A GreenFuel Technologies, uma das primeiras empresas a ingressar no
ramo de biocombustível de algas, está encerrando sua operações por
falta de dinheiro
A GreenFuel Technologies, uma das primeiras empresas a ingressar no ramo de biocombustível de algas, está encerrando sua operações por falta de dinheiro.
O investidor Duncan McIntyre, da Polaris Venture Partners, confirmou o fechamento na última quarta-feira, afirmando que a empresa foi uma “vítima da economia”.
Ele disse também que os investidores, que injetaram mais de 70 milhões de dólares na GreenFuel desde 2001, estão estudando formas de vender os bens e a propriedade intelectual da empresa.
“A economia é um desafio para este setor, então estamos fechando as portas”, disse McIntyre. O CEO da companhia, Simon Upfill-Brown, vinha tentando levantar dinheiro há vários meses. Um representante disse que a empresa não pretende fazer nenhuma declaração.
A situação financeira da GreenFuel vinha piorando desde o ano passado, mesmo após o fechamento de um contrato, no valor de US$ 92 milhões, para fornecer estufas de algas a um fabricante de cimento da Espanha.
Em janeiro deste ano, ela demitiu quase metade de seu quadro funcional, que ficou reduzido a 19 funcionários. Na época, eles reclamaram da má gestão financeira e operacional da empresa.
Vítima da falta de crédito ou da má administração?
A idéia de utilizar variedades especiais de alga, selecionadas para consumirem grandes quantidades de gás carbônico, despertou a atenção da mídia e de muitos empresários para a GreenFuel. Mas a empresa teve problemas na transição da escala experimental para a comercial, fase apelidada de “Vale da Morte” por investidores.
Desde 2001, vários equívocos foram cometidos.
Em seu primeiro projeto piloto, em parceria com a Arizona Public Service, a empresa testou o cultivo em sacolas plásticas, no qual as algas eram alimentadas com a poluição de uma usina elétrica. Concluiu-se que a coleta manual das algas tornava o processo muito caro, o que levou à criação de um novo produto: uma estufa para cultivo de algas.
Além disso, o primeiro CEO da GreenFuel foi substituído, e a empresa foi administrada interinamente por um de seus diretores, Bob Metcalfe, até que outra pessoa fosse encontrada.
Embora o setor de biocombustíveis como um todo esteja passando por dificuldades, várias empresas têm sido criadas para produzir biocombustíveis, produtos farmacêuticos e ração animal a partir de algas.
As algas são consideradas uma matéria-prima promissora para esses produtos porque possuem grande teor de óleo e requerem pouco espaço para cultivo. Até o momento, no entanto, nenhuma empresa conseguiu cultivar e coletar algas a preços competitivos com os produtos derivados do petróleo.
Fonte: Cnet
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
A GreenFuel Technologies, uma das primeiras empresas a ingressar no ramo de biocombustível de algas, está encerrando sua operações por falta de dinheiro.
O investidor Duncan McIntyre, da Polaris Venture Partners, confirmou o fechamento na última quarta-feira, afirmando que a empresa foi uma “vítima da economia”.
Ele disse também que os investidores, que injetaram mais de 70 milhões de dólares na GreenFuel desde 2001, estão estudando formas de vender os bens e a propriedade intelectual da empresa.
“A economia é um desafio para este setor, então estamos fechando as portas”, disse McIntyre. O CEO da companhia, Simon Upfill-Brown, vinha tentando levantar dinheiro há vários meses. Um representante disse que a empresa não pretende fazer nenhuma declaração.
A situação financeira da GreenFuel vinha piorando desde o ano passado, mesmo após o fechamento de um contrato, no valor de US$ 92 milhões, para fornecer estufas de algas a um fabricante de cimento da Espanha.
Em janeiro deste ano, ela demitiu quase metade de seu quadro funcional, que ficou reduzido a 19 funcionários. Na época, eles reclamaram da má gestão financeira e operacional da empresa.
Vítima da falta de crédito ou da má administração?
A idéia de utilizar variedades especiais de alga, selecionadas para consumirem grandes quantidades de gás carbônico, despertou a atenção da mídia e de muitos empresários para a GreenFuel. Mas a empresa teve problemas na transição da escala experimental para a comercial, fase apelidada de “Vale da Morte” por investidores.
Desde 2001, vários equívocos foram cometidos.
Em seu primeiro projeto piloto, em parceria com a Arizona Public Service, a empresa testou o cultivo em sacolas plásticas, no qual as algas eram alimentadas com a poluição de uma usina elétrica. Concluiu-se que a coleta manual das algas tornava o processo muito caro, o que levou à criação de um novo produto: uma estufa para cultivo de algas.
Além disso, o primeiro CEO da GreenFuel foi substituído, e a empresa foi administrada interinamente por um de seus diretores, Bob Metcalfe, até que outra pessoa fosse encontrada.
Embora o setor de biocombustíveis como um todo esteja passando por dificuldades, várias empresas têm sido criadas para produzir biocombustíveis, produtos farmacêuticos e ração animal a partir de algas.
As algas são consideradas uma matéria-prima promissora para esses produtos porque possuem grande teor de óleo e requerem pouco espaço para cultivo. Até o momento, no entanto, nenhuma empresa conseguiu cultivar e coletar algas a preços competitivos com os produtos derivados do petróleo.
Fonte: Cnet
Tradução e adaptação BiodieselBR.com