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Eletronorte quer apoio para plantar pinhão manso no Pará

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segunda, 07 dezembro 2009 . Agência Pará de Notícias   
Catálogo do Biodiesel 2010
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O plantio de pinhão manso na faixa de transmissão do Linhão de Tucuruí, no município de Tailândia, região do Tocantins, foi defendido pelo diretor de Produção e Comercialização da Eletronorte, Wady Charone Júnior, e pelo dirigente da Associação Brasileira de Produtores de Pinhão Manso, Roberto Murat, em audiência com os secretários de Estado de Integração Regional, André Farias, e de Assistência e Desenvolvimento Social, Eutália Barbosa, nesta sexta-feira (4), no gabinete da Seir. A Eletronorte e a ABPPM querem o apoio do governo do Estado para viabilizar o projeto piloto.

O pinhão manso, natural do sul do país, é uma oleoginosa de baixo custo de produção. Do fruto se extrai óleo de elevado potencial para a produção de biocombustível. O pinhão manso possui a maior produtividade por hectare, perdendo apenas para o dendê, cujo óleo também serve à indústria alimentícia, competição que inexiste para o pinhão manso.

O Pará já é o líder nacional na produção de dendê, possuindo 90% da área total plantada do país, de 67 mil hectares. Por conta disso, o Pará já tem posição privilegiada no Programa Brasileiro de Biodiesel. E, com a produção também do pinhão manso, o Estado diversificará a fonte de biodiesel com outro fruto bastante apreciado pelo programa.

Viabilização - O projeto piloto em Tailândia visa trabalhar, inicialmente com 50 famílias de produtores rurais, numa faixa de 10 quilômetros de área plantada, sendo 2 hectares por família. De acordo com Charone, o apoio necessário à execução do projeto, incluindo a assistência técnica, seriam viabilizados pela Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), por meio do programa NavegaPará.

André Farias considerou a proposta interessante em razão da necessidade de geração de emprego e renda em Tailândia. O município precisa enfrentar as consequências do combate ao comércio ilegal de madeira na região, iniciado ano passado. Portanto, o pinhão manso seria uma alternativa viável ao desemprego no município.

O secretário pediu que o projeto seja formalizado, para ser apresentado à governadora Ana Júlia Carepa. Caso a parceria seja estabelecida, o projeto será gerido pela Associação, que também se propõe a comprar os frutos produzidos para a fabricação do biodiesel.

Também participaram da reunião Michael Alves, da Sala das Prefeituras, da Seir; Henrique Pimentel, da Emater, e Ubiran Costa, da Sagri.

Enize Vidigal

Revista BiodieselBR
Comentarios (8)add comment

Luiz Augusto Horta Nogueira :

Porque essa insistência com o pinhão manso
Se a Eletronorte tem recursos disponíveis para fazer experimentos agrícolas, tudo bem. Mas pedir dinheiro público para testar uma espécie ainda conhecida de modo limitado e com muitos exemplos de insucesso seria irresponsável, sobretudo envolvendo pequenos agricultores. As palmáceas (e entre elas o dendê) têm se mostrado bastante consistentes como fonte de matéria prima para biodiesel e a competição energia-alimento não se dá no produto, mas no uso dos recursos naturais. Por exemplo, ocupar lavouras de feijão com mamona para produzir biodiesel não altera a oferta de alimentos? A disputa real é pela terra, água, dinheiro, etc. e aí eficiência e produtividade são essenciais. E o pinhão manso ainda não demonstrou essas qualidades, embora exista bastante conversa e sonhos...
 
9.12.2009 - 12:00
Votos: +1

carlos alves de souza :

mamadeira
Caro Luiz Augusto o sonho não é de produzir (pinhão manso ou bravo), mas de desviar o dinheiro público, se realmente tivessem a boa intenção, plantariam a macaúba, apenas três milhões de hectares são suficientes para substituir todo dizer consumido em nosso País com um investimento na ordem de trinta bilhões para ser explorado durante 100 anos (óleo e torta para ração animal ou alimentação humana).
Mas continuam falando no pré-sal com investimento de 600 bilhões, quanta mamadeira para nossos políticos!
Abs
Carlos Alves
 
9.12.2009 - 14:38
Votos: +0

Paulo Carvalho :

Nosso governo a princípio
demagogicamente tentou a mamona como instrumento de adesão dos pequenos agricultores. O fiasco foi tão grande que tiveram de escolher uma alternativa com pouca história em nosso País tentando o mesmo fim.
 
9.12.2009 - 19:49
Votos: +0

Telmo Heinen :

Demagogia não. Incompetência!
A escolha da mamona não foi demagogia. A incompetência ocorreu na Receita Federal que não aceitou que as Fábricas de Biodiesel adquirissem a mamona dos agricultores familiares, extraísse o óleo para outros fins e com o dinheiro adquirisse qualquer óleo para fazer o biodiesel e ainda assim ter o direito ao desconto nos impostos. Afinal de contas, se o biodiesel é subsidiadopela sociedade, seria justo que o subsidio fosse dirigo a favor de classes menos favorecidas.

Mas a Receita Federal entendeu diferente... e os mentecaptos dos politicos não raciocinam, então é isso que está aí!
 
10.12.2009 - 17:58
Votos: +0

Gilberto Pereira :

Custo do Plantio
Meus amigos gostaria de dizer que para plantar pinhão manso e mante-lo até seu terceiro ano para começar a produzir eu tive um gasto de 2.500 reais no primeiro ano e 1.600 reais no segundo e 1.500 reais no terceiro ano que esta terminando em março do proximo ano. Para um agricultor familiar pensar em entrar num projeto destes , sem apoio financeiro ele ficará com prejuizos em vez de lucro, pois ele estara substituindo o milho que todo ano ele planta para deixar lá em suas terras um plantio que produzirá após seu terceiro ano somente.Por isso sem apoio financeiro seria impossível desenvolver um projeto destes.E isso eu entendo pois ja gastei muiiiiito.
 
14.12.2009 - 11:34
Votos: +0

carlos alves de souza :

Pião
É!... Sr. Gilberto Pereira se prepare para colher muitos e muitos prejuízos por longos e longos anos. Imagine vender pião manso a R$400,00 a tonelada de sementes secas e beneficiadas.
Haverá quem pague mais?
 
14.12.2009 - 18:35
Votos: +0

Gilberto Pereira :

Opções de vendas
Sr Carlos agradeço a preocupação mas minhas sementes ja tem desde o início seu destino firmado para o Japão e como morei la 20 anos posso dizer que prejuizo não terei em nada, pelo contrário vejo uma mudança nos preços e no interesse de paízes predestinados a diminuir drasticamente o uso de energia vinda do petróleo, e isso esta um futuro bem próximo
 
26.12.2009 - 10:55
Votos: +0

carlos aloves de souza :

realidade
Gilberto Pereira,
Vamos falar na realidade do dia a dia do nosso agricultor, que não tem as mesmas oportunidades e precisa entregar sua produção a R$400,00 a tonelada.
Diga-me esta conta fecha? Se fecha onde estou errando?
 
5.01.2010 - 12:21
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