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Bioma quer estimular plantio de mamona

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quinta, 09 novembro 2006 . Gazeta Mercantil   
Revista BiodieselBR
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Com o objetivo de tornar mais ágil no Maranhão o processo de financiamento do plantio de mamona aos pequenos produtores, a empresa Bioma elaborou planilha de custos para implantação da cultura no estado. A planilha vai ser apresentada esta semana ao Banco do Nordeste (BNB).

De acordo com os levantamentos feitos por técnicos da Bioma, com sede em Porto Franco, a 724 quilômetros de São Luís, os custos para o plantio de um hectare de mamona no estado, na safra 2006/2007, seriam de R$ 600 a R$ 700, com uma produtividade média da ordem de 2,7 mil quilos por hectare.

A Bioma pretende produzir biodiesel no Maranhão e quer garantir o fornecimento da mamona, a matéria-prima. O projeto da empresa envolve, além do plantio próprio, incentivo a os pequenos produtores para que se tornem fornecedores da esmagadora.

A empresa oferece sementes de mamona e assistência técnica ao pequeno produtor, garantindo a compra da safra. Para que os agricultores entrem na cadeia do biodiesel, no entanto, há necessidade de financiamentos. De acordo com o diretor executivo da Bioma, Wady Hadad Neto, a Bioma tomou a iniciativa de propor a planilha de custo depois de manter contato com a agência do BNB, no município de Imperatriz. A proposta é que o banco avalie a possibilidade de financiar pequenos produtores rurais, agregados da empresa e outros interessados no plantio.

Os custos para implantação da lavoura no Maranhão ainda não foram definidos, segundo Neto, porque o estado não aparece nas estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como produtor de mamona. O diretor presidente da empresa, Sergio Copstein, disse que iniciativa introduz o estado no Programa Nacional de Biodiesel, de acordo com o modelo desenvolvido pelo governo federal para o Nordeste.

O superintendente do BNB no Maranhão, Francisco José de Morais Alves, informou que a planilha de custo elaborada pela Bioma será avaliada pelos técnico do banco. Alves deixou claro que o BNB tem todo o interesse em apoiar o pequeno produtor para fazer parte da cadeia de produção do biodiesel, programa incentivado pelo governo federal.

Para o gerente do BNB de Imperatriz, Francisco de Assis Santos, é necessário que seja comprovada a viabilidade técnica e econômica do plantio de mamona para o pequeno produtor rural. A produtividade média da mamona alcançada no Nordeste, conforme destaca o gerente, é de 1,2 mil quilos por hectare, volume inviável para o pequeno agricultor, que pode se endividar. Ele considera elevada a produtividade de 2,7 mil quilos por hectare apresentada pela Bioma.

A falta de uma planilha de custo para a mamona até o momento é apenas uma das razões pelas quais o banco ainda não financia a cultura no Maranhão para o pequeno produtor, conforme destaca o superintendente do BNB. No caso da Bioma, o banco alega que a empresa ainda não apresentou o projeto de implantação da usina de biodiesel. "Temos interesse em financiar a mamona. Entretanto, é preciso cautela. Todo produto tem que ser pensado na comercialização", disse Alves.

A meta da Bioma para a safra 2006/2007 é plantar 7,5 mil hectares de mamona, com previsão de colher 20.250 toneladas de bagas. O projeto industrial prevê uma unidade esmagadora (no primeiro ano) e a usina de transisterificação (transformação do óleo em biodiesel). O diretor da Bioma informou que o projeto com os custos finais das indústrias estão em fase de fechamento.


Revista BiodieselBR
Comentarios (11)add comment

Sergio Colares disse:

  Gostaria de saber qual é a variedade que deu está produção de 2.7 kg por ha, e qual o espaçamento que foi usado,
1

16.11.2006 - 22:39

Teco disse:

  que estudo foi esse? 2,7 kg por ha? não dá nem a metade!
2

17.11.2006 - 17:20

Telmo Heinen disse:

  Acalme-se! Números para os jornalistas são sempre uma "Má Temática"
Na colheita de 2.700 kg por hectare não se esclarece, se é de bagas ou de "cachos"
Às vêzes a fábrica (BIOMA)divulgou esta exuberante produtividade porque está esperando... sair o financiamento.
Depois, só depois virá a triste realidade dos 700 a 800 kg/ha... e com ela as explicaçòes, as lamúrias etc...
Como sempre!
Não creio que isto tenha mudado desde que vivi 7 anos por aquelas paragens.

