Falta de recursos do BNB não inviabiliza biodiesel, diz deputado
O deputado federal Ariosto Holanda disse que o presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Roberto Smith, foi mal interpretado quando afirmou que “não há nenhuma linha de financiamento aberta pelo BNB para a produção de biodiesel de mamona”. A declaração de Smith se deu em audiência pública promovida Comissão de Desenvolvimento Regional do Senado, em Brasília.
Para Ariosto, “é natural que o BNB ainda não disponha de recursos definidos para o desenvolvimento, no Nordeste, do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel, “porque ele foi instituído há pouco tempo”. O Programa autoriza o uso comercial do combustível no País, adicionado ao diesel derivado de petróleo, na proporção de 2%.
Para Ariosto, a falta de recursos no momento, não irá inviabilizar o andamento do Programa. “Hoje o BNB não tem recursos, mas faltam apenas ações administrativas para o seu início”, expôs. Segundo ele, a lei que o criou já existe, e “o que falta é definir as responsabilidades de cada um dos 11 ministérios envolvidos”, argumentou.
Nesse sentido, anunciou, Ariosto, o BNB está coordenando e trabalhando, há dois meses, através do Mestrado em Economia da UFC (Caen), a realização de um seminário amplo, para definição do papel dos envolvidos no Programa. Previsto para junho próximo, o seminário irá reunir representantes de 11 ministérios, do BNDES, do BNB, da Seagri, Petrobras e Dnocs.
“Nesse seminário, vamos definir quem vai fornecer as sementes (de mamona), quem vai produzir, quem vai comprar a produção, quem irá financiar os projetos, qual a disponibilidade de recursos, qual a responsabilidade de cada um”, antecipou Ariosto.


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