Benjamin Steinbruch: Despautério |
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| terça, 22 abril 2008 . Folha de S. Paulo | |||||||||||||
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PRONTO, UM funcionário da ONU descobriu os responsáveis pela inflação internacional e pela fome no mundo: os produtores de biocombustíveis, entre eles o Brasil. Não há espaço para pilheria nessa matéria, porque alimentação é certamente o tema mais importante para humanidade, em qualquer tempo. Faço três considerações sobre o assunto: A primeira diz respeito à fome, uma ameaça séria, que pode atingir até 2 bilhões de pessoas, 30% da população mundial. Mas esse problema não começou hoje nem ontem. É secular e tem sido um flagelo para regiões pobres, principalmente na África. A segunda consideração é sobre culpados pela elevação de preços e escassez atual de alimentos. Responsabilizar produtores de biocombustíveis por esse problema e acusá-los de crime contra a humanidade, como fez o relator da ONU para o direito à alimentação, Jean Ziegler, é um evidente despautério. Fatores muito mais importantes explicam distorções na produção mundial e elevação de preços de alimentos. Subsídios oferecidos pelos EUA e pela Europa a seus produtores ineficientes, por exemplo, há décadas forjam preços irreais e impedem países pobres de desenvolver culturas que poderiam elevar a oferta de alimentos. Essa competição desleal é criminosa para com países subdesenvolvidos da África e de outros continentes, porque os obriga literalmente a comer na mão do Primeiro Mundo, mediante doações e programas de ajuda. Países como Burkina Fasso, Benin, Mali e Chade tiveram suas produções agrícolas sufocadas ao longo de décadas pela concorrência desleal provocada pelo subsídio americano, principalmente no algodão. Barreiras fitossanitárias são a forma da moda para barrar a concorrência de produtores de alimentos de países emergentes. Ainda hoje, a União Européia bloqueia a entrada da carne brasileira no bloco, o que frustra investimentos brasileiros para aumentar a oferta e reduzir preços. Enquanto isso, os londrinos são obrigados a pagar o equivalente a R$ 80 por um quilo de filé, que custa de R$ 15 a R$ 20 em São Paulo. A enorme alta do petróleo é outro fator que explica a inflação mundial, com efeitos sobre os preços agrícolas via fertilizantes e outros insumos. Além disso, condições climáticas tiveram forte impacto para reduzir as safras na Austrália, na Ucrânia e em vários outros países. A terceira consideração diz respeito ao Brasil, o maior incentivador mundial dos biocombustíveis. A produção do álcool no país já se mostrou viável. É uma saída para prolongar o ciclo dos combustíveis líquidos, ameaçado pela extinção das reservas mundiais de petróleo. Mas o Brasil deve encarar o problema com humildade. Em alguns casos, reconheça-se, a cana ocupou terras muito férteis. Mas, até agora, seu avanço não prejudicou em nada a produção de alimentos, que segue em expansão. A cana ocupa 5% da área cultivada brasileira, metade para álcool e metade para alimento (açúcar). É preciso, portanto, avançar na produção dos agrocombustíveis, lembrando que a cana concorre direto com áreas de pastagens, que, graça a Deus, temos de sobra. Generalizações como a do relator da ONU são perigosas e ofensivas. Há grande diferença entre o álcool de cana produzido no Brasil e o de milho, nos EUA, que já destinam 30% da safra desse grão para o combustível. Dar prioridade à agricultura de alimentos é atitude correta e generosa. Mas é intelectualmente desonesto tentar atribuir responsabilidades pela miséria e pela fome a culturas ainda embrionárias de agrocombustíveis. BENJAMIN STEINBRUCH, 54, empresário, é diretor-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional, presidente do conselho de administração da empresa e primeiro vice-presidente da Fiesp. bvictoria@psi.com.br Textos Relacionados:
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Shigueo Watanabe Jr
