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Co-produto: Torta

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Além do uso industrializado do óleo da mamona, temos a torta de mamona, produto da extração do óleo, que possui grande potencial para recuperação de solos, é rica em fibra, mais de 35%, e cerca de 5% de nitrogênio, sendo um excelente fertilizante e condicionante do solo e caso seja tornada atóxica, torna-se uma excelente fonte protéica para rações animais.

As tortas gordas, obtidas após a primeira prensagem, tanto do óleo medicinal como do industrial, são trituradas com solvente, aquecidas e novamente prensadas, obtendo-se óleo tipo comercial, cujos teores de acidez e de impurezas, depois do refino, não devem ultrapassar a 3% e 1%, respectivamente.
Esse óleo contém ainda, remanescente do solvente utilizado na extração.
Já o óleo bruto, obtido da prensagem das sementes, contém impurezas que devem ser eliminadas pela refinação, através de filtros-prensa. A torta resultante da última prensagem deve ser moída e transformada em farelo, rico em nitrogênio, que possui, como fertilizante, a capacidade de restauração de terras esgotadas. Como ração animal, a torta da mamona, apesar de seu alto teor de proteínas (32 a 40%), só pode ser utilizada depois de destoxificada, por ser muito venenosa, principalmente na presença da ricina (alcalóide tóxico) sendo o processo de destoxificação bastante complexo e, muitas vezes, caro, as usinas de óleo preferem vender a torta apenas como fertilizante.