A nova Brasil Ecodiesel planeja aquisições nos próximos meses para
mudar seu modelo de negócio. A ideia é transformar a empresa numa
produtora de óleo vegetal, que use matérias-primas diversas.
A nova Brasil Ecodiesel planeja aquisições nos próximos meses para
mudar seu modelo de negócio. A ideia é transformar a empresa numa
produtora de óleo vegetal, que use matérias-primas diversas.
A nova Brasil Ecodiesel planeja aquisições nos próximos meses para mudar seu modelo de negócio. A ideia é transformar a empresa numa produtora de óleo vegetal, que use matérias-primas diversas.
Os bancos que controlam a empresa depois de converterem seus créditos (Bradesco, Fibra, BMG e Daycoval) estão levando à companhia ofertas de negócios que estavam em suas áreas de banco de investimento. O momento é propício, pois há diversas empresas em situação difícil.
Como já foi decidido que entre as principais matérias-primas estará o pinhão-manso, estão sendo avaliados ativos na área. Além de bom rendimento na extração do óleo, o pinhão-manso tem a vantagem de não estar ligado à cadeia alimentar, e portanto menos sujeito às flutuações de custos típicas de commodities como a soja. Além disso, no segundo semestre deste ano, a companhia deve começar sua própria plantação.
Antes de concluir este último aumento de c apital, com rateio e leilão de sobras, a Brasil Ecodiesel já se tornou uma empresa caixa líquido, ou seja, tem mais dinheiro no bolso do que dívidas para honrar. São atualmente cerca de R$ 160 milhões disponíveis para uma dívida de R$ 110 milhões.
Os recursos que têm hoje são mais do que suficientes para solucionar o problema do capital de giro. É justamente esse adicional que será usado em aquisições, com objetivo de acelerar a verticalização das operações.
A falta de produção das commodities usadas para gerar o biocombustível é considerado um dos erros na execução do modelo de negócios. A companhia utilizou os recursos da abertura de capital para construir as unidades produtivas antes de ter as plantações - que levam tempo até poder ser consumidas. Por conta disso, ficou sem capital de giro para comprar commodities de terceiros.
Na busca por eficiência, estuda fechar temporariamente duas unidades, a do Piauí e a do Ceará. Mas ainda não há definição.
A vo lta da liquidez aos negócios já melhorou os números do segundo trimestre, pois o primeiro aumento de capital foi concluído em 5 de junho com a injeção de R$ 45 milhões ao caixa.
Com isso, o mês de junho respondeu por 66% da receita trimestral, que acumulou R$ 52,2 milhões - alta de 16,2% na comparação anual. O lucro bruto voltou a ficar positivo, com margem de 26,4%. A companhia operava com margem negativa ou no limite desde o ano passado. O alívio nas contas financeiras também trouxe a última linha para o azul e a empresa fechou o intervalo de abril a junho com lucro líquido de R$ 21,7 milhões, ante perda de R$ 83,9 milhões em igual período de 2008.
Executivos que atuam na reestruturação da empresa admitem que não faz sentido para os bancos controlar a Brasil Ecodiesel a longo prazo. Mas, na reestruturação, eles se comprometeram a não vender suas ações por no mínimo um ano.
Nesse período, o objetivo é reorganizar a empresa para torná-la mais atraente para um fu turo comprador. No início da vida da empresa falava-se muito numa possível aquisição pela Petrobras. A nova administração, porém, quer alargar o leque de possíveis interessados, incluindo grandes grupos internacionais como Bunge, Cargill ou Dreyfuss.
O modelo perseguido pelos novos sócios é o da empresa britânica D1Oils, maior produtora de biodiesel do mundo, que também usa pinhão-manso como uma de suas principais matérias primas. Listada na bolsa de Londres, a D1Oils fechou em 2007 uma joint venture com a British Petroleum para comprar 300 mil hectares na Ásia e África para cultivo do arbusto.
