A torta do pinhão-manso, até o momento, não podia ter o mesmo destino
comercial que outros sub-produtos da extração de óleos vegetais, como o
farelo de soja e a torta de algodão.
A torta do pinhão-manso, até o momento, não podia ter o mesmo destino comercial que outros sub-produtos da extração de óleos vegetais, como o farelo de soja e a torta de algodão. Por serem ricos em proteína e outros nutrientes, esses produtos são utilizados na fabricação de ração animal e fertilizantes. Mas no caso do pinhão-manso há uma substância tóxica, chamada lignina, que impede seu uso para o consumo animal. A boa notícia é que instituições e empresas já estão trazendo ao mercado o resultado de suas pesquisas para desintoxicar o produto.
Uma empresa no Rio Grande do Sul está importando a tecnologia desenvolvida e patenteada pela Universidade de Sichuan, na China. “Trata-se da instalação de um complemento na máquina esmagadora de grãos, depois da extração do óleo”, explica engenheiro agrônomo José Luis Vaz da Silva, proprietário da Argus Engineering, com sede em Pelotas (RS). O resultado, segundo ele, é uma torta de pinhão-manso com 45% de proteína, valor idêntico ao farelo de soja. A empresa tem contrato de representação com a universidade para o Brasil e a America Latina.
Aumentar o valor de mercado da torta de pinhão-manso é fundamental para melhorar o potencial econômico da produção de biodiesel a partir dessa matéria-prima. Por outro lado, o custo do processo de desintoxicação sempre foi a maior preocupação do produtor, mas Silva garante que é economicamente viável. “Os gastos de instalação representa 10% do valor da usina. Com este sistema, o cultivo do pinhão-manso passa a ter duplo propósito: biocombustível e alimento. O faturamento com biodiesel e com a venda da torta desintoxicada é muito semelhante”, afirma. O ganho não chega a tanto, mas sem dúvida agrega valor à produção. Hoje o farelo de soja é cotado a R$ 770 a tonelada (mês passado chegou a R$ 910). Já as tortas de algodão e mamona estão na faixa de R$ 420.
Exterior
Quem também anunciou ter desenvolvido e patenteado a tecnologia de desintoxicação da torta de pinhão-manso é a inglesa D1 Oils Plant Science. Segundo a empresa, a torta obtida pelo processo de purificação contém uma proteína mais digerível que a obtida pela extração da soja, com energia e composição de aminoácidos compatíveis com as melhores fontes de proteína hoje disponíveis para produção de ração animal.
Uma vez comprovada a viabilidade técnica, a D1 vai trabalhar no processo para obter uma ração mais competitiva em escala industrial. A segunda etapa dos testes vai avaliar se a torta, além de digerível, é palatável. Outros indicadores de desempenho também serão estudados, como o crescimento do animal. A Universidade Agrícola Escocesa vai estar envolvida nos testes de campo.
Após os estudos, a companhia britânica, através de sua joint venture D1-BP Fuel Crops Limited, vai avaliar estratégias para introduzir a tecnologia no mercado. Eles estão de olho na oportunidade de aumentar os ganhos com a cobrança de licença de propriedade tecnológica. Segundo o diretor executivo da D1 Oils, Ben Good, a torta, após o tratamento, poderá ter um valor de mercado equivalente ao farelo de soja. A previsão é que a liberação comercial da tecnologia possa estar disponível já em 2010.
Composição da torta desintoxicada de pinhão-manso:
Umidade: 5,6%
Cinzas: 5,9 %
Proteína total: 45,8%
Proteína Solúvel: 41,1%
Fibras: 5,8%
Gorduras: 4,5%
Cálcio: 0,83
Fósforo: 1,52
Fonte: Argus Engineering
Alice Duarte - BiodieselBR.com
A torta do pinhão-manso, até o momento, não podia ter o mesmo destino comercial que outros sub-produtos da extração de óleos vegetais, como o farelo de soja e a torta de algodão. Por serem ricos em proteína e outros nutrientes, esses produtos são utilizados na fabricação de ração animal e fertilizantes. Mas no caso do pinhão-manso há uma substância tóxica, chamada lignina, que impede seu uso para o consumo animal. A boa notícia é que instituições e empresas já estão trazendo ao mercado o resultado de suas pesquisas para desintoxicar o produto.
Uma empresa no Rio Grande do Sul está importando a tecnologia desenvolvida e patenteada pela Universidade de Sichuan, na China. “Trata-se da instalação de um complemento na máquina esmagadora de grãos, depois da extração do óleo”, explica engenheiro agrônomo José Luis Vaz da Silva, proprietário da Argus Engineering, com sede em Pelotas (RS). O resultado, segundo ele, é uma torta de pinhão-manso com 45% de proteína, valor idêntico ao farelo de soja. A empresa tem contrato de representação com a universidade para o Brasil e a America Latina.
Aumentar o valor de mercado da torta de pinhão-manso é fundamental para melhorar o potencial econômico da produção de biodiesel a partir dessa matéria-prima. Por outro lado, o custo do processo de desintoxicação sempre foi a maior preocupação do produtor, mas Silva garante que é economicamente viável. “Os gastos de instalação representa 10% do valor da usina. Com este sistema, o cultivo do pinhão-manso passa a ter duplo propósito: biocombustível e alimento. O faturamento com biodiesel e com a venda da torta desintoxicada é muito semelhante”, afirma. O ganho não chega a tanto, mas sem dúvida agrega valor à produção. Hoje o farelo de soja é cotado a R$ 770 a tonelada (mês passado chegou a R$ 910). Já as tortas de algodão e mamona estão na faixa de R$ 420.
Exterior
Quem também anunciou ter desenvolvido e patenteado a tecnologia de desintoxicação da torta de pinhão-manso é a inglesa D1 Oils Plant Science. Segundo a empresa, a torta obtida pelo processo de purificação contém uma proteína mais digerível que a obtida pela extração da soja, com energia e composição de aminoácidos compatíveis com as melhores fontes de proteína hoje disponíveis para produção de ração animal.
Uma vez comprovada a viabilidade técnica, a D1 vai trabalhar no processo para obter uma ração mais competitiva em escala industrial. A segunda etapa dos testes vai avaliar se a torta, além de digerível, é palatável. Outros indicadores de desempenho também serão estudados, como o crescimento do animal. A Universidade Agrícola Escocesa vai estar envolvida nos testes de campo.
Após os estudos, a companhia britânica, através de sua joint venture D1-BP Fuel Crops Limited, vai avaliar estratégias para introduzir a tecnologia no mercado. Eles estão de olho na oportunidade de aumentar os ganhos com a cobrança de licença de propriedade tecnológica. Segundo o diretor executivo da D1 Oils, Ben Good, a torta, após o tratamento, poderá ter um valor de mercado equivalente ao farelo de soja. A previsão é que a liberação comercial da tecnologia possa estar disponível já em 2010.
Composição da torta desintoxicada de pinhão-manso:
Umidade: 5,6%
Cinzas: 5,9 %
Proteína total: 45,8%
Proteína Solúvel: 41,1%
Fibras: 5,8%
Gorduras: 4,5%
Cálcio: 0,83
Fósforo: 1,52
Fonte: Argus Engineering
Alice Duarte - BiodieselBR.com