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Cummins foca o Nordeste nos testes de biodiesel

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segunda, 16 julho 2007 . Gazeta Mercantil   
Região Norte também está no programa mundial da empresa para fontes alternativas.  A Cummins Brasil, com sede em Guarulhos (SP), incluiu os mercados do Norte/Nordeste na rota do programa de desenvolvimento de novos combustíveis, um dos focos de novos negócios da companhia.  "Essas regiões têm características bastante específicas, diferentes no clima e mesmo de fonte oleaginosa, comparadas ao Sul e Sudeste, e queremos entender como nosso produto se comportar", diz o gerente de marketing da divisão motores, Luís Chain Faraj.

Dentro da proposta, a companhia acertou acordo com a Brasil Ecodiesel, cliente na compra de grupos geradores, para testes de avaliação do desempenho do biodiesel, na usina em Floriano, no Piauí.  A intenção é também estender para aplicação em caminhões na região, segundo explicou o executivo, que esteve em Fortaleza para palestra sobre biodiesel.  Manaus, com visita prevista para agosto, também integra o roteiro.

Até agora, a companhia acumula cerca de 400 mil quilômetros rodados no País, em veículos equipados com motores Cummins e abastecidos com 5% de mistura de biodiesel (B5) ao diesel.  "Mas qualquer motor, máquina, grupo gerador Cummins pode operar hoje com esse tipo de combustível", assegura Faraj.  Segundo o executivo, o mercado fala em 2% de concentração, o conhecido B2, mas a empresa já avançou nesse sentido.  "Até fim do próximo ano 100% da linha da Cummins poderá operar também com B5, além do diesel", adianta, ao apontar que o programa de novos combustíveis faz parte da estratégia mundial de negócios da Cummins, pioneira na pesquisa e desenvolvimento de motores que funcionam com combustíveis derivados de biomassa.

Na avaliação de Faraj, o Brasil está avançando na produção de biodiesel - a capacidade de produção das 28 plantas autorizadas soma 876 mil litros, enquanto os 2% (B2) de concentração previstos para 2008, representariam 735 milhões de litros.  De janeiro a abril deste ano, foram produzidos cerca de 70 milhões de litros de biodiesel, volume semelhante a 2006.  O consumo anual de diesel, por sua vez, chega a 36,7 bilhões de litros, números de 2006.

O programa de novos combustíveis da companhia segue com o B20, aprovado nos Estados Unidos em março deste ano.  "A meta para o Brasil é testar esse combustível durante este ano e o próximo.  Em janeiro de 2009, no máximo, vamos concluir e formalizar o projeto e informar ao mercado que a Cummins está pronta para operar com o B20."  Essa concentração vai atender motores até 15 litros .

"Vamos rodar 500 horas um dos testes para homologar o B20 em nossos motores", acrescenta.  Faraj diz que testes realizados com o combustível mostram que, além da vantagem de redução de monóxido de carbono, o motor não perde rendimento.

Para a Cummins, o aperfeiçoamento de um combustível alternativo com as características do biodiesel tem forte apelo de negócios em todo o mundo.  A título de pesquisa pura, vai trabalhar ainda o B100, "para entender o comportamento do motor".  Estudos e testes práticos com o combustível começaram em agosto de 2001 e, envolvem ensaios de laboratórios para análise de características físico-químicas; de desempenho e de emissões de gases; de durabilidade em dinamômetro e em campo, em parceria com diversos institutos de pesquisas e com fornecedores de peças e componentes.

Na avaliação de Faraj, o Brasil tem muitas vantagens em relação ao biodiesel, em razão da diversidade de disponibilidade de oleaginosas cultivadas que vai da mamona, palma, dendê, soja, gordura animal, por exemplo, sem ficar amarrado a apenas uma fonte, mas tem ainda desafios técnicos em relação ao novo combustível.  É o caso da glicerina que poderá causar carbonização dos bicos injetores, entupimento do filtro de combustível e formação de sedimentos.  Além disso, dos resíduos da transesterificação em função de depósitos nos bicos injetores e/ou entupimento do filtro de combustível; do álcool residual - compatibilidade com os elastômeros, juntas e corrosão do sistema de injeção; e da estabilidade a oxidação.  "Precisamos ter cuidado muito grande com a qualidade do biodiesel", afirma.

