Biodiesel da mamona atrai estrangeiros

Uma comissão formada por pessoas da Holanda, Bélgica, República de Honduras, El Salvador e Colômbia participaram, durante dois dias na Embrapa Algodão, em Campina Grande, de cursos sobre as técnicas utilizadas no projeto do biodiesel da mamona. Os ensinamentos adquiridos vão servir para a implantação de projetos similares em Honduras e El Salvador, que serão apoiados pela Fundação Holandesa STROhalm, instituição que comandou a visita dos estrangeiros na cidade.

    A STROhalm é uma entidade que trabalha com o apoio a pequenas e médias empresas, auxiliando nas pesquisas científicas com o objetivo de promover o desenvolvimento local. Segundo o agrônomo e pesquisador da Embrapa Algodão, Liv Soares Severino, nenhuma parceria foi firmada com a entidade para projetos que possam ser desenvolvidos na instituição em Campina Grande.

    Porém, como ressalta o agrônomo, a contribuição da pesquisa da mamona para os técnicos estrangeiros pode ser considerada como um passo mais do que importante para o Estado.

    A pesquisa com o biodiesel da mamona é realizada pela Embrapa em vários estados brasileiros, mas é em Campina Grande que os estudos são mais intensificados.

    A riqueza de detalhes sobre o projeto foi o que atraiu a equipe estrangeira para a cidade. Entre os que participaram dos cursos, um produtor da Colômbia, que mostrou muito interesse em cultivar a mamona para depois implantar o projeto do biodiesel à base da planta em seu País. Além da mamona, foram repassadas técnicas de plantio e aproveitamento do pinhão manso.

ROSÂNGELA ARAÚJO