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OCDE, muito criticada sobre os biocombustíveis, é favorável a uma moratória

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quarta, 16 julho 2008 . AFP   
A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos) é favorável a uma moratória sobre os biocombustíveis e defende uma completa revisão das políticas atuais sobre o assunto, num relatório publicado nesta quarta-feira que critica o custo elevado dos combustíveis de origem vegetal e seu benefício ambiental duvidoso.

"Seria muito útil ter uma moratória, os programas atuais devem ser reconsiderados", declarou à AFP Stefan Tangermann, diretor para a agricultura e o comércio da OCDE.

No relatório, a OCDE destacou que as políticas de apoio aos combustíveis, muito caras, têm um impacto limitado sobre a redução das emissões de gases causadores do efeito estufa (GES) e sobre a melhoria da segurança energética.

Elas têm em contrapartida um "impacto significativo sobre os preços mundiais dos produtos alimentares".

Inicialmente tidos como uma ferramenta de luta contra o aquecimento climático, os biocombustíveis são agora amplamente denunciados (ONU, Banco Mundial, inúmeras ONGs) como uma das causas da disparada dos preços dos alimentos, porque distorcem os mercados dos produtos agrícolas necessários para sua fabricação.

"As novas iniciativas políticas só vêm agravando os problemas já existentes" e devem principalmente continuar favorecendo a alta dos preços agrícolas e acentuar os riscos de fome entre as populações mais pobres dos países em desenvolvimento, continuou o relatório.

A produção de etanol (cereais ou cana-de-açúcar) e de biocombustíveis (óleos vegetais) avançou rapidamente nos últimos anos e deve ainda dobrar nos próximos dez anos.

Os EUA são os primeiros produtores de etanol, com 48% da produção mundial em 2007, à frente do Brasil (31%), enquanto a União Européia lidera com 60% a produção mundial de biodiesel.

"Na maioria dos países, os biocombustíveis dependem fortemente dos subsídios públicos", mas particularmente nos Estados Unidos, Canadá e na União Européia, onde chegam a US$ 11 bilhões e devem atingir UU$ 25 bilhões daqui a 2013-2017, acrescentou o relatório da OCDE.

Os programa subvencionados nestas três grandes áreas vem provocando no entanto reduções apenas moderadas das emissões de gases do efeito estufa, da ordem de 1% do total das emissões devido ao setor dos transportes.

Se o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar, como no Brasil, "reduz geralmente as emissões de gases causadores do efeito estufa em pelo menos 80% em relação aos combustíveis fósseis, os bicombustíveis produzidos à base de trigo, beterraba, óleos vegetais, ou milho como nos EUA, na Europa e no Canadá, reduzem as emissões em apenas 30% ou até 60%", continuou a organização.

A OCDE defende portanto a suspensão das barreiras aduaneiras sobre os biocombustíveis e das matérias usadas para sua produção, para reduzir seu custo e melhorar sua eficácia energética".

Ela recomenda também investimento em pesquisa sobre biocombustíveis de segunda geração, que usa resíduos agrícolas ou das plantas não alimentares.

Esta tecnologia não será operacional antes talvez de dez ano e deve a partir de agora precisar ainda mais de subvenções do que os combustíveis clássicos.

O relatório convida também à se concentrar em economias de energias, que permitem uma maior redução das emissões de gases do efeito estufa por um custo muito inferior ao desenvolvimento dos bicombustíveis. Pelas mesmas razões, a OCDE recomenda intensificar os esforços de redução das emissões em outros setores, como o da construção.

O desenvolvimento da produção de biocombustíveis em certas zonas tropicais merece no entanto ser analisado, ressaltou o relatório.