Abs, telmoheinen@yahoo.com.br

3

17.11.2006 - 19:38

Rogerio disse:

  Fico horrorizado com as bobagens que algumas pessoas, notadamente esses dois acima escrevem, principalmente o mais ignorante sobre o assunto dos dois, o que ainda não sabe que o rendimento da produção de mamona é sempre expressa em "bagas".
Sobre lamurias, a ultima que vi, acredito que ambos participaram, foi quando do fechamento (no que eles são bons) das rodovias do centro oeste e derramamento de lagrimas de soja. Como sempre... e no ano que de novo.

Pois também acho que o único que não mudou foi os senhores, que acreditam que mamona nasce ao acaso, e que adubação, correção de solo etc não se faz necessário na cultura da mamona.

Gostaria que verificassem o site da Embrapa Clima Temperado, www.cpact.embrapa.br/ publicacoes/download/ documentos/documento_149.pdf ;
aqui poderão entender um pouco sobre os rendimentos dos diversos cultivares analisados por nós, principalmente nas pags 20 e 21.
Terminado a leitura, faça as contas e imaginem que há nessas bagas 47% de óleo. E que desse óleo menos da metade é do tipo I, com $ extremamente interessantes, mas que há também óleos tipo II, III...
Imaginem também que a torta da mamona poderá ser uma excelente forma de adubo, principalmente no NE onde o solo é pobre em mat. orgânica.
Agora um pouco mais de esforço em suas massas cinzentas??, imaginem que com a casca que envolve a mamona se produz substratos que usamos, já no nosso dia a dia, na preparação de mudas - grandes resultados obtidos em reflorestamento e recomendado pelo Aracruz.

Gostaria também de aproveitar e parabenizar a Embrapa Clima Temperado por ter recebido a melhor avaliação de todas as quase 40 Embrapas.

No mais, promover uma oleoginosa que somente possui 17% de óleo, como solução para a demanda por óleos vegetais e ainda uma das burrices que o pessoal não percebeu.


4

18.11.2006 - 12:32

Telmo Heinen disse:

  Ops... apareceu um galo bom de briga, mostrou as esporas, só um olho (Nome incompleto) e nem deixou o endereço do seu puleiro.(e-mail) embora pareça ser um embrapiano...
Ora Sr. Rogério, ambiente cultural não se muda de uma hora para outra com as estirpes existentes por lá.
Sabe qual é o maior defeito do Nordeste?
NÃO TEM CLASSE MÉDIA! É a Classe Média que faz o progresso e no Nordeste, especialmente no interior existem as classes dominadas e as dominadoras, prova é que todos aqueles que "criam" asinhas, voam antes que as cortem... migrando para o resto do país onde se dão muito bem.

Quanto aos preços, é óbvio e ululante que os industriais os "tomam no mercado" e por isto, sendo o óleo de soja o mais barato, a maioria do biodiesel será fabricado a partir dele.
Somente com a alta nos preços do óleo de soja se viablizarão diversas outras culturas.
Mamona do Brasil inteiro não produzirá 100 milhões de litros no ano que vem e não pode nem ir a metade para biodiesel pois tem outros usos, onde pagam muito mais por ela.

A sua tese de que a mamona não nasce por acaso, que não pode passar "fome" nem sede, reforça o nosso pensamento.
Sua dedução de que estamos querendo promover a soja para que ela lidere a fabricação de biodiesel, é equivocada.

Temos massa cinzenta sim a sabemos fazer as contas também e achamos um absurdo que até outro dia exportávamos óleo de soja por 70 e poucos dólares o barril, quando o petróleo também era cotado nesta faixa de preço e agora que a soja subiu, também emfunção da constatação de que é o único óleo (em volume) disponível para atender as Fábricas que já fizeram vendas à Petrobrás, ainda assim ele é exportado entre 90 a 100 dólares por barril e por outro lado o país importa 4,0 bilhões de litros de óleo disel a 90 dólares o barril.
Exportaremos este ano entre 2,3a 2,5 milhões de t de óleo de soja (1 t = 1.092litros)

Para quem não sabe, esclareço que de um (1) barril de petróleo não se consegue turar mais do que 120 litros de combustíveis ao passo que um barril de óleo de soja contém 159 litros de óleo purinho.

