Sex24102014

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Estudos da mamona: Economia e Cadeias Produtivas

A cadeia produtiva da mamona: uma estratégia de desenvolvimento para o ceará

O presente trabalho, realizado para promover o fortalecimento da cadeia produtiva da mamona no Ceará, foi dividido em três fases distintas: identificação, capacitação e consenso. A estratégia utilizada promoveu a participação e o consenso de representantes de todos os elos da cadeia produtiva. O ponto principal foi nivelar conhecimentos, fomentar um debate construtivo, apresentar a realidade de cada um e, ao mesmo tempo, identificar problemas e propor soluções para a construção de uma cadeia produtiva para a cultura da mamona, considerando-se a oportunidade do crescente mercado do biodiesel. Para isso foi incrementada a valorização das técnicas de negociação, necessárias para o bom trânsito de informações dentro da cadeia. A seguir, na etapa de concertação, foram elaboradas propostas consensuais, consolidadas em um plano de ação, que nortearam os procedimentos subseqüentes do Comitê Gestor do Programa da Mamona do Estado do Ceará. Como produto essencial, além do plano de expansão para a cadeia produtiva da mamona, foi gerada uma metodologia para o desenvolvimento a ser aplicada nas demais cadeias produtivas de importância econômica para o Estado.

Evolução da cultura da mamona no Brasil

O objetivo deste trabalho foi o de descrever e analisar a situação em que se encontra a ricinocultura no Brasil, tomando como referência os índices de evolução da área colhida, da produção e do rendimento médio no período de 1977/1978 a 2003/2004. Para as análises da evolução da área colhida, produção e rendimento médio da cultura da mamona, calculou-se a taxa geométrica de crescimento de séries temporais, com uso do modelo Wi= A(1+r)x i Ei. Os dados básicos foram obtidos junto ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE. No período avaliado constatou-se que a cultura da mamona no Brasil experimentou um processo de declínio. As taxas anuais de crescimento da área colhida, produção e rendimento médio da cultura foram negativas (-5,78%, -6,82% e -1,11% , respectivamente). Verificou-se, também , que a partir do lançamento de diversos programas, no âmbito de diferentes esferas governamentais, visando incentivar e aperfeiçoar a produção de biodiesel no país, essa cultura apresenta sinais de recuperação.

Impactos sócio-ambientais da cadeia do biodiesel: o caso da Bahia em perspectiva

Com o lançamento do Programa Brasileiro de Biodiesel (ProBiodiesel) pelo Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT) em outubro de 2002, e dos respectivos programas estaduais de apoio às diretrizes nacionais, abrem -se grandes oportunidades de crescimento da demanda por diversas oleaginosas, principalmente da mamona já a partir de 2005. Neste contexto, são consideradas a experiência de planejamento e articulação baiana liderada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e Secretaria de Combate à Pobreza e às Desigualdades Sociais. Depois de abordados os excelentes impactos socioeconômicos e os desdobramentos do ponto de vista ambiental que a intensificação da produção e consumo de biodiesel pode trazer no médio prazo, conclui-se apontando para a necessidade de manter os esforços de desenvolvimento da rede nacional de Programas de Biodiesel, procurando enfatizara necessidade de já começar a realizar os estudos e adequações de projetos para sua elegibilidade no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo do Protocolo de Quioto.

Ricinocultura do século 21: propiciando o desenvolvimento sustentável

Estima-se quantos hectares de mamona devem ser cultivados para suprir o consumo das frotas atuais, supondo-se que a produção necessária de B2 seja oriunda exclusivamente da ricinocultura. No Brasil, a ricinocultura deveria aumentar 250%. Os fundos do Banco Mundial podem embasar as pesquisas e/ou empreendimentos pertinentes à cultura e, no médio prazo, consolidar o biodiesel a base de mamona.

Segmentos do agronegócio da mamona I - diagnóstico da ricinocultura da Região de Irecê, estado da Bahia

Atualmente a microrregião de Irecê, Estado da Bahia, é o centro de produção de mamona (Ricinus communis L.) de maior expressão, onde se plantou na safra de 2003/2004, mais de 110.000 hectares, por pequenos e médios produtores, com mais de 98% deles sem financiamento da produção pelos bancos oficiais de desenvolvimento, mostrando que com os preços praticados, a cultura é viável no semi-árido brasileiro, e uma das poucas opções para os produtores que utilizam sistemas de produção de sequeiro. A região de Irecê tem 26.155 km2, com 19 municípios e mais de 375.000 habitantes, apresentando altitude entre 600 a 800 metros, precipitação pluvial média de 586 mm/ano e temperatura media do ar em torno de 23o C, o ótimo ecológico para esta euforbiácea. Nesta microrregião, os produtores não utilizam sementes certificadas, o plantio é manual, o solo em geral é preparado com a grade aradora (muito negativo, pois promove erosão e compactação), o consorcio em geral é feito com feijão de arranca e às vezes com milho (contra indicado) e em geral planta-se o feijão e/ou milho para depois de 15 a 25 dias plantar a mamona, sendo muito ruim para a oleaginosa, pois amplia a competição pelo substrato ecológico.

Cultivo da mamona (Ricinus communis L.) Na região de lavras, Minas Gerais – caracterização hídrica do ano agrícola 2003-2004.

Neste trabalho é apresentado o balanço hídrico de 2003-2004 objetivando-se a verificação da aptidão climática da região de Lavras, MG, para a cultura da mamona. O balanço hídrico foi calculado adotando-se o método de THORNTHWAITE & MATHER (1955) para uma capacidade de água disponível de 100 mm, com a evapotranspiração potencial sendo estimada pelo método de THORNTHWAITE (1948).Os dados normais de temperatura média mensal do ar e precipitação total mensal utilizada da Estação Climatológica Principal de Lavras, MG, da rede do INMET. Como resultado, apresenta-se as estimativas da evapotranspiração real, armazenamento de água no solo, deficiência hídrica e excedente hídrico, na escala mensal, além do gráfico envolvendo essas variáveis.

Uma proposta de gestão para a cadeia produtiva do biodiesel da mamona (cp/bdm)

Neste trabalho discute-se a Cadeia Produtiva do Biodiesel da Mamona, ainda em formação, ressaltando sua importância para o resgate da sobrevivência, com sustentabilidade, das populações do semi-árido Brasileiro. Busca-se demonstrar a necessidade de se tratar o problema da gestão integrada, sob um a visão sistêmica, daquela cadeia; na visão dos autores a única forma de garantir sua competitividade no mundo cada vez mais globalizado. Para isso, apresenta-se uma proposta de estrutura de gestão da cadeia que envolve todos os fatores econômicos e torna flexível, eficiente e eficaz aquela gestão.


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