Governo Estadual e Federal ampliam programa de Biodiesel
O governador Lúcio Alcântara e o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, assinam nesta quinta (25), juntamente com a empresa Brasil Ecodiesel, um protocolo de intenções para a ampliação do Programa de Biodiesel no Ceará. A solenidade de assinatura acontecerá a partir das 10 horas, na Unidade de Esmagamento de Mamona da Brasil Ecodiesel, em Crateús (Av. Sargento Hermínio, 969, Centro).
No total, para a produção de biodiesel, no estado, a empresa Brasil Ecodiesel está investindo R$ 4 milhões, valor que inclui a compra de 10 mil hectares, no município de Parambu, e de uma antiga usina de algodão, em Crateús, transformada em unidade de esmagamento de mamona.
Por meio desse convênio, a Secretaria da Agricultura e Pecuária do Estado (Seagri), amplia para 30mil hectares a área a ser plantada com mamona no Estado, em 2005, o que representa um crescimento de 262% em relação aos 8.277 hectares plantados este ano. Ao todo, serão beneficiadas 5 mil famílias com o programa.
A Unidade de Esmagamento de Mamona da Brasil Ecodiesel, em Crateús, era uma antiga usina de algodão, que estava sem utilidade. Segundo o diretor geral da empresa, Nelson Côrtes, estão sendo investidos R$ 2,8 milhões na compra, reforma e manutenção da usina. No total, para a produção de biodiesel, no estado, a empresa está investindo R$ 4 milhões. Esse valor inclui a compra de 10 mil hectares no município de Parambu, para o plantio de mamona e produção de óleo e biodiesel. A escolha da área para o plantio, que contará com o trabalho de pequenos agricultores, contou com a participação da Seagri, através do Instituto de Desenvolvimento Agrário (Idace). "Em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e os governos estaduais estamos atuando em outros estados do Nordeste, envolvendo cerca de 20 mil famílias no plantio da mamona", acrescenta Nelson.
De acordo com o secretário da Agricultura e Pecuária do Ceará, Carlos Matos Lima, o protocolo de intenções com a Brasil Ecodiesel também significa a criação de células de produção tecnológica da mamona, com o objetivo de aumentar a produtividade e proporcionar o treinamento de 50 agentes rurais. "Desta forma, estamos também assegurando a absorção de tecnologia para garantir a qualidade de produção dos demais produtores cearenses de mamona, fazendo com que essa tecnologia também fique no Ceará", afirma.


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