PUBLICIDADE
padrao padrao
Energia

Carol vislumbra expansão em 2007


Valor Econômico - 14 nov 2006 - 09:24 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:22

Maior cooperativa agrícola de São Paulo e uma das maiores do país, a Carol, com sede em Orlândia, já identifica sinais de uma retomada que deverá lhe render em 2007 resultados melhores que em 2005 e neste 2006 - quando o faturamento anual tende a permanecer em torno de R$ 1 bilhão.

"Estamos enfrentando crises desde a safra 2003/04. Primeiro foi o fungo da ferrugem da soja, depois a diferença cambial entre a compra dos insumos e a venda da safra e, neste ano, a crise de renda que elevou as dívidas dos produtores de grãos. Agora o cenário melhorou", afirma José Eduardo Senise, diretor-executivo da Carol.

Para esta melhora, informa o executivo, a cooperativa paulista teve que interferir diretamente nas renegociações de dívidas de seus associados, buscando no exterior uma linha de crédito de três anos com juros vantajosos.

Tal interferência surtiu resultados. Enquanto nesta época do ano passado a troca de insumos pela soja que seria colhida na temporada 2005/06 cobria 25 mil hectares, hoje a modalidade já abrange 60 mil hectares do que será colhido em 2006/07. O complexo soja (grão e derivados) é responsável por cerca de 65% do faturamento da cooperativa.

Com as oscilações cambiais dos últimos meses, a Carol calcula que os preços dos insumos, balizados em dólar, ficaram em média 30% mais baratos. Assim, projeta, os sojicultores poderão obter margem líquida de até 10 sacas por hectare na safra que está sendo plantada, o que corresponderia a uma rentabilidade da ordem de 30%.

Com o horizonte financeiro melhor equacionado, Senise crê que a Carol terá aumento de captação de soja em 2006/07. Ele estima que o volume poderá chegar a 1,1 milhão de toneladas, ante entre 750 mil e 800 mil em 2005/06. Além de captar soja em São Paulo, a cooperativa também busca grãos em outras regiões, sobretudo em Minas e Goiás.

Senise diz que a cooperativa também expandiu a rede de captação de milho, com 13 novos pontos nos mercados mineiro e goiano, e adianta que a expansão, de uma maneira geral, vai continuar, especialmente nos Estados de Tocantins e Maranhão.

O executivo revela, também, que a agroenergia, principalmente o biodiesel, concentrarão os investimentos da Carol em 2007. "É o negócio do futuro, e já temos dois ou três projetos em fase final de aprovação", conclui.

Fernando Lopes