Iniciativas se espalham por Santa Catarina |
|
|
| segunda, 16 julho 2007 . Diário Catarinense | |||||||||
|
Ainda que incipientes, as iniciativas se multiplicam. A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado (Fetaesc) fechou contrato com a Brasil Ecodiesel para fornecer sementes de girassol que serão transformadas em biodiesel na recém- inaugurada usina da empresa, em Rosário do Sul (RS). Outras pequenas usinas se instalam no Oeste. No Planalto Norte, produtores pleiteiam a instalação de uma usina na divisa com o Paraná. Do contrato da Fetaesc com a Ecodiesel, inicialmente, previa-se plantação de 20 mil hectares, mas restaram cinco mil e os rendimentos não foram os esperados. Em Dionísio Cerqueira, no Oeste a Biofronteira está terraplenando terreno para instalação de uma usina com capacidade para 45 toneladas por dia, com possibilidade de expansão para 60 toneladas diárias. Em Campo Erê, também no Oeste, a CoopErê instala usina nas mesmas condições. De acordo com o consultor da CoopErê e diretor da Biofronteira, Carlos Alberto Lucas, a documentação das duas usinas está pronta e ambas esperam absorver a produção de cerca de cinco mil pequenos agricultores rurais, respeitando o percentual determinado por lei de que 30% devem ser comprados da agricultura familiar. - Estamos preparados para moer oleaginosas, mas nossa maior expectativa é com relação à gordura animal. No Oeste, a produção é de 500 toneladas por dia de gordura animal proveniente de frango. E ainda existe o potencial dos suínos - alerta. Em Canoinhas, no Planalto Norte, divisa com o Paraná, projeto iniciado em 2004 através de seminários e estudos dos desafios avalia a inserção de famílias da região na produção de oleaginosas. Engenheiro agrônomo da Epagri em Canoinhas, Adriano Martinho de Souza revela que os agricultores da região pleiteiam junto à Petrobras que a usina em construção no Paraná seja em São Mateus do Sul. Monte Castelo à espera da usinaO terreno já está pronto. Resta agora aguardar até que inicie a construção da usina para a produção de biodiesel em Monte Castelo, no Planalto Norte. Além do uso de girassol, a unidade vai trabalhar também com sebo animal.O óleo jogado fora por lanchonetes e restaurantes também poderá ser utilizado no processo. Pelo menos R$ 13 milhões devem ser investidos na usina, que terá capacidade de produzir 30 milhões de litros do combustível ao ano. A área escolhida para abrigar a usina fica às margens da BR-116 e o terreno é cortado pela ferrovia. Toda a produção será escoada de trem até as refinarias da Petrobras, em Araucária (PR). Segundo o prefeito Sirineu Ratochinski, alguns pré-contratos para exportar o biodiesel já foram assinados. A previsão inicial era de começar a produzir ainda este ano, mas, por falta de recursos, o empreendimento ainda não começou. Para iniciar a obra, os diretores da empresa buscam recursos em bancos de fomento para dar seqüência ao projeto. O objetivo é conseguir 80% do valor do empreendimento por meio de financiamento. Há dois anos, iniciou-se a negociação para que a usina fosse instalada em Monte Castelo. No início, revela o prefeito, a meta era a comercialização de combustíveis, mas o projeto evoluiu. A usina terá capacidade de produzir 100 mil litros ao dia e terá como base o etanol, fazendo com que o produto tenha condições de substituir o diesel convencional.
Estação sem sobras de resíduos no Meio-OesteA primeira usina de produção de biodiesel sem sobra de resíduos foi fabricada na empresa Fast, de Capinzal, no Meio-Oeste. Composta pela junção de cerca de cem equipamentos, a usina foi montada dentro da fábrica da Fast, e teve seus primeiros testes em maio desse ano.A usina pode produzir biodiesel a partir de óleos vegetais (canola, mamona, girassol, etc), gordura vegetal (gordura de frango, sebo bovino etc) ou as duas matérias-primas misturadas. De acordo com o proprietário da empresa, Marius Juliano Farina, a grande diferença do sistema desenvolvido pela Fast é que, da forma convencional, a decantação é natural e a limpeza feita com água, com resíduos até o processo final. Trabalhando há dois anos no projeto da usina, a empresa agora procura possíveis compradores. O foco de venda são as grandes cerealistas, cooperativas agrícolas e de transporte rodoviário e urbano e agroindústrias. Por enquanto nenhuma empresa comprou a usina, mas a empresa já encaminhou mais de dez projetos a indústrias nacionais. Os custos para o projeto e a implantação de uma usina não foram revelados pela empresa. Entretanto, conforme o encarregado de desenvolvimento de negócios do biodiesel da empresa, Ubirajara Cabeda, o estudo de viabilidade econômica do projeto aponta que, em média, o retorno do investimento ocorre em um ano e meio. A capacidade de produção da usina varia entre 250 litros por hora e 15 mil litros por hora. Os projetos são feitos conforme a necessidade de cada cliente. Há aproximadamente 30 dias a Petrobras mandou óleo de mamona - um dos mais difíceis para a produção de biodiesel - para a empresa fazer testes. Outro ponto positivo da usina é o fato de, por obedecer as normas do Protocolo de Kyoto, ter potencial para a venda de crédito de carbono. Textos Relacionados:
Comentarios (1)
![]() Escreva seu Comentario
|
|||||||||