Um estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT)
está buscando uma forma mais eficiente e ambientalmente correta de
transformar os óleos provenientes de matérias-primas como soja, crambe
ou mamona em biodiesel.
Um estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está buscando uma forma mais eficiente e ambientalmente correta de transformar os óleos provenientes de matérias-primas como soja, crambe ou mamona em biodiesel. Isso porque, segundo o instituto, a produção do biocombustível acaba enfrentando problemas na fase em que são adicionadas substâncias que aceleram o processo de transformação — os chamados catalisadores homogêneos. O resultado dessa reação química é a formação de resíduos, como o sabão, que dão origem a emulsões que comprometem o rendimento. Além disso, a água utilizada para a remoção das cinzas (processo de lavagem) pode dar origem a depósitos no motor e desgaste de peças do automóvel.
O processo de transesterificação, como é conhecida a transformação do óleo vegetal em biodiesel, faz uso, convencionalmente, de catalisadores alcalinos, como, por exemplo, o hidróxido de sódio (NaOH). Porém, o grupo do Laboratório de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas (LPP), do IPT, trabalha no desenvolvimento de um catalisador heterogêneo que não se dissolva na solução e gaste uma quantidade menor de água durante o processo de lavagem do biodiesel. “Por meio da heterogeneização de uma base orgânica, estamos tentando vencer o desafio de desenvolver um catalisador que não produza sabão, não deixe resíduos no biodiesel e não possua metais em sua composição”, explica o pesquisador João Guilherme Poço.
De acordo com ele, os ensaios incluem uma síntese de polímeros que têm agrupamentos básicos e podem atuar como catalisadores. Porém, o grande desafio do grupo é conseguir uma substância que, além de não se dissolver no meio reacional, seja regenerável e mantenha-se ativa por mais tempo possível, pois os catalisadores baseados em polímeros têm alto custo e devem ter alta durabilidade. Até o momento, os pesquisadores conseguiram manter o reator produzindo biodiesel com o catalisador desenvolvido no período de uma semana. As próximas fases, que ainda estão em curso, incluem os processos de regeneração e de reprodução do período já alcançado de fabricação.
Gisela Cabral - Correio Brasiliense
Um estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está buscando uma forma mais eficiente e ambientalmente correta de transformar os óleos provenientes de matérias-primas como soja, crambe ou mamona em biodiesel. Isso porque, segundo o instituto, a produção do biocombustível acaba enfrentando problemas na fase em que são adicionadas substâncias que aceleram o processo de transformação — os chamados catalisadores homogêneos. O resultado dessa reação química é a formação de resíduos, como o sabão, que dão origem a emulsões que comprometem o rendimento. Além disso, a água utilizada para a remoção das cinzas (processo de lavagem) pode dar origem a depósitos no motor e desgaste de peças do automóvel.
O processo de transesterificação, como é conhecida a transformação do óleo vegetal em biodiesel, faz uso, convencionalmente, de catalisadores alcalinos, como, por exemplo, o hidróxido de sódio (NaOH). Porém, o grupo do Laboratório de Processos Químicos e Tecnologia de Partículas (LPP), do IPT, trabalha no desenvolvimento de um catalisador heterogêneo que não se dissolva na solução e gaste uma quantidade menor de água durante o processo de lavagem do biodiesel. “Por meio da heterogeneização de uma base orgânica, estamos tentando vencer o desafio de desenvolver um catalisador que não produza sabão, não deixe resíduos no biodiesel e não possua metais em sua composição”, explica o pesquisador João Guilherme Poço.
De acordo com ele, os ensaios incluem uma síntese de polímeros que têm agrupamentos básicos e podem atuar como catalisadores. Porém, o grande desafio do grupo é conseguir uma substância que, além de não se dissolver no meio reacional, seja regenerável e mantenha-se ativa por mais tempo possível, pois os catalisadores baseados em polímeros têm alto custo e devem ter alta durabilidade. Até o momento, os pesquisadores conseguiram manter o reator produzindo biodiesel com o catalisador desenvolvido no período de uma semana. As próximas fases, que ainda estão em curso, incluem os processos de regeneração e de reprodução do período já alcançado de fabricação.
Gisela Cabral - Correio Brasiliense
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Catalisadores