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Ministro da Agricultura chinês faz alerta contra biocombustível


Reuters - 12 jul 2007 - 11:40 - Última atualização em: 09 nov 2011 - 19:23

O ministro da Agricultura da China, Sun Zhengcai, fez um alerta contra a produção em larga escala de biocombustíveis, argumentando que poderiam reacender a inflação e afetar a segurança alimentar do país, informou o jornal Diário do Povo nesta quarta-feira. 'As circunstâncias na China não permitem uma produção em grande escala de biocombustíveis a partir de grãos. É impossível desenvolver energia a partir de produtos agrícolas sem colocar em risco a segurança do setor de grãos', noticiou o jornal citando o ministro.

'O país deveria controlar a produção de etanol fabricado a partir de grãos', acrescentou.

Na semana passada, o ministro criticou alguns departamentos do governo e companhias pela falta de coordenação e planejamento para a produção de biocombustíveis, particularmente aqueles produzidos a partir de grãos.

Sun disse que desde o segundo semestre do ano passado a oferta apertada de alguns produtos agrícolas levou a um aumento dos preços dos grãos, óleos vegetais e carnes.

Os preços dos alimentos, que respondem por cerca de um terço do índice de preços ao consumidor, ajudaram a elevar a inflação em maio para a maior alta em 27 meses.

Os preços de suínos na China tiveram uma escalada para um recorde no início deste ano, em parte devido à alta nos preços do milho e a surtos de doenças suínas.

Os óleos vegetais também atingiram máximas de todos os tempos, uma vez que fazendeiros trocaram o plantio de grãos por oleagionsas como a canola.

A China enfrenta dificuldades, como a redução na área semeada e fontes de água, para atingir a meta de produção de 500 milhões de toneladas de grãos em 2010, disse Sun.

A produção de grãos em 2006 foi estimada em 497,46 milhões de toneladas, alta de 2,8 por cento em relação a 2005.

Este ano trouxe mais desafios, como tempo desfavorável, lavouras atingidas por pragas e a redução de benefícios para os produtores de grãos, ele disse.

O ministro afirmou que a China deveria elevar o apoio à produção de oleaginosas, incluindo soja, uma vez que o país tem um grande déficit no suprimento de óleos vegetais.

A China tem que importar toda a sua necessidade de óleo de palma e é o maior importador de soja, tendo o Brasil como o principal fornecedor desse grão.