Gaúchos apostam na oleaginosa como opção de negócio no inverno
Daniel Vian, 25 anos, aguarda ansiosamente o início da colheita dos 18 hectares de canola, plantados em Colorado, no Noroeste. Pela primeira vez, investiu no cultivo e está otimista.
Vian decidiu apostar na canola como alternativa para a rotação de culturas. Vendo o exemplo de amigos e animado com os investimentos do setor de biodiesel, acreditou que seria uma boa opção.
– Não deixa de ser uma estratégia para ter um pouco de dinheiro antes do final do ano – conta Vian, que, dependendo do resultado, poderá ampliar a área no próximo ano.
Perto dali, também em Colorado, o produtor Jorge Pino, 40 anos, prepara-se para sua segunda colheita de canola. Ano passado, colheu 1,2 mil quilos por hectare, mas, nesta safra, estima entre 1,5 mil quilos e 2 mil quilos por hectare na área dedicada ao cultivo, que atinge 60 hectares.
– O clima esteve muito melhor este ano para a canola, não choveu tanto – explica Pino.
Ambos fazem parte de um grupo de agricultores do Estado que está apostado na cultura da canola como alternativa para o plantio no inverno. O impulso começou em 2005, e a produção continua em ascensão.
Abertura nacional da colheita ocorre hoje em Colorado
Maior produtor do país, o Rio Grande do Sul tem 23 mil hectares plantados com a oleaginosa, segundo estimativas da Emater.
– A canola vem num crescente, impulsionada pelas empresas de biodiesel e, certamente, vai crescer mais ainda – explica Alencar Rugeri, diretor técnico da Emater/RS.
Este ano, a previsão é que se colha, em média, de 1,4 mil quilos por hectare a 1,8 mil quilos por hectare. O preço da canola tem como balizador a soja, mas muitas empresas compradoras do produto firmam acordos com os produtores antes mesmo do início da colheita.
– Este ano acordamos com os produtores que compraríamos as 12 primeiras sacas de cada hectare por R$ 40. No restante, pagaremos o preço com referência na soja – explica o coordenador do departamento de fomento da BSBios, Fábio Júnior Benin.
Com o mercado garantido, pequenas adequações nos equipamentos são suficientes para realizar o plantio e a colheita, mas já existem máquinas específicas para a cultura.
Por ser um dos municípios maiores produtores de canola do Estado, Colorado marca hoje, às 12h30min, a abertura nacional da safra de canola, na agropecuária Ireneu Antônio Vian.
LEILA ENDRUWEIT
Zero Hora
Daniel Vian, 25 anos, aguarda ansiosamente o início da colheita dos 18 hectares de canola, plantados em Colorado, no Noroeste. Pela primeira vez, investiu no cultivo e está otimista.
Vian decidiu apostar na canola como alternativa para a rotação de culturas. Vendo o exemplo de amigos e animado com os investimentos do setor de biodiesel, acreditou que seria uma boa opção.
– Não deixa de ser uma estratégia para ter um pouco de dinheiro antes do final do ano – conta Vian, que, dependendo do resultado, poderá ampliar a área no próximo ano.
Perto dali, também em Colorado, o produtor Jorge Pino, 40 anos, prepara-se para sua segunda colheita de canola. Ano passado, colheu 1,2 mil quilos por hectare, mas, nesta safra, estima entre 1,5 mil quilos e 2 mil quilos por hectare na área dedicada ao cultivo, que atinge 60 hectares.
– O clima esteve muito melhor este ano para a canola, não choveu tanto – explica Pino.
Ambos fazem parte de um grupo de agricultores do Estado que está apostado na cultura da canola como alternativa para o plantio no inverno. O impulso começou em 2005, e a produção continua em ascensão.
Abertura nacional da colheita ocorre hoje em Colorado
Maior produtor do país, o Rio Grande do Sul tem 23 mil hectares plantados com a oleaginosa, segundo estimativas da Emater.
– A canola vem num crescente, impulsionada pelas empresas de biodiesel e, certamente, vai crescer mais ainda – explica Alencar Rugeri, diretor técnico da Emater/RS.
Este ano, a previsão é que se colha, em média, de 1,4 mil quilos por hectare a 1,8 mil quilos por hectare. O preço da canola tem como balizador a soja, mas muitas empresas compradoras do produto firmam acordos com os produtores antes mesmo do início da colheita.
– Este ano acordamos com os produtores que compraríamos as 12 primeiras sacas de cada hectare por R$ 40. No restante, pagaremos o preço com referência na soja – explica o coordenador do departamento de fomento da BSBios, Fábio Júnior Benin.
Com o mercado garantido, pequenas adequações nos equipamentos são suficientes para realizar o plantio e a colheita, mas já existem máquinas específicas para a cultura.
Por ser um dos municípios maiores produtores de canola do Estado, Colorado marca hoje, às 12h30min, a abertura nacional da safra de canola, na agropecuária Ireneu Antônio Vian.
LEILA ENDRUWEIT
Zero Hora
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