A gordura de fritura logo pode deixar de só engordar coxas e começar a engordar carteiras.
A gordura de fast food logo pode deixar de só engordar coxas e começar a engordar carteiras. No processo, promotores prometem abastecer as rodas do comércio nas estradas dos EUA.
Mas primeiro eles devem provar que sua visão é mais que calorias vazias.
No final de 2008, um grupo de empresários da Flórida espera ter uma ou mais usinas funcionando em Minnesota, transformando gordura de fritura usada em biodiesel.
A empresa norte-americana Xenerga, baseada em Orlando, iniciou as atividades de sua primeira planta dos Estados Unidos em sua cidade natal neste mês e afirma ter investidores para construir mais 14 em todo o país.
"As pessoas podem estar céticas, mas é uma boa oportunidade," disse Jason Sayers, CEO da Xenerga.
Os promotores da companhia dizem que para um investimento de cerca de US$2 milhões, os investidores conseguirão uma operação responsável - fornecendo a gordura usada, a planta para processar 5 milhões de galões de biodiesel anualmente e clientes para comprá-lo. O equipamento é importado da Alemanha.
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A Xenerga representa um segundo estágio nos negócios de reciclagem de Sayers, co-fundador da FiltaFry baseada em Orlando, uma firma que vendeu mais de 500 franquias no mundo todo para limpar a fritura de restaurantes e vender a gordura usada para produtores de animais.
Em Minnesota, a maior parte do biodiesel é feito em fábricas de plantadores de soja e a partir de óleo de soja bruto. A maior parte do combustível produzido acaba em caminhões comerciais.
Mais ou menos 60 milhões de galões de biodiesel foram produzidos no ano passado em Minnesota. Isto é mais ou menos 5 por cento dos 1,1 bilhão de galões de diesel consumido em 2004, de acordo com os números mais recentes disponíveis para o estado.
O biodiesel de Minnesota empregou um total de 5.668 pessoas, contando empregos em todas as fases de produção, do campo até a fábrica, e rendeu US$928 milhões em benefícios para plantadores de soja e outros na cadeia produtiva, pela estimativa do Departamento de Agricultura de Minnesota. O diesel de soja consome mais ou menos 13 por cento da safra anual de soja de Minnesota, a agência estima.
Uma lei do Minnesota de 2002 obriga que todo combustível diesel vendido no estado contenha pelo menos 2 por cento de biodiesel.
Os subsídios dos contribuintes dos Estados Unidos aumentaram o interesse em biodiesel. O governo federal oferece incentivos fiscais de US$1 o galão para biodiesel feito de oleaginosa e 50 centavos de incentivo para o galão feito de óleo usado.
A Xenerga diz a investidores potenciais que esses subsídios, que devem durar mais uma década, gerará muitos lucros para serem compartilhados por proprietários das micro-plantas e a empresa de Orlando, que coletará royalties em vendas.
"Existe um bom dinheiro para ser feito com isto," disse Sayers. "O problema é fazer biodiesel de qualidade o tempo todo."
Um processo químico separa gorduras e óleos em dois produtos comerciáveis: biodiesel combustível vendido para companhias misturadoras, e glicerina, usada para fazer sabões e outros produtos.
A Xenerga provê o equipamento e know-how para fazer o trabalho enquanto investidores fornecem mais ou menos US$2 milhões e meio acre de terra industrial.
Dependendo de leis locais, obter as licenças pode levar semanas ou meses.
Mas nem todo mundo está certo de que a Xenerga está oferecendo uma coisa segura.
"É quase uma batalha para fazer biodiesel de gordura usada. Eu não consigo fazer isto financeiramente," disse Chuck Neece, diretor de pesquisa e desenvolvimento do departamento de biodiesel da cooperativa Farmers Union Industries em Redwood Falls, Minnesota.
Essa cooperativa no ano passado produziu 3 milhões de galões de biodiesel de óleos de soja, linhaça, girassol e outras plantas, assim como gordura de aves do Minnesota.
O fato de que o subsídio federal para o biodiesel feito de óleos virgens é o dobro do pagamento para biodiesel feito de óleo usado é um grande retrocesso para o lucro de óleo reciclado, disse Neece.
"Nós nunca tivemos certeza se nós podemos fazer óleo usado ser viável economicamente," disse ele.
