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Bactéria "extraterrestre" pode revolucionar biocombustíveis

A notícia foi divulgada esta semana pela Nasa.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
A notícia foi divulgada esta semana pela Nasa.

A descoberta de uma bactéria que não só tolera o consumo de arsênio, mas também é capaz de usá-lo para se desenvolver, pode trazer uma evolução significativa para as pesquisas de produção de biocombustíveis. A notícia foi divulgada esta semana pela Nasa. A nova cepa de bactérias que vivem nas margens do lago Mono, na Califórnia, podem comer arsênio, uma substância altamente tóxica para a maioria dos organismos.

A pesquisa, divulgada na Science Xpress, aponta que o novo organismo incorpora no DNA um elemento tóxico que, em tese, não deveria fazer parte da química da vida: o arsênio. Ele substituiu o fósforo - definido pelos biólogos como um dos seis elementos químicos cruciais à vida - por arsênio. Até hoje os cientistas consideravam o fósforo um elemente essencial no metabolismo celular. Mas em laboratório a nova bactéria foi submetida a uma dieta sem fósforo e com arsênio e não só não morreu, como cresceu e se desenvolveu.

De acordo com James Elser, professor da Universidade Estadual do Arizona e um dos cientistas chamados a comentar as descobertas da Nasa, a revelação poderá tem impacto fora do meio científico. Uma das possibilidades é que a bactéria seja usada na limpeza de ambientes contaminados por arsênio. Outra possibilidade é o desenvolvimento de algas com a mesma habilidade que poderão ser usadas na produção de biodiesel. "Se alguém conseguir desenvolver um microorganismo com esse metabolismo que não precisa de fósforo, então não vamos precisar gastar esse importante fertilizante para produzir bioenergia", comentou.

Alguns cientistas, no entanto, viram com ceticismo as descobertas. Ainda é cedo para especulações, disseram alguns especialistas na Science. É preciso esperar por mais evidências sobre o mecanismo utilizado pela bactéria para incorporar o arsênio. Só depois que esse processo for desvendado é que desdobramentos dessa descoberta poderão ser vislumbrados.

Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
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