Volks Taubaté usa óleo biodegradável no sistema produtivo
Em caráter pioneiro no País, a fábrica da Volks Taubaté está adotando óleo vegetal biodegradável à base de componentes como girassol, algodão, milho, soja e canola para a lubrificação do sistema de ar comprimido das máquinas de produção. Assim como ocorre no caso do álcool combustível e do biodiesel (parcialmente), o lubrificante "verde" chegou para substituir o produto convencional que é derivado do petróleo. O processo de troca dos lubrificantes teve início em novembro de 2004, em caráter experimental, e acaba de ser aprovado com sucesso nos testes de engenharia.
A grande vantagem do novo produto é o fato de ele ser biodegradável e de não causar danos ao meio ambiente, embora ainda seja cerca de 50% mais caro que o similar derivado do petróleo. "Resolvemos adotar o óleo biodegradável por uma questão de respeito à natureza", afirmou o gerente da fábrica, Orlando Moral Junior.
Segundo ele, embora seja largamente usado na indústria, o óleo convencional pode causar danos ao solo e à água em caso de vazamento ou descarte inadequado. "Ao contrário disso, o óleo vegetal biodegradável é isento de produtos tóxicos e naturalmente absorvido pelo meio ambiente", explicou.
A primeira aplicação industrial do óleo biodegradável é a lubrificação dos sistemas pneumáticos (ar comprimido) que movem 800 máquinas da área de produção das carrocerias do Gol e da Parati, onde são aplicados os pontos de solda que constroem a estrutura de aço dos veículos. De acordo com o gerente da área, Marcelo Soares, 100% dos robôs, ponteadeiras e demais equipamentos da Carroceria que possuem unidades de preparação de ar (tipo lubrifil) já utilizam o novo lubrificante.


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