Segunda geração de biocombustíveis: Petrobras desenvolve tecnologia |
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| sexta, 26 outubro 2007 . Assessoria | |||||
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A Petrobras inicia mais uma etapa no desenvolvimento tecnológico para produção de biocombustíveis. Com o projeto de pesquisa do bioetanol (etanol de lignocelulose) – biocombustível produzido a partir de resíduos agroindustriais – a Petrobras entra na segunda geração de biocombustíveis e contribui para o fortalecimento da vocação natural do Brasil para energias renováveis. O gerente executivo do Cenpes, Carlos Tadeu da Costa Fraga, e pesquisadores da Petrobras participaram da entrevista coletiva realizada na sede da Petrobras. Depois da etapa de testes em laboratório, o projeto de produção de bioetanol passa para a fase de testes em escala piloto, por meio de uma unidade experimental instalada no Centro de Pesquisas e Desenvolvimento da Petrobras (Cenpes), na Ilha do Fundão. Desenvolvida em parceria com a empresa brasileira Albrecht, a planta piloto de etanol de lignocelulose é única no Brasil utilizando a tecnologia enzimática. Para a produção de etanol a partir de resíduos agroindustriais, a planta utiliza um processo de quebra de moléculas com ação de enzimas. O projeto foi desenvolvido pela Petrobras em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e outras universidades brasileiras. "O trabalho em conjunto da Petrobras com universidades começou em 2004, integrando a experiência acadêmica à capacidade tecnológica do Cenpes nesta área", lembrou a coordenadora do projeto, a pesquisadora Lídia Santa Anna. De acordo com a pesquisadora, qualquer rejeito vegetal pode ser utilizado na planta experimental, mas o sistema esta ajustado ao bagaço de cana-de-açúcar, por ser o resíduo agroindustrial mais expressivo no país. Outra matéria prima que será utilizada nos testes é a torta de mamona, resíduo amiláceo do processo de produção do biodiesel a partir de mamona. A planta experimental é capaz de produzir cerca de 220 litros de etanol por tonelada de bagaço de cana-de-açúcar. Nesta etapa do projeto de pesquisa, os pesquisadores trabalham na otimização deste processo de produção e tem como objetivo alcançar a marca de 280 litros por tonelada de bagaço no mesmo equipamento. Como resultado desta pesquisa, a Petrobras já fez o depósito de dois pedidos de patentes, no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). Entre elas, destaca-se, como marco, o milésimo pedido de patente depositado pela empresa. A planta-piloto de bioetanol de lignocelulose coloca a Companhia na posição de vanguarda em relação aos biocombustíveis de segunda geração, aqueles produzidos a partir de resíduos agroindustriais e que não competem com a produção agrícola voltada para alimentos. A utilização de resíduos como o bagaço de cana-de-açúcar pode aumentar substancialmente a produção de etanol sem aumentar a área plantada, elevando a produtividade do processo já existente pelo aproveitamento de seus resíduos. Desta forma, a produção de biocombustíveis, em futuro próximo, também poderá ser complementar à produção de alimentos. A Petrobras prevê que em 2010 será construída uma planta semi-industrial de bioetanol. Saiba mais sobre o processoO processo de fabricação de etanol a partir de resíduos vegetais é dividido em quatro etapas. Na primeira etapa, há o pré-tratamento do bagaço de cana, e neste trabalho foi adotado o processo de hidrólise ácida branda, onde no reator o resíduo é submetido a quebra da estrutura cristalina da fibra do bagaço de cana e a recuperação de açúcares mais fáceis de hidrolisar.Em seguida, vem a etapa de deslignificação. É retirada a lignina, complexo que dá resistência a fibra e protege a celulose da ação de microorganismos porém, apresenta grande inibição ao processo fermentativo. Na terceira fase, o líquido proveniente do pré-tratamento ácido, rico em açúcares, é fermentado pela levedura Pichia stipitis adaptada para ser utilizado nesta fermentação. O sólido proveniente da etapa de deslignificação rico em celulose, também é tratado: ele passa por um processo de sacarificação (transformação em açúcares) por meio de enzimas e é fermentado pela levedura Sacharomyces cerevisiae, o mesmo fungo utilizado na fabricação de pães. A Petrobras ainda estuda as enzimas mais eficazes para este processo de fabricação, testando enzimas disponíveis no mercado e pesquisando novos preparados enzimáticos. Na etapa final, ambos os líquidos provenientes das diferentes fermentações são destilados. O produto desta destilação é o etanol, que possui as mesmas características daquele fabricado a partir da cana em processo industrial. Outras rotas tecnológicas da Petrobras na área de biocombustíveis A Petrobras investe, paralelamente, em outras rotas tecnológicas para produção de biocombustíveis. Uma delas é a do H-BIO, processo de hidrogenação para obtenção de óleo diesel através da mistura de óleos vegetais ao diesel de petróleo. O H-BIO foi testado com sucesso em escala piloto nas refinarias Gabriel Passos (Regap-MG), Alberto Pasqualini (Refap-RS), Presidente Getúlio Vargas (Repar-PR) e Paulínia (Replan-SP). Para aprimorar o desenvolvimento da tecnologia H-BIO, os próximos passos são avaliar as condições para processamento nas demais refinarias da Petrobras e expandir a tecnologia para outras matérias-primas. O biodiesel é outra vertente tecnológica na área de biocombustíveis. A Petrobras testa diferentes matérias-primas para o processo de produção de biodiesel, como soja, sebo bovino, palma, algodão e mamona. Atualmente, existem duas rotas tecnológicas: a rota óleo, que utiliza como matéria-prima óleos vegetais ou gorduras animais; e a rota semente, cuja matéria-prima são sementes oleaginosas. A Companhia possui plantas experimentais de biodiesel, localizadas em Guamaré (RN), que testam ambas as rotas. Tanto no processo H-BIO quanto nas rotas tecnológicas de biodiesel, a Petrobras possui pedidos de patente depositados no INPI. Textos Relacionados:
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Ananias Baracuhy :
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Biodiesel X Etanol X Petrobras Notícia muito boa esta da Petrobras está dentro das pesquisas para aprimorar as produções quer seja do etanol,quer seja do biodiesel...uma empresa com capital,organisação,experiência,melhor lugar não poderia ser. Cada vez mais se está demonstrando aos céticos,aos pregoeiros do aumento da fome por causa dos biocombustíveis que temos um bom caminho para percorrermos pela bioenergia e somente trará maiores vantágens para o processo produtivo das culturas quer seja cana-de-açucar,quer sejam oleoginosas... A fórmula de nos mantermos na vanguarda da bioenergia está montada,estamos cuidando das pesquisas,de esperimentos e etc...o nosso sucesso no etanol não tem sido por acaso e ele deverá ser espelho para aplicarmos no biodiesel... |
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