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Delfim Netto desfaz os mitos sobre a produção de biocombustíveis

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sexta, 23 novembro 2007 . TV Morena   
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O Brasil precisa investir mais em pesquisa para não perder o ‘estado de arte’ que desenvolveu na produção de etanol e aprimorar sua tecnologia na área de biodiesel. A avaliação é do economista e ex-ministro da Fazenda e da Agricultura, nas décadas de 60 e 70, Delfim Netto, que ministrou palestra em Campo Grande na manhã desta quinta-feira (22), na Feira de Negócios Rurais, do Sebrae/MS.

Na avaliação do ex-ministro se trata de um mito as projeções que vêm sendo feitas pelo governo brasileiro de que o País dominará o mercado mundial dos biocombustíveis. No caso do biodiesel, ele revela que a Europa, que seria um grande mercado em potencial, tem até 2015 uma estimativa de crescimento da produção exatamente no mesmo patamar do consumo.

“Em 2012 o Brasil produzira cerca de 9% de todo o biodiesel produzido no mundo. Seremos um importante produtor, mas não para a exportação e sim para o nosso mercado interno. É lógico que exportaremos, mas será pouco. O biodiesel para o Brasil não é apenas mais uma alternativa de combustível, pode ser um transformador social, beneficiando principalmente os pequenos produtores rurais”, explicou.

Em relação ao etanol, Delfim Netto revelou que somente este ano o governo norte-americano destinou US$ 500 milhões para cinco universidades desenvolverem projetos relacionados a hidrólise enzimática, um processo feito por meio de enzimas que pode até triplicar a produção de etanol a partir de matérias primas que já são utilizadas, como a cana-de-açúcar, o milho, o arroz, a soja e outros.

“Por isso precisamos investir em tecnologia para não perder o ‘estado de arte’ na produção. E não é para exportar, é para no futuro não termos que importar deles o etanol e o biodiesel porque eles têm preços mais competitivos”, afirma o economista, lembrando que somente em 2006 os EUA investiram US$ 320 bilhões em pesquisa e desenvolvimento, enquanto que o Brasil destinou para a área apenas US$ 9,5 bilhões.

O ex-ministro fez questão de desfazer na palestra outro mito sobre os biocombustíveis no País, a de que o avanço das culturas destinadas a produção do etanol e do biodiesel, como, por exemplo, a cana-de-açúcar, ameaça a produção de alimentos.

“Dos 851 milhões de hectares de área total do Brasil, 463 milhões são de área de preservação, estando ai incluído os 350 milhões de hectares da floresta amazônica, 220 milhões são de área de pastagem, 72 milhões são de áreas cultivadas e ainda temos 96 milhões de hectares de áreas potencialmente cultiváveis, ou seja, não precisamos devastar a floresta amazônica para aumentar nossa área de plantio. Basta aproveitar o que já temos disponível”, afirmou.
Revista BiodieselBR
Comentarios (4)add comment

Ananias Baracuhy disse:

  Concordo com o Ex.Ministro da Agricultura,Professo Delfim Neto quanto ao nosso potencial de se produzir alimentos e bioenergia.Está certo ele quando enfatiza mais esforço,mais recursos para as pesquisas,dos 70 milhões de ha.que hoje exploramos ainda falta potencialisarmos o seu aproveitamento,existe muitas áreas subutilisadas por falta de conhecimento técnicos e etc... portanto o nosso potencial de produção agrícola é invejável,na amazônia,sem que precise agredir a floresta,poderemos explorar o dendê para uma gigante produção de biodiesel e aproveitar o período das baixas dos rio para se cultivar arroz.Segundo Jack Custeux,dá para alimentar seis bilhões de pessoas.
1

23.11.2007 - 12:25

prof. Cézar disse:

 
Desculpe a ignorância e a ousadia Sr. Ministro da época do "plante que o João Garante" e da inflação de 30% a.m., mas não sei como - mesmo com a farta injeção de recursos em pesquisas - os EUA e os países da U.E. teriam como aumentar significativamente a produção de biocombustíveis sem prejudicar a produção de alimentos e sem expulsar ainda mais os agricultores para as cidades.

Na verdade, os programas atuais deles não são para suportar o crescimento vegetativo da frota/consumo, mas a sua substituição quase que integral por veículos a biocombustíveis, visando à menor poluição, à segurança energética, a pressão das populações e os menores custos ante os derivados fósseis.

Eles não têm mais áreas livres, muito menos clima adequado (6 a 7 meses de neve e/ou baixa luminosidade) e muito menos água suficiente, ainda mais agora com o já certo aquecimento global e seus incêndios e devastações (a não ser que passem a cultivar em laboratórios e estufas, o que pela área necessária e pelos altos custos é bastante improvável).

Passado é passado e, nos dias atuais, o Brasil e alguns países mais pobres, nasceram agraciados com bom clima, boas terras, boa luminosidade etc... Em biodiesel, será a vingança do agreste e o inicio do "sertão vai virar mar" VERDE, como os "mares de cana" de Sampa.

2

25.11.2007 - 00:24

Jaime Altoé disse:

  A natureza ofereceu ao Brasil uma generosidade, somos grato à isso, obrigado mãe natureza. O País não investe em tecnologia, basta observarmos os números, pobre país, pobre povo que fica observando as coisas acontecerem e não reagem. Vejam os acontecimentos politicos verdadeiros ladrões são apresentados dentro da classe aos montes e nada acontecem. Veja o caso do malandro e pilantra do nosso ex-presidente so Senado, 3º. homem do Brasil, verdadeiro cara de pau.... da Republica das Alagoas.....até quando, cadê nossos universitários que não reagem, nada fazem, me lembro da musica de Geraldo Vandré....... sei lá por onde anda, deve estar maluco, judiaram dele.....cadê os investimentos na Universidades para pesquisas, migalhas, assim não vamos a lugar nunhum, acorda Brasil........saber que os americanos estão comprando nossas Usinas Alcoleiras, porque já dominam o restulho que jogamos fora das usinas promovendo a Hidraolise Enzimatica e produzindo 3 X mais etanol......Acorda Brasil.......Acorda Elefante Branco.

Jaime Altoé/Maringá-PR.
3

18.12.2007 - 15:53

Anderson Luis Heling disse:

  O Brasil possui clima e solo favorável a produção de biodiesel, mas a união européia e os eua não querem que nós o produzimos, eles querem que sejamos eternos fornecedores de alimentos baratos para eles e para a produção de ração para seus animai e lançam um mito sobre o biodiesel e a amazônia, também falam sobre a alta do preço dos alimentos, mas se esquecem de que na China e Índia as classes mais baixas estão consumindo mais e com cerca de 3 bi de pessoas consumindo mais a tendencia do preço é subir, também o aumento do preço do petroleo que nos anos 70 estava US30 e hoje esta na casa dos US100 e o petroleo esta presente em toda cadeia produtiva de alimento, outro fato que faz com que os alimentos tenham alta de preço é a alta dos insumos agrícolas, e muitos outros fatos que fazem com que o preço do alimento suba. Também vale ressaltar que grande parte da divida externa da Africa é oriunda da importação de petróleo e o biodiesel é uma solução para aquela região que tem clima e solo favoravel a produção de oleaginosas. O biodiesel também é uma fonte de renda para as regioes norte e nordeste, pode levar a industrialização a estes lugares gerar divisas para o país gerar empregos e desenvolver a indústria nacional, tudo isso sem agredir um m2 da amazônia pois os mecados consumidores não estão lá então não compensa produzir lá.
4

25.09.2008 - 21:27

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