Produtores portugueses de biocombustíveis criticam negócio entre Galp e Petrobras
A associação portuguesa dos produtores e transformadores de biocombustíveis diz que “a política do Governo é aberrante e cria condições de concorrência desleal aos produtores face ao gigante Galp”.
Parceria prevê produção de 600 mil toneladas de biocombustível por ano
Os produtores e transformadores portugueses de biocombustíveis criticam a política energética do Governo, dizendo que o negócio de biodiesel entre a Galp e a Petrobras não reduz a dependência energética e encarece o preço dos combustíveis.
Em comunicado, a associação portuguesa dos produtores e transformadores de biocombustíveis diz que “a política do Governo é aberrante e cria condições de concorrência desleal aos produtores face ao gigante Galp”, noticiou a imprensa portuguesa nesse domingo, 22.
A Galp Energia e a Petrobras assinaram em maio último um memorando de entendimento para a formação de uma “joint-venture” para a exploração de negócios na área dos biocombustíveis, que poderá vir abastecer Portugal de 300 mil toneladas de biodiesel.
Na altura, o presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, afirmou que as duas empresas estavam a iniciar um estudo que poderia levar a “uma parceria material” capaz de produzir 600 mil toneladas de biocombustível por ano.
Preço mais caro
Dessas 600 mil toneladas, Ferreira de Oliveira admite que 300 mil se destinem a suprir as necessidades do mercado interno, para cumprir o objetivo de incorporar dez por cento de biocombustível nos combustíveis rodoviários até 2010.
A Associação de Produtores de Biodiesel vem agora dizer que este acordo pressupõe a compra de biodiesel por Portugal no Brasil, a um preço que vai custar mais do que o atual combustível importado.
“O Governo está a colocar Portugal numa situação de maior dependência, a pagar mais caro por um produto que poderia (pelo menos em parte) produzir no país, com a vantagem de criar cá emprego”, reclamam os produtores de biodiesel.


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