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Empresa deve lançar nova geração de sementes de pinhão-manso em 2010

Os chamados testes de inserção de produto visam identificar as variedades genéticas mais bem adaptadas às condições locais de cultivo de cada região.
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Os chamados testes de inserção de produto visam identificar as variedades genéticas mais bem adaptadas às condições locais de cultivo de cada região.

A D1 Oils, empresa de tecnologia do setor de biocombustíveis, planeja lançar em 2010 uma nova geração de sementes comerciais de pinhão-manso, com alto teor de óleo e bom perfil para biodiesel. O pinhão-manso (Jathropha curcas) é uma planta tropical oleaginosa de cuja semente se pode obter um óleo vegetal não-comestível usado para produzir biodiesel. A D1 Oils Plant Science Limited (DOPSL), divisão agronômica da empresa, criou uma abordagem sistêmica para as atividades de cruzamento e desenvolvimento de sementes e faz uso de uma rede global de centros de pesquisa e experimentos para fazer a seleção de cultivares.

A divisão presta suporte técnico às atividades de plantio da D1-BP Fuel Crops, uma joint-venture global entre a D1 Oils e a BP Internacional para produção de pinhão-manso. Em 2008, a DOPSL lançou suas primeiras cultivares de pinhão-manso, implantando viveiros de semente próximos às áreas de plantio e fornecendo sementes e mudas de alta qualidade para a D1-BP Fuel Crops.

Os chamados testes de inserção de produto visam identificar as variedades genéticas mais bem adaptadas às condições locais de cultivo de cada região. No momento, a D1 possui 13 variedades de pinhão-manso em fase de testes de inserção de produto na África, Índia e Sudeste Asiático, e já começou o processo de multiplicação das mesmas. Ao longo do ano a empresa vai escolher as variedades com melhor desempenho e criar um banco de sementes visando o lançamento comercial para plantio em 2010.

O pinhão-manso é uma cultura domesticada há não muito tempo. Até hoje a maior parte das plantações de pinhão-manso voltadas para a produção de biodiesel vêm utilizando sementes selvagens. O programa de melhoramento da D1 seleciona variedades promissoras da planta através de um processo de cruzamento patenteado e de testes de produtividade preliminares, sujeitando-as depois a testes de inserção de produto e experimentos agronômicos. Esses testes avaliam a adaptação de cada variedade a diferentes climas e condições de plantio, assim como suas necessidades nutricionais, regimes de poda e outros parâmetros agronômicos. Paralelamente, a D1 reproduz as sementes selecionadas em viveiros, liberando-as posteriormente para o cultivo em áreas apropriadas.

“Estamos satisfeitos com o progresso alcançado com as variedades comerciais de pinhão-manso de segunda geração”, diz Henk Joos, diretor do programa. “Até o momento o cultivo de pinhão-manso em todo o mundo vem se baseando no uso de sementes selvagens ou de cultivares de primeira geração, que foram submetidas a poucos testes. Agora a D1 possui a infra-estrutura necessária para desenvolver produtos para lançamento no mercado de forma mais abrangente. Neste ano serão identificadas as variedades mais promissoras nos testes que estão sendo realizados, para que em 2010 elas sejam introduzidas no mercado. Muitas outras variedades promissoras foram identificadas através dos cruzamentos, as quais poderão ser lançadas a partir de 2011. Esses resultados são bastante encorajadores e demonstram que nosso programa está amadurecendo rapidamente”.

A D1 criou um centro mundial para realização de cruzamentos em Cabo Verde, além de outros oito centros de desenvolvimento na África, Índia e Sudeste Asiático. Atualmente, o modelo de desenvolvimento de produtos da D1 inclui 29 testes de inserção de produto e 37 experimentos agronômicos nessas regiões. Pesquisas sobre uso de fertilizantes, poda e plantio consorciado com alimentos também vêm sendo realizadas em parceria com institutos de pesquisa agrícolas especializados, incluindo o Instituto de Pesquisa Agrícola Internacional para o Semi-Árido Tropical (Icrisat, na sigla em inglês), na Índia, a Universidade de Kasetsart, na Tailândia, e a Universidade de Bengkulu, na Indonésia.

Assessoria D1 Oils

Tradução e adaptação BiodieselBR.com
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