disse:
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| Vou utilizar um raciocínio semalhante ao do Sr.Ziegler. Um suíço come em média 50 kg de carne por ano. Ele vive mais de 60 anos comendo carne. Durante sua vida, terá comido 3 toneladas de carne. No Brasil a produtividade é de 2,5 ha / tonelada de carne. Assim, cada suíço irá destruir 7,5 ha de floresta tropical. A populaçào suiça cresce a uma taxa baixa de 7.000 suiços por ano. Assim, a cada ano a Suiça é responsável pela derrubada de 7 km2 de floresta. Propomos, portanto, que se proíba a produção de suíços. Eles derrubam nossa floresta e ainda por cima forçam a alta do preço dos alimentos. 1
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| O mundo inteiro agradeceria ter um órgão com autoridade suficiente que no passado tivesse dado uma ordem contra a invasão do Irak e essa tivesse sido obedecida. Hoje só lamentamos. A invasão aconteceu, a ONU quase desapareceu de tão desmoralizada e os recursos torrados numa guerra comprovadamente desnecessária dariam para alimentar por muito tempo a humanidade ou ensinar técnicas agrícolas aos africanos famintos. Ha quanto tempo, africanos e nordestinos passam fome, mas somente com o aparecimento dos biocombustíveis, hipocritamente se "descobre" que a fome existe. É aquela historia da pimenta no dos outros... Não arde nada no nosso. O agricultor precisa ser protegido! Comida tem que ter preço justo para justificar o trabalho dessa classe que sempre nos alimentou. Acho que o Brasil tem uma dívida de gratidão com a África, e o melhor pagamento agora seria ensiná-los a plantar produtivamente. O resto do mundo "balofo " e de “cara rosada” tem que nos comprar a preço justo pagando o suor da nossa cara. Já nos exploraram demais. 2
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| A EXCLUSÃO CONTINUA Há décadas a America do Norte e a Europa vem enfiando goela abaixo, Caminhões, Carros, Insumos, Taxas e Impostos Altíssimos nos produtos por nos exportados, inviabilizando a agricultura em geral nos países subdesenvolvidos, decretaram a falência do sistema ferroviário e sua expansão no Brasil, as ultimas 4 décadas de perdas de alimentos que ficaram nas plantações, nos silos, terreiros e estradas de terra sem manutenção, atolados nos descasos de nossos governantes. Conhecidencia ou não, foi o inicio do PRO-ÁLCOOL, em que os carros com as adaptações de fabrica, faziam em média 6 Km/litro de combustível (álcool). O que eu quero falar é o seguinte, a ENGESA na década de 80 já pesquisava e testava o biodiesel derivado da mamona, e deram um jeito de Extingui-la também e junto com ela o Projeto do Biodiesel da época. O que o Governo através da Petrobras vem dando a entender é que estão querendo transferir o ônus da pesquisa de desenvolvimento de equipamentos e tecnologia para as empresas privadas, esquecendo a responsabilidade social que recai sobre eles, pois no nordeste os pequenos produtores não têm condições de plantar e sobreviver de Soja, Algodão, Milho, Girassol para produção de Biodiesel, é inviável, falta clima, falta tecnologia, recursos e investimentos. E a mamona tem mostrado dia a dia, a sua capacidade e resistência de sobrevivência em climas adversos da seca. Estão descartando mais uma vez a Agricultura Familiar, mais uma opção de Renda para o pequeno Produtor. E depois reclamam do aumento das Favelas nas Periferias das Cidades, que hoje não é privilégio só dos grandes centros, as pequenas cidades também já sofrem este dilema. Estamos atrasados, nas ações, atitudes, nós temos nossa AFRICA inserida no BRASIL, só que ela é Branca< Amarela, Cabocla, Mulata e Negra, é Multi-Racial, até nisso o Brasil é COLORIDO. E se esta Política do Biodiesel continuar sendo direcionada para os grandes Grupos Empresariais, só vai contribuir para o aumento ainda mais da igualdade social- econômica, pois mais pessoas serão expulsas da Zona Rural para as Cidades, pois a Cana de Açúcar, Cultura do Citros, Reflorestamentos, Soja e outras culturas em plantio de longa escala comercial tem demonstrado isso. E a população Rural não esta preparada para fazer este trajeto e nem as Cidades estão prontas para recebê-las. A AGRICULTURA EXISTE PARA FIXAR O HOMEM NO CAMPO, NÃO PARA EXPULSA-LÓS (EXCLUI-LÓS). Edimilson Finotti - Tecno-Agropecuaria 3
