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Torta de mamona como adubo orgânico

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Na Índia, principal país produtor de mamona do mundo, cerca de 85% da torta de mamona é utilizada como fertilizante orgânico. Além de ser uma excelente fonte de Nitrogênio, cuja liberação não é tão rápida quanto a de fertilizantes químicos, nem tão lenta quanto a de esterco animal, apresenta ainda propriedades inseticida e nematicida (Directorate of Oilseeds Research, 2004).

Alguns estudos já demonstraram a rapidez com que a torta de mamona se mineraliza e conseqüentemente disponibiliza seus nutrientes. Segundo Jones (1947) entre 75 e 100% do nitrogênio da torta de mamona foi nitrificado em três meses. Severino et al. (2004) demonstraram que a velocidade de mineralização da torta de mamona, medida pela respiração microbiana, é cerca de seis vezes mais rápida que a de esterco bovino e quatorze vezes mais rápida que o bagaço de cana.

É aconselhável que a torta, mesmo sendo usada como adubo, passe pelo processo de destoxificação e desalergenização, pois, como relatado por Small (1952), a aplicação deste produto pode causar alergia aos trabalhadores e aos moradores da proximidade para onde a poeira da torta pode ser levada pelo vento, além de poder provocar intoxicação de animais domésticos. Por outro lado, a destoxificação provavelmente diminua o efeito nematicida do produto que é um importante atrativo.