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Revista BiodieselBR
Comentarios (3)add comment

Ananias Baracuhy Neto :

Biodiesel X Alimentos
Esse relatório,me parece cheio de contradições...imagine se os biocombustíveis não são argumentos para diminuição dos gases que provocam o efeito estufa,então o que dizer da queima pura e simples do petróleo???
Esse papo de estar preocupado com os pobres famintos é uma grande falácia pois já se passaram várias décadas que as grandes potências industriais vêm praticando subsídios agrícolas em escala bilionária para manter seus mercados protegidos em detrimento das nações pobres poderem aumentar suas produções agrícolas...nós brasileiros temos vários produtos agrícolas que têm seus mercados torprdeados pelos subsídios,o trigo,o algodão,o açucar,por exemplo,quando nos esforsávamos para produzir trigo,logo vinha oferta externa de trigo barato porque estava subsidiado,no caminho inverso,nosso açucar e algodão não conseguiam mercado lá na UE e EUA porque lá,o açucar e o algodão eram mais baratos porque eram subsidiados...resumindo,uma política criminosa (dumping) para impedir os países pobres notadamente os africanos e centro-americanos de promoverem suas próprias produções,essa política sim,é que vem jogando milhares de pobres à fome e pior,a dependência de alimentos e que eles não podiam comprar...
O Banco Mundial,a FAO,a ONU,etc...tinham e têm pleno conhecimento dessa política que considero genocida e que tem muito mais de 500 000 000 de pessoas vitimadas...acho de uma cretinica gigante eles falarem em seus relatórios,preocupação com os pobres...o JUSTUS VERISSIMOS na frente dessa gente é aluno de pouca escolaridade...
Na minha opinião,não há HONESTIDADE no conteudo desse relatório...
Existem distorções no processo produtivo do biocombustível mas o sensato é fazer propostas para corrigi-las e não propor a moratória!!!o caminho para promover a abundância é produzir mais e se sabe que se pode produzir muito mais...
Nós brasileiros,estamos em posição invejável no comparativo com outras nações no que diz respeito ao uso de energias renováveis e claro,podemos ser exemplo a ser seguido.Nós estamos usando 48% de energia renovável contra apenas 12% do segundo colocado.
 
16.07.2008 - 19:08
Votos: +0

celso José Dall´Acqua :

Independência ou morte!
Se considrarmos as assombrosas previsões de estarmos prestes a chegar ao "Peak Oil" (50% do petróleo do planeta já explorado), ou mais pessimista já termos atingido esse patamar, temos que buscar urgentemente alternativas energéticas como o biodiesel ou etanol, não apenas para diminuir emissões de GES, mas para a produção de alimentos para uma população prevista de 10 bilhões em 2025. Logicamente que para produzir alimentos temos que ter um clima estável ( que já vem instável pelo efeito estufa). logo, a proposta de moratória defendida pela OCDE para os biocombustíveis é insana, quando sabemos que o tempo para achar alternativas energéticas é muito pequeno, pois numa escala geológica, 50 anos são quase nada. E o mais duro é saber que países desenvolvidos dificultam a vida de países mais pobres impondo-lhes a miséria, quer seja por subsidiar seus agricultores, quer seja pelo absurdo aumento de preços especulativos de insumos para a produção de alimentos em países pobres.
 
18.07.2008 - 11:02
Votos: +0

JOÃO JOSÉ RODRIGUES BONFIM-EX-GERENTE DA CRATEÚS ALGODOEIRA S/A - CRATEÚS-CE. :

BONFIM CRATEÚS DIZ,Cerca de 5% de toda a Energia produzida ao planeta é de fonte renovável.
BONFIM CRATEÚS DIZ,Atualmente,cerca de 5% de toda a energia produzida no planeta é de fonte renovável e estima-se que em 2060,quando a população do planeta deverá ser de 12 bilhões de pessoas 70% de toda a Energia produzida será renovável.Oito paises possuem 81% de toda a reserva mundial de petróleo,Seis paises detém 70% de todas reservas de gás natural e Oito paises possuem 89% da reserva total de carvão mineral.por outro lado a maior parte dos paises da Asia,Africa e América Latina inportam metade de Energia para uso comercial.Estes paises,em geral,vendem produtos agricolas a um preço baixo e compram energia a preços cada vez mais elevado.gerando resultados bastantes desfavoráveis em suas balanças comercias.
As previssões mais otimistas estimam que em 50 Anos haveria dificuldade para se manter funcionando Motores a base de derivados de petróleo,por isso temos que se preparar.

BONFIM CRATEÚS
FORTALEZA - CE.
TRANSFORMANDO DESAFIOS EM CONQUITAS.

 
18.07.2008 - 11:47
Votos: +0

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