BiodieselBR
Publicidade

Embrapa desenvolve técnica com o algodão

Uma forma de estimular a produção de biodiesel no Nordeste pode vir dos laboratórios da Embrapa. A tradicional cultura do algodão está sendo desenvolvida para dar maior rendimento ao óleo, sem perder as características de qualidade da fibra.
. 2 min de leitura
Uma forma de estimular a produção de biodiesel no Nordeste pode vir dos laboratórios da Embrapa. A tradicional cultura do algodão está sendo desenvolvida para dar maior rendimento ao óleo, sem perder as características de qualidade da fibra.

Uma forma de estimular a produção de biodiesel no Nordeste pode vir dos laboratórios da Embrapa. A tradicional cultura do algodão está sendo desenvolvida para dar maior rendimento ao óleo, sem perder as características de qualidade da fibra. Normalmente, um algodão tem aproveitamento de 12% de óleo, abaixo da soja (18%) - a maior matéria prima de biodiesel no País.

“Algodão é óleo, fibra e também fonte de energia. Estamos fazendo variedades com mais óleo”, explicou Napoleão Macêdo Beltrão, chefe geral da Embrapa Algodão, de Campina Grande.

A unidade de pesquisa já conseguiu desenvolver uma variedade com 26% de óleo, e a meta é chegar a 30%. Uma das dificuldades é conseguir manter a qualidade da fibra, de forma que o produto sirva tanto para a produção de biodiesel quanto o setor têxtil. O sucesso desse tipo de pesquisa pode representar uma diversificação de fontes de receita de pequenos plantadores, por exemplo. Um outro ponto atacado pela Embrapa Algodão é o desenvolvimento de uma variante transgênica que seja resistente à praga do bicudo, que dizimou boa parte da produção de algodão de Pernambuco. “Já editamos o gene e estamos fazendo a incorporação. Essa variedade vai proporcionar uma grande redução de custos”, acredita Beltrão. Ele espera que em quatro anos a variedade esteja disponível para ser multiplicada para sementes.

Ele também sugere como melhor aproveitamento econômico local a utilização consorciada de culturas, como mamona e feijão, aumentando o rendimento da produção agrícola da região. A Embrapa também está “turbinando” os investimentos em agroenergia, tanto que criou uma nova divisão apenas para esta área.

Renato Lima - Jornal do Commercio - PE
Compartilhar:

Artigos relacionados