Mesmo com a queda internacional dos preços dos grãos e do petróleo, a
indústria de biocombustíveis na Argentina segue firme no
desenvolvimento de projetos para os próximos anos.
Mesmo com a queda internacional dos preços dos grãos e do petróleo, a indústria de biocombustíveis na Argentina segue firme no desenvolvimento de projetos para os próximos anos. Assim, entre plantas de biodiesel que devem ser inauguradas até 2010 e usinas de açúcar e etanol, os investimentos alcançam U$ 900 milhões. Com as usinas que já estão funcionando os investimentos finais alcançam U$ 1,2 bilhão.
Segundo o informe preparado por Carlos Molina, diretor executivo da Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio, desde 2006 quinze plantas de biodiesel demandaram um investimento total de U$282 milhões. Hoje essas fábricas têm uma capacidade de produção de 1,5 bilhão de toneladas por ano. A parte mais importante das instalações foi construída na região da Grande Rosário, onde está concentrado o maior pólo industrial de óleos da Argentina.
Segundo um recente informe da Câmara Argentina de Energias Renováveis, em 2008 a Argentina produzirá mais de 10% do biodiesel mundial, com isto o país seria o terceiro maior produtor de biodiesel em escala global, com vendas estimadas de U$ 1,5 bilhão. Mais de 90% do biodiesel produzido será exportado, tendo como envio principal os Estados Unidos e o destino final a Europa. Até novembro passado, o país vendeu pouco mais de um milhão de toneladas.
Até 2010 está prevista a inauguração de mais dez usinas de biodiesel. Segundo o trabalho de Claudio Molina, essas plantas vão agregar mais dois milhões de toneladas por ano e vão requerer um aporte de capital de U$ 389 milhões. Com as plantas já construídas e as que vão abrir, a indústria de biodiesel argentina totalizará uma capacidade de 3,59 milhões de toneladas por ano, com investimentos de 671 milhões de dólares.
“Nos últimos meses ocorreu uma importante redução da atividade, resultado da crise internacional, mas os fundamentos do mercado se mantêm intactos. Superada esta conjuntura, a exportação de biodiesel irá registrar volumes crescentes”, disse o informe.
Para Molina falta regulamentar a oferta de biodiesel no mercado interno. Pela lei 26.093, a partir de 2010 o diesel e a gasolina deverão ter misturas de 5% biodiesel e de etanol, respectivamente. “A incerteza quanto a formação da oferta interna de biodiesel está vinculada a falta de segurança jurídica e tributária implícita na lei 26.093 e com a falta de normas complementares”, disse Molina. O mercado interno demandará 800 milhões de litros de biodiesel e 245 milhões de litros de etanol por ano. Boa parte dos exportadores de biodiesel está vendo com entusiasmo o mercado interno e esperam que o governo implemente soluções iguais as que fez recentemente para o etanol.
Usinas de etanol
A indústria açucareira encontrou um motivo para envolver-se mais na produção de etanol para atender o mercado interno. A recente modificação da lei 26.093 pela lei 26.334, abriu caminho para uma promoção fiscal promovendo um melhor preço. Na média as normas facilitam as condições de oferta interna para alcançar em 2010 a mistura de 5% de etanol na gasolina sem problemas. Com isso, os investimentos no setor sobem para milhões de dólares. Se calcula um desembolso aproximado de U$ 500 milhões entre projetos já realizados e os previstos para os próximos anos.
“As usinas tem que instalar equipamentos de desidratação, tratamentos de efluentes e coogeração de energia elétrica para melhorar a eficiência. Se estimam investimentos de U$ 500 milhões para produzir etanol suficiente para a mistura de 10%”. Inicialmente a mistura será de 5% de etanol na gasolina, comentou Molina.
Ele adiantou também que o grupo Eurnekian tem um anteprojeto para construir no Norte do país uma usina com capacidade para moer 20 mil toneladas diárias, destilaria de etanol para 300 mil toneladas anuais processando cana de açúcar e cereais. Também incluiria o plantio de 50 mil hectares de cana de açúcar e outros cultivos. Todo este investimento levaria quase a metade dos U$ 500 milhões previstos para serem investidos em etanol no país.