Senhor Rogério, é necessário criar mercado para o óleo de soja, seu preço reage e em conseqüência viabilizará mamona, girassol, linho, gergelim, amendoim, canola etc...

No dia que houver uma lavoura no Maranhão com produtividade média de mamona, de ao menos 2.000 kg/ha eu vou lá conhecê-la... mas não pode ser de meia dúzia de tarefas só não...

At. telmoheinen@yahoo.com.br
5

18.11.2006 - 20:15

Adão Barbosa disse:

  O Telmo esta com medo que o novo "galo", depois da surra que lhe aplicou, coma as suas galinhas, e ataca de S O C I O L O G O. Quer dizer que a dificuldade agora é a falta de classe média.....

Pelo visto ainda não leste o que foi recomendado pelo Sr. Rogerio, o novo galo, eu li - vale a pena.
6

19.11.2006 - 00:05

Telmo Heinen disse:

  E o senhor de onde é ? Pelo jeito o Sr. Rogério é o estudante de Agronomia de Pelotas e que participou do trabalho citado.
Aliás eu também estudei lá e fui contemporâneo do Sr. João Carlos Costa Gomes, Chefe.
Aproveito para recomendar a leitura do Trabalho do Mestrando Ricardo de Albuquerque Mendes: (Ceará)
http://www.biodiesel.gov.br/docs/DissertacaoRicardoMendes2005.pdf
Falei o que disse porque já residi sete anos no Maranhão e já viajei bastante pelo Nordeste e reafirmo - o maior problema do interior do Nordeste é a ausência de classe média. Conheço aquele eleitorado...
Será que o Sr. Rogério sabe o que é uma tarefa?
Eu não admito que se fale de "boca cheia" daquilo que não se tem vivência. Aliás ele fala com propriedade do referido trabalho porque participou dele. Parabéns.
Mas eu também.

Agora vem o Senhor e também não diz de onde é, por onde já viajou... dizendo que me aplicaram uma surra, ai ai! Estou todo doído!
Mamona no RS - escreverei "CONTRA" por muito tempo. Era muito melhor eles fazerem um estudo sobre o Tungue.

Na prática a gramática é outra... experimento é uma coisa e lavoura extensiva é outra.
Secagem dos cachos no sol, justamente no período do inverno lá no sul? ha ha ha

Deixa prá lá... por enquanto não mudarei de idéia não...

At. telmoheinen@yahoo.com.br


7

19.11.2006 - 23:36

Rogerio Mattos disse:

  Continuas a falar bobagem, o que já não estarias fazendo se seguisses minha orientação e lesses o artigo.
Vejo que continuas atrasado como a grande maioria. No RS, já há (Camaquã) e estão sendo construídas outras pequenas centrais de recebimento, onde a mamona é seca e descascada.

Os pequenos agricultores de Marcelino Ramos e região (18 municípios) ganharam dinheiro na safra passada, inclusive os que consorciaram, esse pessoal de Camaquã ganhou também (não estaria expandindo e construindo); só vc não vê.

Oh! As hienas também dão gargalhadas à toa e comem...........
8

20.11.2006 - 11:47

almir lima disse:

  Não quero fazer comentario e sim saber qual o tipo de semente de mamona ideal a ser plantado em minha propriedade localizada no municipio de vila nova dos martirios.Como adquirir esta semente, e se vces fornecem folder de orientação do plantio.
9

9.07.2007 - 01:00

sandro benine disse:

  Boa tarde.
gostaria de saber se concigo cultivar mamona ou pinhão manso, na regiao de Buriti Bravo, qual o custo deste plantio por ha.

a onde concigo as sementes e se já tem algum agricultor plantado esta cultura ok
obrigado
10

9.07.2007 - 17:13

solangela marins disse:

  tenho um sitio de mais de 4 ha, me interessou o plantio de mamona, mas estou encontrando dificuldades para obter informações a respeito e principalmente onde comprar sementes e quem compra a produção?
Meu sitio está localizado em Ibiuna, e o clima é bem frio.
Se alguem puder me ajudar agradeço, afinal por que não mamona para nós pequenos produtores rurais.
11

10.07.2007 - 19:12

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