Biocombustíveis sob fogo |
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| quinta, 08 novembro 2007 . O Estado de S. Paulo | |||||||||||||||
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Os biocombustíveis estão sob ataque. E não só por obra de Fidel e Chávez. Crescem as críticas de organismos internacionais de que a corrida para a substituição de derivados de petróleo por sucedâneos renováveis produz alta dos alimentos e problemas ambientais. Todos os dias aparece alguém em algum fórum internacional para denunciar que o Brasil está ajudando a devastar a Amazônia ou que os canaviais estão tomando áreas antes destinadas à produção de grãos. O relatório da FAO (Food and Agriculture Organization), ligada à ONU, que deve sair nesta semana, apontará redução dos estoques mundiais de alimentos a seu nível mais baixo em 25 anos. Em relatório da ONU, o economista suíço Jean Ziegler, que já combateu grandes corporações, agora afirma que essa produção de biocombustíveis é “um crime contra a humanidade”. Até o Fundo Monetário Internacional advertiu que a iniciativa pode estar “reduzindo a área agricultável e a oferta de água”. Ontem o Guardian, de Londres, publicou matéria (O apetite do Ocidente por biocombustíveis causa fome no mundo pobre) em que descreve uma profusão de horrores produzidos pelos programas de etanol e biodiesel. A Renewable Fuels Association informa que, só nos Estados Unidos, há 129 unidades produtoras de etanol, das quais cerca de 50% começaram a produzir em 2005. Lá, a matéria-prima é o milho, que tem enormes subsídios do Tesouro americano. Mais de metade da gasolina vendida naquele país contém certa dose de etanol. Depois que o presidente Bush lançou o programa do etanol, que se propõe a produzir 132,5 bilhões de litros etanol em 2017, os preços do milho dispararam, levando com eles os da soja, do trigo e das carnes. (Veja gráficos.) Ninguém ignora o impacto da inflação no México depois que saltaram os preços da tortilla (alimento básico), que é feita de milho. Os preços não estão em alta só porque os Estados Unidos passaram a produzir etanol de milho, mas também porque apenas na Ásia, a cada ano, mais de 50 milhões de bocas, antes excluídas do sistema, se abrem para o mercado de consumo. A maior parte das críticas não é sequer honesta. Usa a onda para encorpar velhas jogadas protecionistas. Além disso, o galope dos preços tem tudo para empurrar ainda mais a produção, tanto de alimentos como de matérias-primas para biocombustíveis. A guerra de ecologistas e defensores de pobres e oprimidos contra os biocombustíveis está tomando corpo. O esforço para reduzir a dependência do petróleo (agora perto dos US$ 100 por barril) e garantir energia limpa parece sob risco. É preciso mais do que lero-lero oficial para defender o etanol e o biodiesel, dois produtos em que o Brasil é campeão. Textos Relacionados:
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Telmo Heinen
disse:
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| Economista é um cara especializado em dizer amanhã, porque não deu certo aquilo que previu hoje... Portanto, este suiço aí é mais um bola murcha repercutido por jornalistas ignóbeis e para jornalistas vocês sabem, números são sempre uma "Má Temática" É da ONU e não sabe ou "não quer saber" que a fome no mundo não exisrte por falta de comida... e sim por falta de renda muitos não tem acesso a comida que sobra... Chô, chô Jean Ziegler e o jornal Estado de São Paulo... de novo a mesma lorota ? Att, telmo heinen @yahoo.com.br 1
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| A produção de biocombustíveis pode interferir sim no preço dos alimentos que estão relacionados de modo direto ou não com a planta que serve para os dois lados. Mas essa discussão é muito mais lógica nos países com limitações grandes de espaço e clima ou mesmo tecnologia/gargalos(como é o caso dos EUA com o etanol). Planejamento sério e meios de controle são pré-requisitos para que um país que disponha de espaço, clima e tecnologia não enfrente esse problema...até um certo ponto, porque a produção de um ou outro continua tendo suas demandas e seus limites. O Brasil tem sua Embrapa e instituições sérias de pesquisa que tem competência sim de fazer esse planejamento, mas sem consciência da maior parte da nação, principalmente a que atua no meio rural, não adianta se assegurar em números como 120 milhões de hectares de zonas agricultáveis possíveis e se basear no blablabla da bandidagem política do planalto. Do jeito que é uma bagunça a política brasileira, não duvido que um país que tenha tudo pra dar certo... dê errado. 2
