Greenpeace questiona efeitos de biocombustíveis em destruição de florestas
Buenos Aires - O grupo ecologista Greenpeace questionou hoje as supostas propriedades ambientais dos biocombustíveis, e previu que a expansão das áreas de cultivo da soja e do milho para produzir os combustíveis alternativos provocará "destruição em massa" das florestas da Argentina.
A organização assinalou em um relatório que as crescentes expectativas globais sobre o uso de biocombustíveis implicarão uma "nova pressão para expandir as atividades agrícolas sobre ecossistemas naturais, provocando uma destruição em massa das florestas nativas no norte da Argentina".
Por esta razão, o Greenpeace pediu a aprovação de uma lei de proteção de florestas, que ainda deve ser debatida pelo Senado argentino.
"Os projetos que hoje existem para fabricar biodiesel já totalizam mais de sete milhões de hectares de soja, cerca da metade da superfície ocupada hoje", explicou Juan Carlos Villalonga, diretor de campanhas do Greenpeace Argentina.
No relatório, a organização assegura que as vantagens de utilizar soja e milho para produzir combustíveis são "duvidosas", e pediu o estabelecimento de critérios para medir se os biocombustíveis reduzem à metade a emissão de gases do efeito estufa.
Outro dos aspectos abordados no relatório é o possível impacto nos preços dos alimentos, resultado da alta do preço do petróleo e da maior demanda de biocombustíveis.
Segundo previu o Greenpeace, o vertiginoso aumento na produção de biocombustíveis elevará os preços do milho em 20% para 2010, e em 41% para 2020.


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