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Imunidade contra ricina

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Apesar da alta toxidez, é possível desenvolver imunidade contra a ricina, como comprovado nos estudos de Tokarina e Döbereiner (1997) no qual bovinos que receberam pequena dose de ricina (por ingestão) criaram certa imunidade e posteriormente suportaram uma dose mais alta, apresentando sintomas de intoxicação, mas permanecendo vivos, enquanto animais que receberam diretamente a dose mais alta, não resistiram.

Hewetson et al. (1993) induziram imunidade em ratos, os quais resistiram a doses muito altas de ricina por inalação (DL99), confirmando a capacidade de imunização. Os principais sintomas da intoxicação por ricina em coelhos foram descritos por Brito e Tokarnia (1996) como: perturbações digestivas, inapetência ou anorexia, fezes escassas, escuras e, às vezes, pastosas, cólicas. Na necropsia revelou-se que os principais sintomas são percebidos no intestino delgado e ceco. O período entre a administração da ricina e morte do coelho variou entre 12 e 68 horas, ressaltando-se que os primeiros sintomas foram percebidos após 8 horas.