
Maior produtor agrícola de oleaginosas do Brasil, o Paraná vai sediar o II Congresso Internacional de Bioenergia, de 12 a 14 de junho. Com a produção, em 2006, de 9,97 milhões de toneladas de soja, algodão e outros vegetais que podem gerar biocombustíveis, o estado será o cenário ideal para um grande debate sobre recursos energéticos renováveis.
A proposta do evento é apresentar alternativas de produção de energia frente ao grande volume de resíduos produzidos pelas indústrias de base florestal, agricultura, açúcar, álcool e até lixo urbano. O objetivo é incentivar processos viáveis e de baixo custo para as indústrias. “Vamos trazer oitocentas pessoas para um importante fórum de discussões sobre o aproveitamento racional dos resíduos e reunir tecnologias brasileiras adequadas a diferentes regiões e diferentes padrões de projetos”, explica a coordenadora do congresso, Giseli Moretto.
“O Paraná é líder na produção de grãos dentro da cadeia de oleaginosas e se posiciona bem dentro dessa nova matriz energética”, confirma Nivaldo Trama, presidente da Abiodiesel (Associação Brasileira das Indústrias de Biodiesel), apoiadora do evento e incentivadora de investimentos nesse mercado. “O primeiro congresso, realizado em 2004, teve uma repercussão bastante significativa e o desse ano vai transcender todas as expectativas”, diz Trama. Segundo ele, o fato de o Paraná estar fortemente envolvido no programa nacional de biodiesel implicará na presença de importantes políticos e empresários.
Além da Abiodiesel, o congresso tem o apoio de várias instituições, empresas e organizações não governamentais. São elas a Pontifícia Universidade Católicado Paraná, a Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, CEXPAR (Instituto do Comércio Exterior do Paraná), Instituto iBiosfera, Brasil H2 Fuel Cell Energy, Carbono Brasil, Renabio, CBCN, SBAG, Revista Biodiesel, Winrock, Colégio Florestal de Irati, Centro Nacional de Referência em Biomassa (Cenbio), Faciap (Federação de Associações Comerciais e Empresariais do Paraná), FACET, IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e Grupo Energia e Meio Ambiente.
