Uso de biodiesel no país depende da redução do preço
O governo federal vai promover, no início de novembro, o primeiro leilão de biodiesel. O coordenador de Geração de Renda e Agregação de Valor da SAF (Secretaria de Agricultura Familiar), do MDA, Arnoldo de Campos, disse que o governo vai comprar biodiesel dentro das regras do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel. A intenção dos leilões é favorecer as parcerias das empresas com agricultores familiares e assentados da reforma agrária na cadeia produtiva.
Campos informou que os leilões permitirão que essas parcerias se transformem em efetivos processos de produção de oleaginosas e de biodiesel, uma vez que o governo, por meio da ANP, vai garantir a compra desse biodiesel e, conseqüentemente, financiar os agricultores. “Para que eles possam plantar as oleaginosas”, detalhou
Existe ainda, segundo o coordenador do MDA, a possibilidade de ocorrerem outros leilões até o início de 2006 para ampliar a capacidade de compra do governo federal e garantir que mais de 100 mil famílias participem da cadeia produtiva do biodiesel.
“Mais importante que a periodicidade é que cada leilão vai gerar um contrato de um ano entre compradores como a Petrobras, por exemplo. Então, pelo menos durante um ano agrícola, essa indústria terá garantida a venda do biodiesel, dando segurança também para o produtor familiar que participa da cadeia”, exemplificou.
Produto será usado como mistura
O biodiesel entrará para o mercado consumidor a partir de janeiro de 2006, quando será utilizado com o percentual de 2% misturado ao diesel em vários Estados do Brasil. O prazo para a obrigatoriedade plena da mistura em todo o território nacional é janeiro de 2008.
Mas há a possibilidade de antecipação. Segundo Campos, o que acontece é que a introdução do biocombustível vai acontecendo naturalmente na proporção da oferta. “A oferta antecipada pode fornecer a rampa de crescimento para chegar em 2008 com a produção necessária para cumprir as metas estabelecidas pelo governo”, observou.
Sem impacto
A intenção é que o consumidor não sinta nenhum impacto no preço com a introdução da mistura ao combustível, o que é uma das grandes preocupações do governo. “Estamos calculando que o impacto, nesta primeira etapa de aquisições, será nulo aos consumidores. Essa é uma preocupação constante do governo, que o programa não gere ampliação de custos para os consumidores”, relatou o coordenador do MDA.
Ele explicou que a mistura ficou restrita inicialmente a uma quantidade pequena, para que o país possa, gradativamente, ir reduzindo o custo do biodiesel.


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