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Ipa investe em sementes


Diário de Pernambuco - PE - 05 jan 2007 - 08:33 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

O melhoramento genético das culturas de subsistência e a ampliação do programa de distribuição de sementes são os principais focos do novo presidente da Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA), Júlio Zoé de Brito. Segundo ele, a quantidade de sementes de milho, feijão e sorgo produzida nas estações experimentais da instituição é insuficiente para atender a demanda, o que deixa muitos agricultores fora do benefício. Para solucionar o problema, ele espera quadruplicar o volume de sementes distribuídas anualmente, saltando das atuais 900 toneladas para cerca de 4 mil toneladas. Mesmo com o aumento, o número ainda é considerado modesto quando comparado à produção de 5,3 mil toneladas registradas em meados dos anos 90.

Júlio Zoé assumiu ontem o IPA prometendo quadruplicar sementes distribuídas aos agricultores. Foto: Alexandre Gondim/DPDurante a solenidade de posse, realizada ontem, o novo presidente do IPA destacou a necessidade de investir em pesquisas no campo do melhoramento genético. Ele explicou que a obtenção de variedades mais adaptadas ao regime climático do Semi-Árido é fundamental para assegurar a geração de emprego e renda na região. "Vamos trabalhar no sentido de garantir aos agricultores familiares o fornecimento de sementes mais produtivas e resistentes à seca, sobretudo dentro das condições particulares de cada microrregião do estado", destacou.

Além das cultura do milho, feijão e sorgo, o IPA desenvolverá um trabalho direcionado a obtenção de espécies oleoginosas, que possuam custo de produção mais barato do que a mamona. Júlio Zoé explicou que a produção de biodiesel a partir da mamona é inviável do ponto de vista econômico, o que torna fundamental a descoberta de variedades com potencial produtivo semelhante, mas com custos mais enxutos. "O programa do biodiesel é importante para o Nordeste. No entanto, é preciso encontrar alternativas que apresentem viabilidade econômica, o que não é o caso da mamona", afirmou.

A pecuária leiteira também ocupa uma posição de destaque na lista de prioridades do novo president do IPA. Além da promoção de ações voltadas à obtenção de animais mais resitentes à estiagem e com bons índices de produtividade, será dada ênfase às pesquisas no campo nutricional. Zoé explicou que os pecuaristas pernambucanos têm que desenvolver uma linha de raciocínio próxima a dos criadores de regiões temperadas. "Em países com inverno rigoroso, os pecuaristas se preparam para a estação do frio estocando alimento, o que pode ser feito também para se prevenir dos efeitos da seca".