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Cautela e baixo deságio marcam o 12º leilão de biodiesel

Diante da proximidade da entressafra de algumas matérias-primas (principalmente soja) e da ameaça de diminuição das margens de lucro, muitas usinas adotaram uma postura de cautela nesse leilão
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Diante da proximidade da entressafra de algumas matérias-primas (principalmente soja) e da ameaça de diminuição das margens de lucro, muitas usinas adotaram uma postura de cautela nesse leilão

 A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou hoje (24) o 12º Leilão de Biodiesel.  Foram negociados 330 milhões de litros, em dois lotes, totalizando R$ 787 milhões, com um valor médio de R$ 2,388 o litro. O volume arrematado irá atender a demanda da mistura obrigatória de 3% de biodiesel no diesel mineral no primeiro trimestre de 2009. Em relação ao preço máximo fixado pela ANP, que foi de R$2,40, o deságio médio dos dois lotes foi de 0,55%. Ao todo, 26 empresas venderam o combustível, número expressivo quando comparado com o recorde até agora de 16 empresas do leilão 10. No geral, as usinas que venderam os maiores volumes foram a ADM (com 15% do total arrematado), seguida pela Granol (13%) e pela Brasil Ecodiesel (13%).

Diante da proximidade da entressafra de algumas matérias-primas (principalmente soja) e da ameaça de diminuição das margens de lucro, muitas usinas adotaram uma postura de cautela nesse leilão. O que se viu desta vez foram ofertas bem menores que a capacidade de produção autorizada para o trimestre. Durante quase todo o pregão, as usinas trabalharam com os preços muito próximos ao limite do teto, de R$2,40 (os leilões da agência acontecem de forma inversa, arremata quem oferece os menores preços pelo litro do biodiesel). O primeiro lote teve um deságio de 0,59%, enquanto que o segundo foi de 0,41%, um dos menores já registrados. A depreciação nos leilões – que já foi de mais de 22% (no 6º e 7º) – vem caindo progressivamente depois que o modelo dos pregões foi revisto.

O leilão
O volume total comercializado no primeiro lote foi 264 milhões de litros. Entre as empresas, a ADM foi a que vendeu o maior volume de biodiesel, totalizando 49,1 milhões de litros (19% de todo volume arrematado no leilão), vendidos a R$ 2,371 o litro. A empresa foi a única entre as grandes usinas que ofertou toda a sua capacidade produtiva para o trimestre.

A Brasil Ecodiesel que não vinha conseguindo entregar totalmente o biodiesel arrematado nos últimos leilões, desta vez ofertou volumes compatíveis com sua atual produção.

A Petrobras Biocombustíveis, a exemplo do que aconteceu no leilão anterior, manteve sua postura agressiva, oferecendo os menores preços. Na unidade de Quixadá foram oferecidos nove milhões de litros, a um valor médio de R$ 2,368 o litro, preço que se manteve na segunda rodada.

No balanço total do 12º leilão, 26 das 27 empresas participantes conseguiram comercializar o biodiesel. Somente a Agropalma foi desabilitada, em razão de problemas com a documentação. A Barralcool acompanhou o primeiro lote, mas não participou do pregão. Preferiu ficar de fora por conta do preço médio de R$ 2,40 o litro. A Bionasa também acompanhou de perto, mas só vai comercializar no próximo leilão, já que a fábrica começa a produzir a partir de fevereiro de 2009.



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Alice Duarte - BiodieselBR.com
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