Os esforços do governo da Malásia nos últimos anos para decodificar o
código genético da palma poderão triplicar a produção no país nas
próximas décadas.
Os esforços do governo da Malásia nos últimos anos para decodificar o
código genético da palma poderão triplicar a produção no país nas
próximas décadas. O Comitê de Óleo de Palma da Malásia (MPOB, na sigla
em inglês), que está concluindo o mapeamento que traça o genoma da
espécie...
Os esforços do governo da Malásia nos últimos anos para decodificar o código genético da palma poderão triplicar a produção no país nas próximas décadas. O Comitê de Óleo de Palma da Malásia (MPOB, na sigla em inglês), que está concluindo o mapeamento que traça o genoma da espécie, vai usar os resultados em seu programa de cruzamento genético. Aumentar o rendimento por hectare plantado é uma prioridade para a Malásia, maior produtor mundial de óleo de palma, já que o país tem limitado a expansão dos plantios nas terras ainda disponíveis para a agricultura.
"Um incremento de apenas uma ou duas toneladas de frutos por hectare, em vários anos, não será adequado para atender a demanda mundial. Nós queremos levar a indústria de óleo de palma a um nível acima", disse o presidente do MPOB, Datuk Sabri Ahmad, ao jornal The Wall Street Journal, na Ásia.
Se as características genéticas ligadas ao alto rendimento forem identificadas com sucesso e usadas para desenvolver novos híbridos, será possível aumentar a produção para até 60 toneladas de frutos por hectare, com rendimento de 10 t/ha de óleo de palma cru ao ano, disse Ahmad em entrevista ao Business Times. Hoje a produção é de 20 t/ha de frutos, com 4t/ha de óleo. Identificando os genes responsáveis pela densidade dos cachos será possível criar variedades com teor de óleo mais alto. Com as pesquisas, eles esperam aumentar o percentual de extração de óleo de 20 para 25%.
O sucesso no mapeamento das características genéticas também poderia ajudar na identificação dos tipos de palmas que são mais suscetíveis a doenças, como a putrefação de talo basal, causada pelo fungo Ganoderma boninense, um dos mais prejudiciais que atingem plantações na Malásia.
Ahmad disse que o primeiro desenho da sucessão de genes da palma será concluído em junho. Parte das informações genéticas poderá estar disponível comercialmente no ano que vem. O MPOB está trabalhando com o Macrogen Inc., da Coréia do Sul, a Orion Genomics LLC, dos Estados Unidos, e a Oxford Gene Tecnologia IP Ltda, do Reino Unido, para completar a seqüência e aplicar a pesquisa para aumentar o rendimento e a qualidade.
Neste primeiro trimestre de 2009, o país produziu 3,84 milhões de toneladas de óleo de palma cru. Quase a totalidade dessa produção é exportada, sendo a China e a União Européia os principais compradores. O óleo é destinado tanto para fins alimentares como industriais, principalmente na produção de biodiesel.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
Os esforços do governo da Malásia nos últimos anos para decodificar o código genético da palma poderão triplicar a produção no país nas próximas décadas. O Comitê de Óleo de Palma da Malásia (MPOB, na sigla em inglês), que está concluindo o mapeamento que traça o genoma da espécie, vai usar os resultados em seu programa de cruzamento genético. Aumentar o rendimento por hectare plantado é uma prioridade para a Malásia, maior produtor mundial de óleo de palma, já que o país tem limitado a expansão dos plantios nas terras ainda disponíveis para a agricultura.
"Um incremento de apenas uma ou duas toneladas de frutos por hectare, em vários anos, não será adequado para atender a demanda mundial. Nós queremos levar a indústria de óleo de palma a um nível acima", disse o presidente do MPOB, Datuk Sabri Ahmad, ao jornal The Wall Street Journal, na Ásia.
Se as características genéticas ligadas ao alto rendimento forem identificadas com sucesso e usadas para desenvolver novos híbridos, será possível aumentar a produção para até 60 toneladas de frutos por hectare, com rendimento de 10 t/ha de óleo de palma cru ao ano, disse Ahmad em entrevista ao Business Times. Hoje a produção é de 20 t/ha de frutos, com 4t/ha de óleo. Identificando os genes responsáveis pela densidade dos cachos será possível criar variedades com teor de óleo mais alto. Com as pesquisas, eles esperam aumentar o percentual de extração de óleo de 20 para 25%.
O sucesso no mapeamento das características genéticas também poderia ajudar na identificação dos tipos de palmas que são mais suscetíveis a doenças, como a putrefação de talo basal, causada pelo fungo Ganoderma boninense, um dos mais prejudiciais que atingem plantações na Malásia.
Ahmad disse que o primeiro desenho da sucessão de genes da palma será concluído em junho. Parte das informações genéticas poderá estar disponível comercialmente no ano que vem. O MPOB está trabalhando com o Macrogen Inc., da Coréia do Sul, a Orion Genomics LLC, dos Estados Unidos, e a Oxford Gene Tecnologia IP Ltda, do Reino Unido, para completar a seqüência e aplicar a pesquisa para aumentar o rendimento e a qualidade.
Neste primeiro trimestre de 2009, o país produziu 3,84 milhões de toneladas de óleo de palma cru. Quase a totalidade dessa produção é exportada, sendo a China e a União Européia os principais compradores. O óleo é destinado tanto para fins alimentares como industriais, principalmente na produção de biodiesel.
Alice Duarte - BiodieselBR.com