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Seg22092014

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Furb desenvolve biogasolina em larga escala

Depois de produzir biogasolina a partir do reaproveitamento de resíduos gordurosos, a Furb desenvolve protótipo industrial para viabilizar a produção em larga escala do biocombustível que pode ser usado como aditivo na gasolina da Fórmula 1. A pesquisa obteve reconhecimento internacional, com artigos em importantes publicações científicas, por estar em processo contínuo de aperfeiçoamento e tão perto de ampliar a escala de produção, que hoje se resume a uma quantidade pequena ou até irrisória para testes.

O protótipo, desenvolvido por pesquisadores, professores e alunos da universidade e que começará a ser construído até o final deste ano, terá capacidade de produzir 20 mil litros de biogasolina e outros 20 mil litros de biodiesel por mês. Quando pronto, a tecnologia será transferida para empresa produtora de resíduo gorduroso que irá reaproveitar o material para produzir os biocombustíveis. Em troca, irá pagar royalties a Furb, que detém 50% da propriedade intelectual da unidade, e a Unicamp.

– Até então, nas escalas piloto o objetivo é desenvolver condições economicamente viáveis para ampliar o processo. Agora que os problemas técnicos estão resolvidos, vamos adequar para atender determinada demanda – explica o professor Henry França Meier, doutor em Engenharia Química, pesquisador e coordenador da Incubadora de Empresas na Área de Pretróleo, Gás e Biocombustíveis da Furb.

O biocombustível é feito a partir do aproveitamento de resíduos gordurosos, como óleos usados em frituras e os obtidos em abates de animais. A ideia nasceu no doutorado do engenheiro químico pela Furb, Vinicyus Rodolfo Wiggers, que desenvolveu o trabalho na Unicamp, e o colocou em prática nos laboratórios de Engenharia Química e Química da Furb.

– Esse processo colocará a universidade em um patamar diferente do que vem acontecendo. Produzir tecnologia, transferir para empresa e isso voltar em royalties acontece em poucas universidades do Brasil – ressalta Meier.

Em razão das características da biogasolina e do volume de produção, que ainda é baixo se comparado ao mercado de combustíveis fósseis, ela não será usada em substituição à gasolina, mas como aditivo para melhorar o desempenho do motor, explica Wiggers.

O uso da biogasolina melhora a qualidade das emissões gasosas, diminuindo a agressão ao meio ambiente. Um dos segmentos interessados é a Fórmula 1, explica o doutor em Engenharia química, coordenador do mestrado na área na Furb, Antônio André Chivanga Barros:

– A Fórmula 1 tem sido utilizada como um grande laboratório para o desenvolvimento de motores e combustíveis. E nos próximos anos vão incluir a adição de biocombustíveis. Isso vai criar expectativa grande no sentido de fabricar este produto para suprir a demanda.

DAIANE COSTA

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