Por Mike MEYERS
Minneapolis-St. Paul Star Tribune
A gordura de fast food logo pode deixar de só engordar coxas e começar a engordar carteiras. No processo, promotores prometem abastecer as rodas do comércio nas estradas dos EUA.
Mas primeiro eles devem provar que sua visão é mais que calorias vazias.
No final de 2008, um grupo de empresários da Flórida espera ter uma ou mais usinas funcionando em Minnesota, transformando gordura de fritura usada em biodiesel.
A empresa norte-americana Xenerga, baseada em Orlando, iniciou as atividades de sua primeira planta dos Estados Unidos em sua cidade natal neste mês e afirma ter investidores para construir mais 14 em todo o país.
"As pessoas podem estar céticas, mas é uma boa oportunidade," disse Jason Sayers, CEO da Xenerga.
Os promotores da companhia dizem que para um investimento de cerca de US$2 milhões, os investidores conseguirão uma operação responsável - fornecendo a gordura usada, a planta para processar 5 milhões de galões de biodiesel anualmente e clientes para comprá-lo. O equipamento é importado da Alemanha.
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"Potencial" para fazer lucros de até US$2,5 milhões por ano cada usina, segundo o cálculo da Xenerga.
A Xenerga representa um segundo estágio nos negócios de reciclagem de Sayers, co-fundador da FiltaFry baseada em Orlando, uma firma que vendeu mais de 500 franquias no mundo todo para limpar a fritura de restaurantes e vender a gordura usada para produtores de animais.
Em Minnesota, a maior parte do biodiesel é feito em fábricas de plantadores de soja e a partir de óleo de soja bruto. A maior parte do combustível produzido acaba em caminhões comerciais.
Mais ou menos 60 milhões de galões de biodiesel foram produzidos no ano passado em Minnesota. Isto é mais ou menos 5 por cento dos 1,1 bilhão de galões de diesel consumido em 2004, de acordo com os números mais recentes disponíveis para o estado.
O biodiesel de Minnesota empregou um total de 5.668 pessoas, contando empregos em todas as fases de produção, do campo até a fábrica, e rendeu US$928 milhões em benefícios para plantadores de soja e outros na cadeia produtiva, pela estimativa do Departamento de Agricultura de Minnesota. O diesel de soja consome mais ou menos 13 por cento da safra anual de soja de Minnesota, a agência estima.
Uma lei do Minnesota de 2002 obriga que todo combustível diesel vendido no estado contenha pelo menos 2 por cento de biodiesel.
Os subsídios dos contribuintes dos Estados Unidos aumentaram o interesse em biodiesel. O governo federal oferece incentivos fiscais de US$1 o galão para biodiesel feito de oleaginosa e 50 centavos de incentivo para o galão feito de óleo usado.
A Xenerga diz a investidores potenciais que esses subsídios, que devem durar mais uma década, gerará muitos lucros para serem compartilhados por proprietários das micro-plantas e a empresa de Orlando, que coletará royalties em vendas.
"Existe um bom dinheiro para ser feito com isto," disse Sayers. "O problema é fazer biodiesel de qualidade o tempo todo."
Um processo químico separa gorduras e óleos em dois produtos comerciáveis: biodiesel combustível vendido para companhias misturadoras, e glicerina, usada para fazer sabões e outros produtos.
A Xenerga provê o equipamento e know-how para fazer o trabalho enquanto investidores fornecem mais ou menos US$2 milhões e meio acre de terra industrial.
Dependendo de leis locais, obter as licenças pode levar semanas ou meses.
Mas nem todo mundo está certo de que a Xenerga está oferecendo uma coisa segura.
"É quase uma batalha para fazer biodiesel de gordura usada. Eu não consigo fazer isto financeiramente," disse Chuck Neece, diretor de pesquisa e desenvolvimento do departamento de biodiesel da cooperativa Farmers Union Industries em Redwood Falls, Minnesota.
Essa cooperativa no ano passado produziu 3 milhões de galões de biodiesel de óleos de soja, linhaça, girassol e outras plantas, assim como gordura de aves do Minnesota.
O fato de que o subsídio federal para o biodiesel feito de óleos virgens é o dobro do pagamento para biodiesel feito de óleo usado é um grande retrocesso para o lucro de óleo reciclado, disse Neece.
"Nós nunca tivemos certeza se nós podemos fazer óleo usado ser viável economicamente," disse ele.
Por Mike MEYERS
Minneapolis-St. Paul Star Tribune
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