Revisão de metas

Da fábrica em Guarulhos saíram ano passado 70 mil motores, a mesma quantidade de 2005.  As projeções para este ano indicavam 65 mil unidades, mas os números foram revistos para 76 mil em função do aquecimento da economia.  Melhor produtividade agrícola, que desencadeou a venda de caminhões, e de máquinas de construção, com ano atípico em função da necessidade de crescimento do PIB, refletem de forma positiva nos negócios da empresa.  A companhia abastece 100% da linha Ford de caminhões, metade da Volkswagen, além de atender segmento fora de estrada.

Ano passado, exportou 15 mil motores, aumento de 14% sobre 2005 (13,2 mil).  As vendas de motores corresponderam a US$ 517 milhões em 2006, diante dos US$ 430 milhões, do exercício anterior.  Na América Latina os negócios atingiram US$ 739 milhões, diante dos US$ 613 milhões, incremento de 21%.  O número de funcionário na unidade paulista também evoluiu, fechando em 1,2 mil, diante dos 1,053 mil do ano anterior.

No Brasil desde 1974, a companhia projeta para este ano e o próximo investimentos da ordem de R$ 55 milhões, recursos incluídos no programa definido em 2004 e que contempla R$ 205 milhões, no global.  Recentemente, concluiu a implantação de uma das mais modernas linhas de usinagem de cabeçote para motores eletrônicos, resultado de aporte de US$ 36 milhões, e em condições de produzir 70 mil unidades por ano, a maior parte destinada ao mercado externo.

A média anual de aportes em pesquisa e desenvolvimento da Cummins chega a US$ 10 milhões.  A companhia também investe na capacitação profissional e de distribuidores por meio da Universidade Cummins, estratégia considerada fundamental para sustentar o crescimento.

A instituição formou 36 pessoas, mas o objetivo é atingir 100% da rede da companhia, que tem cobertura territorial atendida por10 distribuidores, além de 12 filiais.

Adriana Thomasi

Revista BiodieselBR
Comentarios (3)add comment

Emmanuel de Jesus pereira :

biocombustíveis
Não sei por quê o Maranhão não se insere nesse contexto.Temos terras,clima, pluviosidade invejável, rios, lagos e lagôas. Temos o maior porto em calado das américas e menor distancia para os mercados norte-americnos e europeu.Planto pinhão manso e Neem indiano e acredito que em relação aos outros estados, temos a melhor logística barateando em última análise o custo de produção.

tel:0xx98-32233807/88051145
 
25.07.2007 - 17:50
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Telmo Heinen - Formosa, Goiás :

E daí, pergunto eu:
E daí, qual é a sua conclusão diante do que afirma em seu escrito?
O Senhor só não sabe porque o Maranhão não se insere neste contexto? Eu sei, porque é o MARANHÃO... palavra cujo significado na lingua dos indígenas quer dizer "uma grande mentira"!!!!

Abs, telmo heinen @yahoo.com.br
 
25.07.2007 - 22:52
Votos: +0

Edivaldo D Ferraz :

Bio Diodiesel
Ambos tem a suas teoria mas faltou compreensão ,pois o maranhão tem tudo para ser um grande exportador de diodiesel, mas quanto ao porto todos nos sabemos que o maior e o de Santos-SP, agora devemos preoculpar com o futuro e dar mos um passo a frente , o que falta para o povo brasileiro e coragem, vamos ser indepedente ,chega d nos explorarem agora e nossa vez , acredito na potencia do nosso país , falta por em prática aquilo que é exposto no papel ou em labios humanos.
 
12.03.2008 - 10:52
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