Produzir óleo vegetal ao invés de biodiesel também diversificaria os clientes da Brasil Ecodiesel. Ao invés de vender apenas para a Petrobras para uso como combustível, também comprariam o óleo vegetal outras indústrias, como farmacêuticas ou mecânicas.
Graziella Valenti e Tatiana Bautzer
Valor Econômico
A nova Brasil Ecodiesel planeja aquisições nos próximos meses para mudar seu modelo de negócio. A ideia é transformar a empresa numa produtora de óleo vegetal, que use matérias-primas diversas.
Os bancos que controlam a empresa depois de converterem seus créditos (Bradesco, Fibra, BMG e Daycoval) estão levando à companhia ofertas de negócios que estavam em suas áreas de banco de investimento. O momento é propício, pois há diversas empresas em situação difícil.
Como já foi decidido que entre as principais matérias-primas estará o pinhão-manso, estão sendo avaliados ativos na área. Além de bom rendimento na extração do óleo, o pinhão-manso tem a vantagem de não estar ligado à cadeia alimentar, e portanto menos sujeito às flutuações de custos típicas de commodities como a soja. Além disso, no segundo semestre deste ano, a companhia deve começar sua própria plantação.
Antes de concluir este último aumento de c apital, com rateio e leilão de sobras, a Brasil Ecodiesel já se tornou uma empresa caixa líquido, ou seja, tem mais dinheiro no bolso do que dívidas para honrar. São atualmente cerca de R$ 160 milhões disponíveis para uma dívida de R$ 110 milhões.
Os recursos que têm hoje são mais do que suficientes para solucionar o problema do capital de giro. É justamente esse adicional que será usado em aquisições, com objetivo de acelerar a verticalização das operações.
A falta de produção das commodities usadas para gerar o biocombustível é considerado um dos erros na execução do modelo de negócios. A companhia utilizou os recursos da abertura de capital para construir as unidades produtivas antes de ter as plantações - que levam tempo até poder ser consumidas. Por conta disso, ficou sem capital de giro para comprar commodities de terceiros.
Na busca por eficiência, estuda fechar temporariamente duas unidades, a do Piauí e a do Ceará. Mas ainda não há definição.
A vo lta da liquidez aos negócios já melhorou os números do segundo trimestre, pois o primeiro aumento de capital foi concluído em 5 de junho com a injeção de R$ 45 milhões ao caixa.
Com isso, o mês de junho respondeu por 66% da receita trimestral, que acumulou R$ 52,2 milhões - alta de 16,2% na comparação anual. O lucro bruto voltou a ficar positivo, com margem de 26,4%. A companhia operava com margem negativa ou no limite desde o ano passado. O alívio nas contas financeiras também trouxe a última linha para o azul e a empresa fechou o intervalo de abril a junho com lucro líquido de R$ 21,7 milhões, ante perda de R$ 83,9 milhões em igual período de 2008.
Executivos que atuam na reestruturação da empresa admitem que não faz sentido para os bancos controlar a Brasil Ecodiesel a longo prazo. Mas, na reestruturação, eles se comprometeram a não vender suas ações por no mínimo um ano.
Nesse período, o objetivo é reorganizar a empresa para torná-la mais atraente para um fu turo comprador. No início da vida da empresa falava-se muito numa possível aquisição pela Petrobras. A nova administração, porém, quer alargar o leque de possíveis interessados, incluindo grandes grupos internacionais como Bunge, Cargill ou Dreyfuss.
O modelo perseguido pelos novos sócios é o da empresa britânica D1Oils, maior produtora de biodiesel do mundo, que também usa pinhão-manso como uma de suas principais matérias primas. Listada na bolsa de Londres, a D1Oils fechou em 2007 uma joint venture com a British Petroleum para comprar 300 mil hectares na Ásia e África para cultivo do arbusto.
Produzir óleo vegetal ao invés de biodiesel também diversificaria os clientes da Brasil Ecodiesel. Ao invés de vender apenas para a Petrobras para uso como combustível, também comprariam o óleo vegetal outras indústrias, como farmacêuticas ou mecânicas.
Graziella Valenti e Tatiana Bautzer
Valor Econômico
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