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Evento: 'I Seminário Do Centro-Oeste De Energias Renováveis'

Eventos Energia
Eventos do setor de energia
Data: Quinta, 27 Setembro, 2007 As 08:00
Contato - Info:
(62) 3201-7800 ou 3201-7888 ou 3201-7879

Goiânia - GO


26 e 27 de setembro de 2007

O “I SEMINÁRIO DO CENTRO OESTE DE ENERGIAS RENOVÁVEIS” promovido pelo Governo de Goiás, em parceria com Ministério da Integração Nacional - Conselho Deliberativo do Fundo Constitucional do Centro-Oeste - CONDEL / FCO, será realizado em Goiânia, nos dias 26 e 27 de setembro de 2007. O evento reunirá renomados palestrantes que abordarão temas de grande interesse para a região e discussão sobre os cenários e as tendências com foco regional, nacional e internacional. Reunirá também parceiros que possam oferecer capital (financiamentos e investimentos), infra-estrutura, tecnologia e idéias para os setores, atualmente, mais importantes da economia do país: o dos biocombustíveis e da energia renovável.

A conferência de abertura será proferida pelo ex-ministro Antônio Delfim Netto, doutor em economia, que avaliará, dentro dos cenários nacional e internacional, as tendências e perspectivas econômicas e políticas para o segmento industrial de energias renováveis.

Além das participações do Governador do Estado de Goiás, Alcides Rodrigues Filho e demais autoridades estaduais, do Conselho Deliberativo do FCO – CONDEL, do qual são membros os Governadores dos estados do Centro Oeste – José Roberto Arruda do Governo do Distrito Federal, Blairo Maggi do Governo do Mato Grosso e André Puccinelli do Mato Grosso do Sul, serão também convidados Ministros de Estado, dentre outras autoridades e personalidades dos setores de biocombustíveis e energias.

A busca por fontes de energias renováveis, não poluentes, já deixou de ser uma discussão entre ambientalistas e especialistas e, hoje, já faz parte da nossa realidade. Os sérios problemas causados pelo aquecimento global estão cada vez mais presentes no nosso dia-a-dia e, os consumidores preferem cada vez mais marcas que estejam comprometidas com a preservação do meio-ambiente.


PÚBLICO ALVO

São governos e entidades públicas federais, estaduais e municipais, produtores, distribuidores de energia e fornecedores das cadeias produtivas nacionais e estrangeiras; produtores e executivos da cana, do açúcar, de etanol e de bioenergia, produtores de soja, grãos, óleos vegetais, sebo animal (frigoríficos); ONGs, investidores; pesquisadores, professores e alunos de instituições acadêmicas; dirigentes de cooperativas; gestores públicos e formadores de opinião.

Este público, altamente qualificado, forma a mais importante e representativa rede de estudos, produção e pesquisa sobre agroenergia, biocombustíveis e energias limpas e/ou renováveis.


CONSIDERAÇÕES

O tema energia é hoje o centro de todas as discussões que envolvam análises e prognósticos de crescimento sustentável, tanto aqui em nosso país como também em todo o mundo.

O Brasil vai manter a liderança entre os países emergentes na produção de energias renováveis pelos próximos 25 anos, segundo constatação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A energia renovável representa 45% da nossa matriz energética, ante 14% no mundo e apenas 6% nos países da OCDE. Este é um modelo único que começa a ser copiado por outros países interessados. A proposta brasileira é de uma ampla discussão das energias limpas e renováveis, contemplando os riscos para evitar um novo “apagão”, o embate ideológico envolvendo os ambientalistas, acusados de travarem projetos considerados vitais para o próprio governo, a energia nuclear, a volta do carvão mineral, o colapso nos sistemas de geração de energia em países vizinhos, uma visão mundial dos desafios do setor energético, as previsões, os cenários e as perspectivas.

A importância, a dependência do petróleo, do carvão e da energia nuclear também são temas centrais presentes em todo o país, suscitando discussões e aprofundamentos necessários para que se tenha uma visão clara e objetiva das reais necessidades de fontes de matéria-prima para a geração de energia que atendam a crescente demanda nacional e internacional.

Estes são alguns dos temas que nos propomos a trazer para um debate de alto nível, no I Seminário do Centro-Oeste de Energias Renováveis, dirigido a um público qualificado e diferenciado. Pela primeira vez em Goiânia e no Centro Oeste, estaremos reunindo alguns dos melhores conferencistas goianos e do país, mostrando a visão de quem produz, de quem distribui, de quem pesquisa e de quem consome.

O IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change, ou Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática), órgão criado pela ONU, acaba de revelar um cenário sombrio sobre as conseqüências do efeito estufa no Planeta. As trágicas conseqüências sobre o aquecimento global são destaque na mídia mundial e os combustíveis fósseis são apontados como os grandes responsáveis pelas tragédias que já estamos assistindo.

O presidente George W. Bush anunciou um plano para diminuir em 20% o consumo de combustíveis fósseis, que serão substituídos por biocombustíveis. Assessores da Casa Branca iniciaram em Brasília negociações para viabilizar a importação, em grande escala, de etanol e biodiesel produzidos no Brasil.

No documento "Visão para 2030", a União Européia objetiva chegar daqui a 23 anos com um quarto de seu sistema de transporte funcionando com combustíveis não-fósseis. O bloco de 27 países anunciou uma meta de redução de 20% nas suas emissões de gases de efeito estufa, com o auxílio dos biocombustíveis, estabelecendo como meta o uso de 5,75% de etanol na frota de carros até 2010.

Mais de US$ 20 bilhões serão investidos até 2010 para ampliar a produção brasileira de cana, de etanol e de biodiesel. Governo (8 ministérios atuam na área de agroenergia) e iniciativa privada articulam as estratégias para garantir a demanda crescente e o suprimento dos biocombustíveis nos mercados nacional e internacional.

Segundo o Índice de Investimento Direto Estrangeiro (IDE), do Banco Central, só no ano passado o setor de agroenergia recebeu US$ 3,5 bilhões. Isto demonstra a pujança deste importante e dinâmico setor da economia nacional.


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