Japonesa Nedo quer Álcool Brasileiro
Executivos da estatal japonesa de energia Nedo reuniram-se ontem com o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, em São Paulo, para falar do programa japonês de importação de álcool do Brasil.
Naoki Nishio, chefe de operações da Nedo, disse que o programa para a mistura de álcool na gasolina ainda está em estudos no Japão, sem prazo para ser adotado. O mais importante para o país, no momento, é definir a garantia de abastecimento e também discutir a qualidade do produto que será importado, disse Nishio. "O governo japonês precisa definir a política de implementação do programa do álcool combustível".
Segundo ele, se o programa for implementado, o Japão precisará de um volume grande para o consumo. "As montadoras japonesas também estão estudando as implicações da mistura do álcool nos veículos". Nishio afirmou que as informações sobre suprimento são importantes, uma vez que um navio de álcool demora 40 dias para sair do Brasil e chegar ao Japão.
A expectativa é que a mistura de álcool naquele país seja de 3%, o que geraria uma demanda de 1,8 bilhão de litros de álcool. O Japão é um dos maiores importadores de álcool para as indústrias de bebidas e farmacêuticas. Em 2004, o país importou cerca de 500 milhões de litros, dos quais 350 milhões foram comprados do Brasil.
O governo japonês já demonstrou interesse em financiar a produção de biocombustíveis no Brasil, seja com o plantio de cana ou de mamona e girassol para a produção de biodiesel. O JBIC (Japan Bank Cooperation for International Cooperation) contratou a consultoria PCI (Pacific Consultants Internacional) para estudar o mercado de biocombustíveis no Brasil. "Um relatório será concluído no final de dezembro", afirmou José Toshimori Nakani, um dos responsáveis pelo estudo. Caso o relatório seja favorável, o JBIC disponibilizará recursos para o governo brasileiro financiar os produtores.


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