A indústria de biodiesel da Alemanha, hoje a maior produtora do mundo,
está operando abaixo de 60% da sua capacidade. Vários fatores têm
contribuído para esta grande ociosidade das indústrias:
A indústria de biodiesel da Alemanha, hoje a maior produtora do mundo, está operando abaixo de 60% da sua capacidade. Vários fatores têm contribuído para esta grande ociosidade das indústrias: impostos mais elevados para os biocombustíveis, níveis de mistura reduzidos, diminuição na atividade econômica, queda no preço do petróleo e forte concorrência com o biodiesel importado. O país possui hoje a maior capacidade instalada do mundo, com 5,3 bilhões de litros/ano.
A Alemanha tem projetado um consumo de 2,5 bilhões de litros de biodiesel em 2009, abaixo dos 2,7 bilhões de litros em 2008 e dos 3,3 bilhões de litros em 2007, de acordo com a Associação da Indústria de Biocombustíveis da Alemanha (VDB, na sigla em alemão).
Ano passado o governo concordou em reduzir pela metade os impostos sobre o biodiesel, mas a legislação não foi aprovada e o aumento entrou em vigor no dia primeiro de janeiro, como parte de um programa para elevar a taxação ao mesmo nível dos combustíveis fósseis. Outra questão foi o aumento dos percentuais de mistura do biodiesel no diesel, que havia sido planejado pelo governo para reduzir as emissões de poluentes, mas inesperadamente houve um recuo da decisão, devido ao receio de provocar um aumento no preço dos alimentos.
"Nós estamos certamente em uma crise e a decisão do governo em elevar os impostos e reduzir os níveis de mistura criará mais sofrimento", disse Johannes Daum, diretor da VDB durante a conferência Clean Moves Renewable Energy, em Hanover.
O país tem pressionado a União Européia a barrar a importação de biodiesel dos Estados Unidos, Malásia, Indonésia e Argentina e com isso salvar sua produção interna. Entre as justificativas para o protecionismo estão a ameaça às florestas (nos casos da produção de biodiesel da Malásia e na Indonésia a partir do dendê) e a prática de dumping por traders americanos. Já no caso da Argentina, o problema, segundo a UE, é o percentual de redução das emissões de gases do efeito estufa do biodiesel feito de soja, que está em 31% (se comparado ao diesel de petróleo), portanto abaixo do piso de 35% definido pelo bloco.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
A indústria de biodiesel da Alemanha, hoje a maior produtora do mundo, está operando abaixo de 60% da sua capacidade. Vários fatores têm contribuído para esta grande ociosidade das indústrias: impostos mais elevados para os biocombustíveis, níveis de mistura reduzidos, diminuição na atividade econômica, queda no preço do petróleo e forte concorrência com o biodiesel importado. O país possui hoje a maior capacidade instalada do mundo, com 5,3 bilhões de litros/ano.
A Alemanha tem projetado um consumo de 2,5 bilhões de litros de biodiesel em 2009, abaixo dos 2,7 bilhões de litros em 2008 e dos 3,3 bilhões de litros em 2007, de acordo com a Associação da Indústria de Biocombustíveis da Alemanha (VDB, na sigla em alemão).
Ano passado o governo concordou em reduzir pela metade os impostos sobre o biodiesel, mas a legislação não foi aprovada e o aumento entrou em vigor no dia primeiro de janeiro, como parte de um programa para elevar a taxação ao mesmo nível dos combustíveis fósseis. Outra questão foi o aumento dos percentuais de mistura do biodiesel no diesel, que havia sido planejado pelo governo para reduzir as emissões de poluentes, mas inesperadamente houve um recuo da decisão, devido ao receio de provocar um aumento no preço dos alimentos.
"Nós estamos certamente em uma crise e a decisão do governo em elevar os impostos e reduzir os níveis de mistura criará mais sofrimento", disse Johannes Daum, diretor da VDB durante a conferência Clean Moves Renewable Energy, em Hanover.
O país tem pressionado a União Européia a barrar a importação de biodiesel dos Estados Unidos, Malásia, Indonésia e Argentina e com isso salvar sua produção interna. Entre as justificativas para o protecionismo estão a ameaça às florestas (nos casos da produção de biodiesel da Malásia e na Indonésia a partir do dendê) e a prática de dumping por traders americanos. Já no caso da Argentina, o problema, segundo a UE, é o percentual de redução das emissões de gases do efeito estufa do biodiesel feito de soja, que está em 31% (se comparado ao diesel de petróleo), portanto abaixo do piso de 35% definido pelo bloco.
Alice Duarte - BiodieselBR.com
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