportado em caminhões.
Webber argumenta que o Texas é um lugar adequado para a produção de algas porque possui três ingredientes em abundância: gás carbônico (o Texas é o maior emissor dos Estados Unidos, ironicamente uma vantagem aqui), luz solar e água salobra ou salina.
Usinas de biodiesel de algas podem ser instaladas próximas a estações de tratamento de esgoto, possibilitando a limpeza da água e a fabricação de combustível ao mesmo tempo, complementa Weber.
O biodiesel de algas ainda está engatinhando, mas o interesse que desperta tem aumentado. Sinal dos tempos, o Departamento de Energia americano está sediando um workshop esta semana para discutir como acelerar as pesquisas na área.
Kate Galbraith
The New York Times