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| Não se pode considerar o comentário deste rapazinho da ONU; é um grande mentiroso, sofismando para agradar a interesses excusos. E, na verdade, representa o seu papel, tentando induzir pessoas a acreditar numa besteira como aquela apregoada por ele. A chave da dominação está na concentração de poderes. Toda centralização é burra, e indica claramente o desejo de manipular as forças atuantes. No caso, a concentração financeira condiciona todos os movimentos, direcionando-os àqueles segmentos que mais lhes interessam. Perdida a hipótese de manipular, fica prejudicada a possibilidade de controle, exercidos por oligarquias mundiais. Concentram toda a produção industrial em torno do petróleo - aqueles que não se submeterem às suas exigências, ficarão sem a matéria prima básica. Aconteceu em 1913 (oleoduto Berlin-Bagdá) e em 1940 (produção industrial japonesa, que dependia em 95% das importações de petróleo da Exxon). Entretanto, a tentativa de consolidação do poder de império sempre cria antagonismos insuperáveis e, no mínimo, um mortal inimigo em potencial. Esta tentativa de submeter pessoas e países sempre foi fonte inspiradora de sentimentos de vingança milenares (caso do Oriente Médio) e serão resolvidos, no final, com a morte do último representante... 4
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| tai a prova que deus e brasileiro, deu-nos agua toda a amazonia,( morram), terras fertteis, aqui o vale do salite e o maior em terras ferteis do mundo ,se voçes estrangeiros pensam que o petroleo nao acaba, puro engano ja esta no fim, e voces burrosr tocando fogo em guerras,. azar no biodiesel mandamos nos brasileiros por favor nao se metam, e tirem os ladroes de madeira da amazonia ,vamos continuar a trabalhar o biodiesl e ninguem vai atrapalhar, temos longo caminho mas vamos conseguir, e otempo que falta para o petroleo acabar ha ha ha. 5
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| O Sr.Zeagler é um manipulador de fatos,um charlatão de diagnósticos,um malandro a serviço de interesses excusos... O Professo Rolemberg esta semana disse que nós temos 1.200 000 000 de hc de terras destinadas para agricultura e 10 000 000 de hc destinados para bioenergia...será que nessa proporção,os biocombustiveis estão interferindo na produção de alimentos??? Os Zeaglers da vida estão muito atentos para mostrar que o azul é preto... Contra o nossso etanol,estão mentindo deslavadamente dizendo que estamos deslocando boi para amazônia para seder espaço agricultável para cana,portanto etanol está sendo feito às custas da mata amazônica... Um charlatão desse porte não questionou em momento algum que os subsídios dos EUA e UE devastaram as agriculturas dos países pobres notadamente da África por impedir preços competitivos...aqui no Brasil destrossaram a agricultura do algodão,de exportador passamos a importador na década de 90,a lavoura de trigo nunca que deslanchasse por causa dos preços baixos subsidiados,a cana-de-açucar passou por crises grandes de mercado,nosso açucar não entra na Europa por causa do açucar de beterraba fortemente subsidiado... e por vai... Esse Sr.vem agora com esse discurso cínico de dizer que está preocupado com os pobres...vão morrer de fome... Graças a Deus que o ministro Celso Amorim está com o diagnóstico correto:vamos acabar com os subsídios e vamos enfrentar a crise de alimentos ombro a ombro,vamos fazer agricultura com produtividade sem proteção de subsídios que gera várias distorções e entre elas, o mau uso da terra, e etc.... 6
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