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Ônibus e posto piloto de hidrogênio em janeiro no Brasil

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quinta, 09 agosto 2007 . Estado de Minas   
Revista BiodieselBR
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O primeiro ônibus brasileiro totalmente limpo inicia a fase de testes em janeiro. Abastecido com hidrogênio, o sistema de célula a combustível obtém energia pela hidrólise (quebra da molécula por água) e gera o combustível, que produz água como resíduo. A operação do ônibus será possível com a inauguração do primeiro posto de abastecimento do gênero pela BR Distribuidora. “O ônibus ficará pronto em outubro, começando em janeiro a operar na linha da cidade de São Bernardo do Campo (SP), percorrendo 33 quilômetros. Depois entrarão em operação mais três veículos”, explica o gerente de participação da Petrobras Distribuidora, José Alcides Santoro Martins.

Martins esclarece que a tecnologia de célula a combustível já é dominada por várias montadoras e está sendo aperfeiçoada. O grande problema, por enquanto, é o preço e a forma de abastecimento. O hidrogênio precisa ser gerado no próprio posto e, por isso, é preciso criar uma estrutura nova para abastecer os veículos equipados com essa tecnologia.

Sobre o preço, Martins considera que é superior ao da energia elétrica, pois o hidrogênio depende dela para ser gerado. Isso porque umas das formas de se obter hidrogênio é com hidrólise feita pela eletrólise, que é a quebra da molécula da água por corrente elétrica. A água é formada por duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio e é possível conseguir o hidrogênio pela quebra de suas moléculas. Também é possível obter hidrogênio pela quebra das moléculas do gás natural e do etanol, mas segundo Martins, nas pesquisas desenvolvidas no Brasil, a preferência é pela quebra da molécula da água.

Outro foco do hidrogênio como combustível ocorre com a quebra da molécula de água usando corrente elétrica. Isso porque o padrão energético brasileiro privilegia as hidrelétricas, e durante o período entre a meia-noite e as 5h, o consumo é menor. Não sendo possível reduzir a produção, contínua, a idéia, segundo Martins, seria desviar a energia excedente para os postos de abastecimento. Nesse período seria feito o processo de geração de hidrogênio, que move a célula a combustível.

O posto-piloto que começa a funcionar em janeiro produz 120kg de hidrogênio por dia. Já o tanque do ônibus tem capacidade de armazenar 30kg de hidrogênio. De acordo com Martins, a autonomia do veículo é de 300 quilômetros, sendo a eficiência energética do hidrogênio superior a 70%, enquanto a de um combustível fóssil, como o óleo diesel, alcança cerca de 25%, o que compensaria o preço.

Tanto o etanol quanto o biodiesel são considerados combustíveis de transição por Martins, que considera a célula a combustível como certeza para o futuro. “Quando a injeção eletrônica começou, muitos diziam que era uma tecnologia cara, mas hoje não é produzido mais nenhum veículo com carburador”, compara Martins. Apesar dos planos, ele acha que a tecnologia ainda está em estado inicial. “O programa começou há três anos e o objetivo agora é verificar na prática, ganhar experiência e dar um passo de cada vez.”

O projeto da célula a combustível brasileira é financiado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em parceria com Ministério de Minas e Energia e diversas outras entidades. O custo estimado é de US$ 17 milhões e até agora foram aplicados US$ 6,6 milhões.

Daniel Camargos

Revista BiodieselBR
Comentarios (3)add comment

Ananias Baracuhy disse:

  Agente percebe que o nosso destino é chegar no domínio do Hidrogênio para uso veicular.Esse grau de eficiência energética de 70% contra 25% de combustível fóssil é um dado muito significativo para se acreditar que iremos chegar nesse combustível com bom suporte econômico.O nosso atrazo em enérgia substituta do petróleo está ligado ao fato do petróleo ter sido muito barato até bem pouco tempo atrás e nesse período não se fez nada,absolutamente nada para se encontrar um sucedâneo do poluidor petróleo,não tinha aquecimento global explicitado e etc...Com a necessidade chegando,os passos serão cada vez maiores para sairmos da era dos combustíveis fósseis.
Concordo também que os biocombustíveis terão boa durabilidade pois acredito que serão combustíveis de matrizes complementares.Acho que o Sr.Martins está equivocado.É preciso está com atenção que enérgia de hidroelétrica tende a escacear e a biomassa é renovável...
1

9.08.2007 - 14:38

Prof. Ricardo Pascote disse:

  Os biocombustiveis, dentre eles o etanol e o biodiesel, que despontam como substitutos parciais imediatos para a gasolina e o diesel, devem, entretanto ser considerados como vetores energéticos de transição no início do que se pode antever como o final da “era do petróleo”, principalmente pela possibilidade de serem utilizados na frota existente, assim como usufruir a logística de distribuição já instalada, evitando assim uma ruptura brusca nos sistemas de transporte existentes. Não podem entretanto ser considerados como solução definitiva, pois hoje o desenvolvimento da tecnologia de geração de energia elétrica a partir das células de hidrogênio, vem obtendo resultados positivos como substituto parcial do petróleo no transporte.
Os estudos indicam que em um futuro próximo o hidrogênio poderá ser introduzido como combustível para células de combustível em mercados específicos, tais como a geração de energia elétrica em locais remotos, veículos híbridos ou elétricos e aparelhos eletrônicos.
Hoje a maior expectativa de consumo de hidrogênio, será quando a frota de automóveis, movida hoje por petróleo e uma pequena parte por biomassa, começarem a ser substituída pelo hidrogênio como fonte de energia.
Para o hidrogênio ser utilizado em grande escala, algumas adaptações serão necessárias na cadeia distributiva como armazenamento, transporte e locais de venda para que o consumidor se sinta seguro na idéia da introdução do novo combustível.
Um ponto primordial no uso do hidrogênio que deve ser analisado , é quanto ao seu armazenamento no veículo, necessitando de segurança em primeiro lugar, autonomia e baixo custo.
2

14.12.2007 - 12:53

Prof. Ricardo Pascote disse:

  O Hidrogênio não pode ser encontrado na natureza de forma natural, necessita de uma fonte primária de energia para a sua obtenção, não pode ser definido como combustível, mas sim como um vetor energético de alto poder calorífico, servindo como um armazenador de energia que pode ser usado como fonte de energia elétrica e térmica. Se for produzido a partir de fontes renováveis (etanol e água) e tecnologias renováveis, como as células fotovoltaicas, turbinas eólicas e turbinas de hidrelétricas, o hidrogênio torna-se um combustível renovável e ecologicamente correto.
3

14.12.2007 - 12:57

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