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| Esse discurso está sendo entoado por interesses da côrte do Petróleo,que possuindo imensos recursos de toda natureza inclusive mídia internacional,não titubeia em usar qualquer recurso para deter a marcha dos biocombustíveis.È preciso que se diga que a mentira várias vezes repetidas se torna verdade pelo menos por algum tempo.Este Jean Zeagler é um dos destaques desta semana aparecendo com frases de efeito."E crime de Lesa Humanidade se Fazer Biocombustíveis",é um relatório recheiado de muitas cretinices e muita mentira. Se sabe que grãos estão subindo por três razões fortes de mercado que são:chineses,indianos comprando fortemente alimentos motivados por inclusão social,são mais de 50 000 de bocas a cada ano e os biocombustíveis... Se sabe também que sempre que aparece gente podendo pagar por alimentos,eles aparecem...não falta alimentos,é uma questão social... Se sabe também que existe terras agricultáveis em várias partes do mundo,Brasil no meio,que podem ser exploradas e que não eram antes, por falta de a quem vender a produção,a prova disto são os pesados subsídios que os americanos e europeus pagam a seus agricultores para segurar suas atividades no campo... Com o declínio do petróleo por escassez e por ser combustível sujo,a alternativa para essa questão é biombustíveis,pelo menos por enquanto e é claro que aonde há demanda,há elevação de preços... Portanto,um artigo que revela a agonia de quem não quer perder poder hegemônico e pelo poder que têm,isso vai render muito.... Na minha opinião trata-se de relatório falso,cheio de mentiras,feito por pseudos técnicos muito bem pago pelo lobby do petróleo... 3
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| O país mais arrogante do mundo tira a tortilha da boca do mexicano e coloca no tanque do carro. Assim não dá pra defender os biocombustíveis! Milho tem que ser transformado mesmo é em frango, pato, perú, pão, cuscus, etc. Essa aberração e desrespeito a natureza tinha que ter partido do país que elegeu Bush. 4
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| Meu caro Gilson Leite de Moura há um equíuvoco em se atribuir a tirada da tortilha do mexicano ao biocombustivel.O vilão desta aberração chama-se Subsídio.A prática dos americanos e europeus é subsidiar fortemente suas culturas para gerar emprego no campo e vender produtos subsidiados no seu mercado e as sobras serem vendidas mundo a fora...Nós brasileiros,devemos ter bem na memória o caso do algodão americano que o Brasil representou junto a OMC e ganhamos... No caso Mexicano,eles agricultores mexicanos nunca que poderiam produzir milho em suas terras pois o milho subisidiado americano chegava nas mesas dos mexicanos muito mais barato causando o desemprego dos mexicanos como causou o desemprego de milhares de brasileiros na cultura do algodão entre outras distorções... Com a chegada do etanol americano,mesmo subsidiado,seu mercado interno consome todo milho produzido,os americanos que tinham um estoque de 200 000 000 ton de milho,hoje seus estoque andam em apenas 10% disto e eles não interessam em exportar...resultado,existe uma demanda não atendida no mercado do milho pois o maior produtor do mundo deixou de exportar...o que deverá acontecer?os mexicanos,com o produto colocado no seu valor real,irão produzir milho para a sua alimentação... Portanto,culpar os biocombustíveis pelo caso das tortilhas mexicanas não está apontando o verdadeiro culpado.Na minha opinião,o verdadeiro culpado por esta distorção são os subsídios dos paises ricos,principalmente os EUA aplicados a vários produtos agrícolas. Nós temos terras para produzir alimentos e bioenergia... 5
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| Na verdade ninguem sabe o sera o futuro. A sustentabilidade do crescimento e do consumo esta precaria. Nos tornamos uma europa antes mesmos de termos a vida boa deles. Temos agora de cuidar do meio ambiente como eles. Nao podemos destruir o mundo como fizeram os ingleses e os espanhois quando tinham a hegemonia no mundo e como tambem fizeram os americanos e o ainda fazem e agora os famigerados tigres asiaticos em sua maior expressao a china. Nunca chegamos a ser a bola da vez e quando temos a real possibilidade de se-lo jogamos fora mais uma vez. Ate a Argentina esta na nossa frente em biodiesel. Nao podemos ser timidos nesta area, temos tudo pra refazer a historia energetica do mundo. 6
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| Quem esta interessado nas tortillas dos mexicanos. Eles que vao plantar e se nao tiverem terra suficiente parem de fazer filhos e estabeleçam um nivel populacional condizente com sua produção agricola. 7
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