Fernando Bertello
La Nacion
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
Mesmo com a queda internacional dos preços dos grãos e do petróleo, a indústria de biocombustíveis na Argentina segue firme no desenvolvimento de projetos para os próximos anos. Assim, entre plantas de biodiesel que devem ser inauguradas até 2010 e usinas de açúcar e etanol, os investimentos alcançam U$ 900 milhões. Com as usinas que já estão funcionando os investimentos finais alcançam U$ 1,2 bilhão.
Segundo o informe preparado por Carlos Molina, diretor executivo da Associação Argentina de Biocombustíveis e Hidrogênio, desde 2006 quinze plantas de biodiesel demandaram um investimento total de U$282 milhões. Hoje essas fábricas têm uma capacidade de produção de 1,5 bilhão de toneladas por ano. A parte mais importante das instalações foi construída na região da Grande Rosário, onde está concentrado o maior pólo industrial de óleos da Argentina.
Segundo um recente informe da Câmara Argentina de Energias Renováveis, em 2008 a Argentina produzirá mais de 10% do biodiesel mundial, com isto o país seria o terceiro maior produtor de biodiesel em escala global, com vendas estimadas de U$ 1,5 bilhão. Mais de 90% do biodiesel produzido será exportado, tendo como envio principal os Estados Unidos e o destino final a Europa. Até novembro passado, o país vendeu pouco mais de um milhão de toneladas.
Até 2010 está prevista a inauguração de mais dez usinas de biodiesel. Segundo o trabalho de Claudio Molina, essas plantas vão agregar mais dois milhões de toneladas por ano e vão requerer um aporte de capital de U$ 389 milhões. Com as plantas já construídas e as que vão abrir, a indústria de biodiesel argentina totalizará uma capacidade de 3,59 milhões de toneladas por ano, com investimentos de 671 milhões de dólares.
“Nos últimos meses ocorreu uma importante redução da atividade, resultado da crise internacional, mas os fundamentos do mercado se mantêm intactos. Superada esta conjuntura, a exportação de biodiesel irá registrar volumes crescentes”, disse o informe.
Para Molina falta regulamentar a oferta de biodiesel no mercado interno. Pela lei 26.093, a partir de 2010 o diesel e a gasolina deverão ter misturas de 5% biodiesel e de etanol, respectivamente. “A incerteza quanto a formação da oferta interna de biodiesel está vinculada a falta de segurança jurídica e tributária implícita na lei 26.093 e com a falta de normas complementares”, disse Molina. O mercado interno demandará 800 milhões de litros de biodiesel e 245 milhões de litros de etanol por ano. Boa parte dos exportadores de biodiesel está vendo com entusiasmo o mercado interno e esperam que o governo implemente soluções iguais as que fez recentemente para o etanol.
Usinas de etanol
A indústria açucareira encontrou um motivo para envolver-se mais na produção de etanol para atender o mercado interno. A recente modificação da lei 26.093 pela lei 26.334, abriu caminho para uma promoção fiscal promovendo um melhor preço. Na média as normas facilitam as condições de oferta interna para alcançar em 2010 a mistura de 5% de etanol na gasolina sem problemas. Com isso, os investimentos no setor sobem para milhões de dólares. Se calcula um desembolso aproximado de U$ 500 milhões entre projetos já realizados e os previstos para os próximos anos.
“As usinas tem que instalar equipamentos de desidratação, tratamentos de efluentes e coogeração de energia elétrica para melhorar a eficiência. Se estimam investimentos de U$ 500 milhões para produzir etanol suficiente para a mistura de 10%”. Inicialmente a mistura será de 5% de etanol na gasolina, comentou Molina.
Ele adiantou também que o grupo Eurnekian tem um anteprojeto para construir no Norte do país uma usina com capacidade para moer 20 mil toneladas diárias, destilaria de etanol para 300 mil toneladas anuais processando cana de açúcar e cereais. Também incluiria o plantio de 50 mil hectares de cana de açúcar e outros cultivos. Todo este investimento levaria quase a metade dos U$ 500 milhões previstos para serem investidos em etanol no país.
Fernando Bertello
La Nacion
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
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